15 de janeiro de 2016
Postado por: Bru Fernández @ Arquivado em: Notícias

Uma grande quantidade dos filmes indicados ao Oscar desse ano foram adaptações de livros. E os “livros indicados” são:

Perdido em Marte começou sua trajetória como uma autopublicação na plataforma Kindle. Depois de muitas cópias vendidas, o livro se tornou um sucesso cinematográfico estrelando Matt Damon. O filme foi indicado em 7 categorias: filme, ator (Matt Damon), roteiro adaptado, design de produção, mixagem de som, edição de som e efeitos visuais.

Livro: Perdido em Marte
Autor: Andy Weir
Tradução: Marcello Lino
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Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.

Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.

Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.

Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.

Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.

Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.

A jogada do século foi escrito pelo autor best seller Michael Lewis. A adaptação foi indicada em 5 categorias: filme, diretor (Adam McKay), ator coadjuvante (Christian Bale), roteiro adaptado e montagem.

Livro: A jogada do século
Autor: Michael Lewis
Tradução: Adriana Ceschin Rieche
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Wall Street afundou a economia global em uma das maiores recessões econômicas das últimas décadas. A crise mundial de 2008 teve início nas hipotecas subprime – um sistema de dívidas lastreadas praticado pelas principais instituições do mercado. É por dentro da maior bolsa de valores do mundo que o autor Michael Lewis conta em A jogada do século como operadores irresponsáveis deram início à grande crise. Elogiado pela crítica especializada, este aguardado título chega às livrarias para explicar como se deu a quebra do outrora poderoso mercado imobiliário norte-americano.

Uma ponte de espiões foi publicado cinco anos atrás e foi lançado pela Record em 2015. O filme levou seis indicações nas seguintes categorias: filme, ator coadjuvante (Mark Rylance), roteiro original, design de produção, trilha sonora e edição de som.

Livro: Uma ponte de espiões
Autor: James B. Donovan
Tradução: Alessandra Bonrruquer
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Ao mesmo tempo um drama processual noir e um brilhante estudo psicológico, Uma ponte entre espiões é o envolvente e fascinante relato do maior caso de espionagem de uma geração.

Na manhã de 10 de fevereiro de 1962, James B. Donovan começou a percorrer a ponte Glienicke, a famosa “ponte dos espiões”, que na época ligava Berlim Oriental à Ocidental. Com ele, caminhava Rudolf Ivanovich Abel, durante anos chefe da espionagem soviética nos Estados Unidos. Do outro lado estava Francis Gary Powers, o piloto americano do U-2 abatido pelos soviéticos. Duas pessoas que não se conheciam, representantes de mundos opostos.

Neste livro, Donovan conta como negociou a troca e defendeu Abel em todos os estágios de seu julgamento. Abel foi o mais talentoso, misterioso e eficiente espião de sua época. Seu julgamento, que começou em um tribunal distrital do Brooklyn e terminou na Suprema Corte dos Estados Unidos, revelou os métodos e os êxitos da espionagem soviética.

Brooklyn foi escolhido pelos editores Amazon como Melhor livro do Mês em 2009. Alguns anos depois chegou a sua versão cinematogáfica que foi indicado para o Oscar 2016 em 3 categorias: filme, atriz coadjuvante (Saoirse Ronan, de A Hospedeira) e roteiro adaptado.

Livro: Brooklyn
Autor: Colm Toibín
Tradução: Rubens Figueiredo
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No início dos anos 1950, a Irlanda não oferece futuro para jovens como Eilis Lacey. Sem encontrar emprego, ela vive na pequena Enniscorthy com a mãe viúva e a irmã Rose. Mas eis que o padre Flood lhe faz uma oferta de trabalho e moradia no Brooklyn, Estados Unidos. De início apavorada com a ideia de sair do ninho familiar, ela acaba partindo rumo à América. Triste e solitária em seu novo mundo, a tímida Eilis acaba por estabelecer uma rotina de trabalho diurno e estudo noturno na faculdade de contabilidade. No baile semanal da paróquia, conhece um jovem de origem italiana que aos poucos entra em sua vida. Mas quando começa a se sentir mais livre e segura, Eilis é obrigada a voltar, por algumas semanas, para Enniscorthy. E ali ela se vê, mais uma vez, diante de uma escolha que poderá modificar sua vida.

O regresso tem a trama inspirada na impressionante história real de Hugh Glass, caçador da Companhia de Peles Montanhas Rochosas atacado por um urso-cinzento e depois abandonado pelos companheiros, que levam suas armas e suprimentos. Entre delírios, Glass é tomado por um único desejo: vingança. Foi indicado em 12 categorias: filme, ator (Leonardo DiCaprio), ator coadjuvante (Tom Hardy), direção (Alejandro González Iñárritu), fotografia, montagem, design de produção, figurino, cabelo e maquiagem, mixagem de som, edição de som e efeitos visuais.

