quarta-feira, 18/10/2017
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Resenha: “Dez coisas que aprendi sobre o amor”, de Sarah Butler

Livro: Dez coisas que eu aprendi sobre o amor
Autor: Sarah Butler (@SarahButler100)
Editora: Novo Conceito
Páginas: 256
Tradução: Paulo Polzonoff Junior
Resenha por: Monique Marie
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Amazon

Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?

1- Não queria fazer essa resenha para não perder o contato com o livro e ter de colocá-lo na estante.

2- A história é narrada por dois personagens que você vai aprender a amar de formas completamente diferentes.

3- Os dois personagens narram duas histórias distintas, Daniel narra sua eterna procura por sua filha e Alice narra sua vida de irmã mais nova que nunca se encaixou nos padrões da família.

“A única coisa que me impediu de subir na parede, me inclinar para a frente e me soltar era seu nome.” – p. 182

4- Você se sente familiarizado com Londres mesmo sem nunca ter ido, ou quem foi eu tenho certeza que verá a cidade com novos olhos.

5- Todo personagem tem sua importância e pela primeira vez você não terá bronca de nenhum deles.

“Prometo-lhe uma coisa Sylwia. Vou voltar para casa. Vai levar algum tempo e, quando voltar, vou erguê-la e você verá sobre a cabeça de todas as pessoas, tão alto que você verá as casas e conversará com os pássaros. Se você estiver com raiva posso esperar. Meu amigo Daniel escreve esta carta para mim. Ele é um bom homem. Amo você Sylwia. Tato” – p. 80

6- Você passa muito tempo se perguntando porque histórias diferentes são narradas em um mesmo livro e tenta achar pistas que te levem a acreditar que em algum minuto eles se cruzam.

7- A leitura é muito rápida e você não quer que acabe. A narrativa é muito gostosa e muito bem construída.

8- Foi extremamente pessoal a mensagem para mim e confesso que chorei muito quando terminei. Ainda penso se em algum momento da vida de meu pai ele teve algum comportamento como o de Daniel. Eu gostaria que sim.

“Desculpe por ela ter lhe dado um nome tão frio e azul. Eu teria escolhido algo mais quente, algo marcado pelo sol. O centro rosa do seu nome submerge em azul e cinza. É um nome que faz pensar em inverno, em alguém sozinho numa colina sem árvores para protegê-lo do vento e da neve. Mesmo assim, isso me salvou, saber pela primeira vez quem você era.” – p. 182

9- O final do livro é surpreendente e bem melhor do que poderia imaginar, todos os pontos para a autora em não ser clichê.

10- Todos os capítulos começam com uma lista de 10 itens, o que me deu a ideia de fazer a resenha como uma lista. Não percam tempo e leiam, é um livro incrível sobre as mais diferentes e intensas formas de amar.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Monique Marie

Publicitária frustrada com o pouco dinheiro da área e admiradora de tudo que envolve a política. Gosta de seriados que tenham serial killers, filmes infantis, fanática por futebol e F1, além de tentar competir com o Dr. Reid (Criminal Minds) quem lê mais rápido. Geralmente não gosta de ler o que está "na moda", adora indicações e ainda acredita que muitos livros se vendem pela capa. Não se separa de seu amigo rivotril e escreve no mínimo um texto por dia.

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