sábado, 22/07/2017
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Resenha: “Para todos os garotos que já amei”, de Jenny Han

Livro: Para todos os garotos que já amei (#01)
Série: Para todos os garotos que já amei
Autor: Jenny Han (@jennyhan)
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Tradução: Regiane Winarksi
Resenha por: Bru Fernández
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Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.

Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

“Eu me pergunto como é ter tanto poder sobre alguém. Acho que não quero isso; é muita responsabilidade ter o coração de uma pessoa nas mãos.” – p. 39

Uma das coisas que mais me chamou a atenção nesse livro foi fonte usada para o título na capa, tão diferente e bonita! Sim, a mesma coisa que chamou a atenção da Kinina, no post dela sobre as primeiras impressões desse livro! Passado o primeiro contato com o livro, a sinopse também aguçou a minha curiosidade e lá fui eu mergulhar na história de Lara Jean, uma adolescente descendente de coreanos que vive com o pai e as irmãs, Margot e Kitty. A mãe das meninas faleceu quando Kitty ainda era pequena.

O núcleo central da narrativa aborda as cartas que Lara Jean escreveu para os seus (ex-)amores e que misteriosamente acabaram sendo postadas para os seus destinatários e cinco garotos acabaram recebendo essas cartas recheadas de sentimentos sinceros. Como seria se todos os seus sentimentos mais sinceros fossem revelados? Assustador, né?! Além da vergonha natural de ter seus pensamentos íntimos revelados sobre alguém, Lara Jean tem que lidar com o fato de um desses garotos ser Josh, o ex-namorado de sua irmã mais velha. Polêmico, né? Hehehe. Como se o constrangimento não fosse o suficiente, outros garotos é Peter Kavinsky, um dos garotos do time de lacrosse e ex-namorado da garota mais popular da escola. Detalhe: ambos costumavam a ser amigos de Lara Jean, mas acabaram se afastando em algum momento. Foi muito interessante ver a trajetória de Peter no enredo, desgostava dele, mas não é que ele acabou se tornando um dos meus personagens favoritos?

Margot é a irmã mais velha e por ter tomado as rédeas de cuidar da casa e de suas irmãs, parece muito mais adulta do que realmente é. É possível perceber que ela é a fonte de inspiração e o maior exemplo de Lara Jean. Tanto que ela abre a mão do amor de Josh por sua irmã. Praticamente todas as ações da personagem são feitas pensando em impressionar ou agradar Margot, ou ainda em como ela ficaria decepcionada se soubesse de alguma atitude de Lara Jean. A protagonista (Lara Jean) se vê completamente perdida quando sua irmã mais velha vai estudar do outro lado do oceano, na Escócia, mas acaba lidando com isso muito bem, tentando ser a irmã mais velha para Kitty.

Durante a história Lara Jean precisa lidar não apenas com as cartas enviadas e seus ex-talvez-atuais-amores, mas também com a ira de sua ex-amiga e ex-namorada de Peter, com as tarefas de casa que antes eram feitas por Margot e agora são de sua responsabilidade, como por exemplo tirar a comida do freezer para o jantar, lavar as roupas, buscar comida no mercado – e Lara Jean é uma PÉSSIMA motorista que odeia dirigir – e também lidar com a saudades que sente da irmã mais velha e de sua mãe.

Complicado é pouco, mas a autora conseguiu dar um tom leve e descontraído para a história. Esqueça dramas homéricos e sofrimentos de novela mexicana. Para todos os garotos que já amei tem uma narrativa serena, relaxada e nada óbvia. O livro aborda os mais variados temas como amor, família, amizade e, principalmente, sobre ser você mesma e se arriscar, não pelos outros, mas por você. Foi incrível a forma como em apenas trezentas e poucas páginas eu já me sentia parte da vida das irmãs Song. Cada hora torcia para que Lara Jean ficasse com um personagem diferente e, bem, tudo que posso dizer é que eu realmente gostei muito do final do livro e estou animadíssima para por as minhas mãos em P.S.: Ainda amo você.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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