Livro: O regresso
Autor: Michael Punke
Tradução: Maria Carmelita Dias
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A impressionante história do caçador de ursos Hugh Glass, que inspirou
a adaptação cinematográfica estrelada por Leonardo DiCaprio.

Em 1823, os caçadores da Companhia de Peles Montanhas Rochosas desbravavam as terras inexploradas dos Estados Unidos, enfrentando diariamente o clima implacável, as feras selvagens e a ameaça constante de confronto com os índios, que defendiam suas terras da invasão dos homens brancos.
Em uma das missões da companhia, Hugh Glass, um dos melhores e mais experientes caçadores do grupo, fica frente a frente com um urso-cinzento, é atacado e termina gravemente ferido, claramente sem chances de sobreviver. Os homens que deveriam esperar sua morte e lhe oferecer um funeral apropriado o abandonam, levando consigo as armas e os suprimentos. Entre delírios, Glass os observa fugindo e é tomado por um único desejo: vingança. Uma determinação cega que o torna capaz de atravessar quase cinco mil quilômetros de terras intocadas e selvagens, fugindo de predadores, sobrevivendo à fome e à agonia dos ferimentos mais terríveis, a fim de concluir seu objetivo.
Inspirado em fatos reais e escrito em uma prosa arrebatadora, O regresso é uma notável história de obsessão, um romance sobre um homem cuja vida foi ao mesmo tempo salva e condenada pela sede de vingança.

Quarto foi escrito por Emma Donoghue e chegou às telas sob o título de “O quarto de Jack”, que foi indicado em 4 categorias: filme, atriz (Brie Larson), direção (Lenny Abrahamson) e roteiro adaptado.

Livro: Quarto
Autor: Emma Donoghue
Tradução: Vera Ribeiro
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Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la.

O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

Trumbo conta a história do jornal The Hollywood Reporter que divulgou uma série de nomes de vários cineastas envolvidos com o comunismo, estivessem instilando sutilmente sua propaganda nos filmes de Hollywood. O filme estreia no Brasil no fim de janeiro e foi indicado em 1 categoria: ator (Bryan Cranston).

Livro: Trumbo
Autor: Bruce Cook
Tradução: Catharina Pinheiro
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Em 1947, o jornal The Hollywood Reporter divulgou uma série de nomes de vários profissionais do cinema americano supostamente envolvidos com o comunismo. Todos os olhares do Congresso dos Estados Unidos se voltaram para a possibilidade de comunistas e simpatizantes estarem sutilmente instilando sua propaganda nos filmes de Hollywood. Dez pessoas foram intimadas a depor no Comitê de Atividades Antiamericanas – um grupo depois conhecido como os “Dez de Hollywood” –, e o roteirista Dalton Trumbo era seu principal nome.

Radical à própria maneira, franco e irônico, membro do Partido Comunista, Trumbo recusou-se a entregar qualquer informação. Foi julgado, declarado culpado por desacato ao Congresso e preso, em 1950. Começara a caça às bruxas da era McCarthy, e depois de cumprir pena Trumbo estava na lista negra de centenas de profissionais banidos de trabalhar para os grandes estúdios. Atuando por trás das câmeras, por quase uma década viveu de produzir roteiros clandestinamente, a preços medíocres, até que dois Oscars depois, e com o esvaziamento do macarthismo, Trumbo se tornou o primeiro integrante da lista a ser novamente creditado em uma produção, abrindo caminho para o fim definitivo da caça às bruxas em Hollywood.

Trumbo é uma biografia franca de uma figura exuberante, que esteve no epicentro de um dos períodos mais tumultuados da história americana recente. Apesar da notoriedade como escritor e do apogeu como o mais bem pago roteirista de sua época, criador de épicos como A princesa e o plebeu, Exodus, Spartacus e Papillon, nenhuma das criações de Dalton Trumbo é capaz de rivalizar com sua própria história.

Cinquenta tons de cinza ganhou uma indicação também, mas apenas em uma categoria: canção original (“Earned it”, The Weeknd).

Livro: Cinquenta tons de cinza (#01)
Série: Cinquenta tons de cinza
Autor: E. L. James
Tradução: Adalgisa Campos da Silva
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Folha Americanas

Adaptado para os cinemas e estrelado por Jamie Dornan no papel de Christian Grey e Dakota Johnson como Anastasia Steele, “Cinquenta tons de cinza” promete tirar mais uma vez o fôlego do público.
Quando a estudante de literatura Anastasia Steele entrevista o jovem bilionário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que o deseja e que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Christian admite que também a deseja — mas em seus próprios termos.
Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso — os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família —, ele é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Ao embarcar num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.




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