terça-feira, 19/10/2021
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Resenha: “Alma negra”, de Holly Black

Livro: Alma negra (#03)
Série: Mestres da Maldição
Autor: Holly Black (@hollyblack)
Editora: Rocco
Páginas: 336
Tradução: Regiane Winarski
Resenha por: Bru Fernández
Comprar: Saraiva Cultura Amazon

Cassel Sharpe cresceu achando que era um ser humano comum, sem habilidades especiais, até descobrir que estava sendo manipulado por seus irmãos para se tornar um trapaceiro e assassino. Afinal, ele é um tipo raro e muito poderoso de mestre da maldição, capaz de transformar objetos e seres vivos em algo completamente diferente com um simples toque. Depois de Gata branca e Luva vermelha, o jovem está decidido a deixar o passado de fora da lei para trás. Mas para isso tem que tomar decisões difíceis, como se afastar de seu grande amor, e reaprender a distinguir a linha tênue que separa o certo do errado, a verdade da mentira – mesmo com seu coração, e sua vida, correndo risco. Com uma trama envolvente, Alma negra é o eletrizante desfecho da trilogia Mestres da Maldição.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

“Cada maldição, seja física, de sorte, de memória, de emoções, de sonhos, de morte ou até de transformação, provoca algum rebote. Como diz meu avô, toda maldição atinge seu mestre. O rebote pode aleijar e até matar, Maldições de morte apodrecem alguma parte do corpo de um mestre, qualquer coisa desde um pulmão a um dedo.” – p. 23

Mais uma incrível trilogia chega ao fim e o sentimento agridoce de dizer adeus a alguns personagens fica. Não tinha ideia do que esperar da série quando Gata branca chegou nas minhas mãos, mas a saga de Holly Black foi uma das poucas que me pegou de jeito com seu enredo original nos últimos anos.

Nesse último volume da série, o divertido Cassel ainda está vivendo perigosamente fazendo o meio de campo entre a polícia e a máfia, porém fugindo eternamente de qualquer decisão definitiva e tentando ao máximo não ser manipulado. Além de todos esses problemas, Cassel não consegue esquecer Lila apesar de o último encontro entre eles em Luva vermelha não foi nada favorável para ele, pobrezinho.

Como se não bastassem esses problemas, seus melhores amigos, Daneca – que é mestra – e Sam, terminaram o namoro e isso acabou virando um grande problema para Cassel. Uma das coisas que eu mais gosto nesse livro é a falta de mimimi, ou seja, os romances existem, mas eles não são melosos e dramáticos. Os relacionamentos amorosos aqui ajudam a construir uma teia ainda mais complicada entre mestres e não-mestres, máfia e pessoas “normais”.

“A linguagem do amor é assim, possessiva. Deveria ser o primeiro aviso de que esse sentimento não vai incentivar a melhora de ninguém.” – p. 10

Achei o ritmo desse livro final um pouco mais desacelerado, mas sem tornar a narrativa enfadonha. O universo criado pela autora não permite que isso aconteça e é sempre interessante ver a forma como Cassel, o jovem golpista, consegue sair ileso (ou quase) de situações absurdas e praticamente sem saída. Ele é quase um Neal Caffrey da literatura YA.

Assim como seus antecessores, Alma negra é repleto de reviravoltas, intrigas e mistérios que fazem o leitor ficar grudado às páginas. O final foi, de certa forma, inesperado. Entretanto, super coerente com a narrativa e, principalmente, com as personagens. Se eu pudesse escolher um universo para ser expandido, esse com certeza seria a minha escolha. Há tantas histórias e personagens a serem exploradas – aham o avô de Cassel, Desi e o chefe da máfia Zacharov são ótimos exemplos! – , Holly Black, querida, precisamos conversar. Essa é, sem dúvidas, uma trilogia incrível que merece um espacinho na sua estante e na sua lista de golpistas preferidos!


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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