segunda-feira, 23/10/2017
Últimas do LeS:
Capa » Resenhas de Série » Resenha: “Solitária”, de Alexander Gordon Smith

Resenha: “Solitária”, de Alexander Gordon Smith

Livro: Solitária (#02)
Série: Fuga de Furnace
Autor: Alexander Gordon Smith
Páginas: 264
Editora: Benvirá
Tradução: Magda Lopes
Resenha por: Bru Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Americanas Amazon

Quando mandaram a Sala Dois pelos ares, Alex, Zê, Gary e Toby acreditaram ter alcançado a tão sonhada liberdade. Porém, o que parecia um sonho acabou se transformando em um de seus piores pesadelos. A explosão os jogou nas profundezas de Furnace. Nada de ar puro, apenas escuridão e labirintos de pedra. Com os guardas e o diretor da prisão em seu encalço, os garotos sabem que é uma questão de tempo até voltarem para a cela. O verdadeiro horror de Furnace só está começando. Recapturados, eles agora precisam encarar a solitária – nada mais que um buraco no solo com apenas uma porta, trancada pelo lado de fora e vigiada pelos ternos-pretos e pelos temidos Ofegantes. Seu destino? Serem devorados pelos ratos que povoam as entranhas de Furnace, enlouquecer dentro da cela úmida ou… tentar escapar novamente.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

#01 - Encarcerados

“Porque aquilo não era de modo algum uma saída. Era uma tumba.” – 27

Tem o aviso ali em cima, mas vou reforçar: se você ainda não leu o primeiro livro dessa série, Encarcerados, não leia essa resenha, pois você terá spoilers do primeiro livro logo de cara!

O segundo livro começa com uma breve confissão de Alex, o personagem principal que narra a história, e logo depois somos levados ao exato momento em que o primeiro livro terminou: a tentativa de fuga dos garotos da infernal prisão de Furnace. Tentativa porque convenhamos, apesar de eu estar torcendo muito por eles, ficou meio óbvio que eles não conseguiriam fugir, afinal, era apenas o primeiro livro de uma série com cinco volumes.

Como o próprio título sugere, os meninos vão parar na solitária, o lugar mais temido da prisão. Tive um pouco de medo que o livro fosse ser tedioso exatamente por isso. A narrativa tenderia a ficar muito psicológica e talvez fosse maçante, mas o autor soube dosar bem. Aliás, se você achou o primeiro volume assustador, se prepare. O segundo volume é ainda mais sombrio, cheio de momentos de tensão com perseguições desesperadoras. Várias vezes me imaginei correndo pelos corredores de Furnace com os personagens, fugindo dos ofegantes e outras criaturas .

Nesse volume voltamos a encontrar com o personagem de Donovan, apesar desse reencontro não ser exatamente como eu esperava que ele acontecesse. A vida em Furnace é permeada por muito sofrimento e uma das coisas que mais me impressiona na história é a garra, a esperança e a vontade de sobreviver dos personagens, principalmente de Alex, que não desiste nunca de sua humanidade, por mais que tentem tirá-la dele.

Solitária contraria a história de que no segundo livro a narrativa tem uma decaída, mantendo o ritmo e a qualidade da história. Estou apreensiva pelo destino de Alex – desespero define essa série! – e pela continuação da narrativa, mas mal posso esperar para ler o terceiro volume da série – e também que a Benvirá lance os volumes que faltam aqui no Brasil!

“Assim como o tempo perdera o significado, a realidade e a sanidade, também. E quando tudo o mais é arrancado de você, é você que passa a não ter mais significado. Você deixa de existir.” – 68


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*