quinta-feira, 21/09/2017
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Resenha: “Jackaby”, de William Ritter

Livro: Jackaby (#01)
Série: Jackaby
Autor: William Ritter (@Willothewords)
Editora: Única
Páginas: 256
Tradução: Alice Klesck
Resenha por: Bruna Fernaández
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“Eu sou um homem de razão e da ciência. Acredito no que vejo e posso provar, e o que vejo geralmente é difícil para os outros compreenderem. Até onde eu descobri, tenho um dom ímpar. Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com vista para os bastidores.” Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural. Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana. Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara. Prepare-se para desvendar este mistério! Um livro destinado aos fãs de Sherlock Holmes e Doctor Who. Eleito o melhor livro jovem 2014 pela Kirkus Review e um dos 40 melhores YA da estação pela CNN e vencedor do prêmio Pacific Northwest 2015.

“Ele conseguia parecer interessado e desinteressado em mim ao mesmo tempo. Era mais que apenas inquietante, mas eu me vi tão intrigada quanto nervosa.” – p. 07

Logo na capa temos uma frase que indica Jackaby para os fãs de Sherlock Holmes e Doctor Who. Essa afirmação não teria como ser mais ideal pois é exatamente isso que temos nessa narrativa: uma mistura de investigação policial com um detetive arrogante e confiante no seu conhecimento com altas doses de humor e criaturas sobrenaturais.

Me lembro de ter ficado curiosa com essa narrativa logo que fiquei sabendo que a Única lançaria o livro aqui no Brasil e fiquei super animada quando finalmente tive a oportunidade de ler o primeiro livro dessa série. Felizmente, apesar da minha alta expectativa, o livro ainda conseguiu me surpreender.

Começamos a história acompanhando Abigail Rook, uma jovem europeia que fugiu de casa para provar aos pais – e a si mesma – que poderia trabalhar como arqueóloga em uma escavação. Acontece que o trabalho não era exatamente o que ela imaginava. Mas ela sabia que qualquer outra aventura seria menos dolorosa do que voltar para casa com o rabo entre as pernas, então ela atravessou o Atlântico em busca de novos horizontes. Sozinha e pobre, Abigail começa a procurar por um emprego e então se depara com o anúncio de Jackaby; daí pra frente as coisas se desenrolam.

Dizer que Jackaby é excêntrico chega a ser um pouco óbvio. Seu jeito atrapalhado, desligado e até um pouco arrogante é carismático, impossível não se lembrar de Sherlock e sua mente afiada, além de outros grandes detetives da literatura. O grande diferencial do livro é a parte sobrenatural, que foi muito bem incorporada e criada. Nada de simples fantasmas, lobisomens e vampiros. O leque de criaturas criado por Ritter é muito mais extenso e bem amarrado com as lendas dos mais variados países, algo que ganhou muitos pontos comigo e enriqueceu a leitura.

O formato de escrita é descontraído, dando fluidez ao texto; esse é um daqueles livros que quando você pega é bem difícil de largar. Como disse no começo da resenha, tinha altas expectativas e o enredo não me decepcionou, pelo contrário. Estou super ansiosa pelos próximos volumes e contos separados serem lançados aqui no Brasil!

“Esse mundo está cheio de dragões. O que precisamos é de um pouco de gente que não seja orgulhosa demais para ouvir um peixe.” – p. 245


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

2 comentários

  1. Amei o livro , quando começou a descrever o Jackaby pensei que ele seria uma imitação do Sherlock mas me surpreendido muito. Não existe romance previsível, gostei da mistura das lendas urbanas não muito exploradas e fiquei com vontade de ler o próximo já

  2. Acho que para todo mundo usar o nome de Sherlock Holmes e sua famosa arrogância ajuda a atrair leitores, mas para mim afasta porque simplesmente odeio o jeito com que ele trata as pessoas, sempre se achando mais inteligente, não, pior, porque ele é realmente inteligente. Achando que todos são inferiores, subhumanos porque não tiveram o mesmo treinamento que ele teve – ou se impôs – para detectar quando uma pessoa está mentindo, encontrar pistas. Bom, ele é que quis seguir na profissão de detetive, as pessoas pagam pelo seu serviço, então todos esses livros e aprimoramento não são mais que a obrigação dele, ok? E ninguém parece ter coragem de dizer isso na cara dele.
    Após meu pequeno desabafo sobre o detetive – e qualquer produção que siga esse caminho – a Abby tem alguma função ou é como o Watson que só serve de bucha pro Holmes o tempo todo, é menosprezado pelo detetive por não ter a mesma rapidez no raciocínio? Porque achei a capa linda, adorei a sinopse, mas “uma espécie de Sherlock Holmes e Doctor Who” me pegou de jeito já que torço o nariz para os dois.

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