sábado, 25/03/2017
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Resenha: “A garota na teia da aranha”, de David Lagercrantz

Livro: A garota na teia da aranha (#04)
Série: Millenium
Autor: David Lagercrantz Site
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 472
Tradução: Guilherme Braga e Fernanda Sarmatz Åkesson
Resenha por: Nina
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Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist estão de volta na aguardada e eletrizante continuação da série Millennium. Neste thriller explosivo, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist precisam juntar forças para enfrentar uma nova e terrível ameaça. É tarde da noite e Blomkvist recebe o telefonema de uma fonte confiável, dizendo que tem informações vitais aos Estados Unidos. A fonte está em contato com uma jovem e brilhante hacker – uma hacker parecida com alguém que Blomkvist conhece. As implicações são assombrosas. Blomkvist, que precisa desesperadamente de um furo para a revista Millennium, pede ajuda a Lisbeth. Ela, como sempre, tem objetivos próprios. Em A garota na teia de aranha, a dupla que já arrebatou mais de 80 milhões de leitores em Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar se encontra de novo neste thriller extraordinário e imensamente atual. David Lagercrantz nasceu na Suécia, em 1962. Jornalista, romancista e biógrafo premiado, Lagercrantz foi escolhido para continuar as aventuras de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

Eu sou uma pessoa que acaba sendo meio chata com as séries que eu gosto, e quando o que estava inicialmente previsto é modificado, eu costumo ficar um tanto chateada e receosa. Isso aconteceu a primeira vez quando a Cassandra Clare anunciou que Instrumentos Mortais não ia mais ser uma trilogia. Se o final estava bom, pra que mexer? Pois bem, foi exatamente o sentimento que me invadiu quando anunciaram A garota na teia de aranha, que além de tudo, seria escrito por outra pessoa (para quem não sabe, depois de entregar a trilogia Millenium à editora, Stieg Larsson faleceu de infarto).

Na minha opinião, Stieg Larsson tem um estilo de escrita único e é muito difícil de “copiar”. Logo quando você começa a ler, percebe uma mudança no estilo (que nesse caso, também tem a ver com a tradução, que também foi feita por outras pessoas. Então, logo que comecei a leitura, já tinha esse preconceito dentro de mim, então pode ter certeza que foi uma leitura bem crítica.

Pra começar, muito embora a história propõe ser uma continuação de A rainha do castelo de ar, o início é muito desconexo, sem explicar muito do tempo que se passou desde Lisbeth ganhou sua liberdade. Por outro lado, segue o estilo de construção da história, que vai mostrando as partes e costurando até formar um inteiro. Num momento, temos Lisbeth e seus amigos hackers invadindo o banco de dados da NSA, a Agência Nacional de Segurança Americana. Em outro, temos Frans Balder, um especialista em Inteligência Artificial, buscando seu filho August em casa, na Suécia, depois de ter se demitido de um emprego importante nos Estados Unidos. Do início ao fim da história, é bem complexo o jeito como as coisas se relacionam, vários personagens surgem do nada, desaparecem do nada e fica uma certa confusão na ordem como foram organizados os capítulos.

De um modo geral, o enredo é interessante. Tem em “que” da Millennium no meio dos acontecimentos, mas achei que o Mikael e a Lisbeth foram personagens mais secundários. Muito embora muitas coisas que não ficaram explicadas nos volumes anteriores tenham finalmente vindo à tona, me pareceu simplista demais. A história faz sentido, tem início, meio – mas sem final, claro. Eu senti falta da tensão psicológica dos capítulos finais, que os livros tiveram, do mocinho unindo provas e encurralando o inimigo, etc. Mas não é algo que necessariamente prejudique a história.

A escrita de David Lagercrantz, como eu já mencionei, é diferente da escrita do Larsson. Contudo, como não li a versão original, pode ser que algo tenha se perdido na tradução. Aliás, tradução essa que também afetou alguns termos que permaneceram como no original em sueco na trilogia original, como nome de cidades, por exemplo.

Tirando do autor na capa, o trabalho editorial tem o mesmo estilo das edições anteriores, não destoando na estante de colecionadores com TOC, como eu. Acredito que essa versão mais simplificada de editorial cai muito bem em romances policiais, porque deixa a emoção apenas no que está escrito.

Por fim, eu já comecei a ler o livro com a expectativa bem baixa, pois sabia que as chances de me desapontar eram grandes. A decepção fica por conta mais do destaque aos personagens principais, o dos outros que a gente já conhecia. Mas, de modo geral, tirando esses desapontamentos, é uma história interessante, que vale a pena ser lida.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

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