sábado, 16/12/2017
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Resenha: “O espadachim de carvão e as pontes de Puzur”, de Affonso Solano

Livro: O Espadachim de Carvão e as pontes de Puzur (#02)
Série: Espadachim de carvão
Autor: Affonso Solano (@affonsosolano)
Editora: LeYa
Páginas: 192
Tradução:
Resenha por: Bru Fernández
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“Ninguém viaja mais rápido que Puzur.” Lutando para se adaptar ao mundo dos mortais, Adapak se refugia no navio de Sirara, farto de lidar com os segredos do passado. Mas quando um antigo diário cai em suas mãos, o Espadachim de Carvão acaba por mergulhar nos registros de alguém responsável por influenciar não somente sua vida, mas a história de Kurgala – uma menina forçada a acompanhar a jornada de um ladrão desesperado, disposto a violar as regras mais antigas que os Quatro Que São Um deixaram para trás. Quem foi Puzur? O que procurava? Enquanto viaja pelas páginas do tempo, Adapak desconhece que sua curiosidade está prestes a colocá-lo sob a ameaça de algo que ele mesmo possa ter desencadeado.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

“- Já considerou que as pessoas talvez tenham medo de feiticeiros porque não entendem o que eles fazem?” – p. 30

Ah, que saudades que eu estava do inocente e perspicaz Adapak! Fiquei extremamente animada quando soube do lançamento do segundo livro da série, porém a animação murchou um pouco quando me deparei com o livro na livraria e conferi a “finura” desse volume: são menos de 200 páginas. Porém o ator não decepciona e O espadachim de carvão e as pontes de Puzur traz um lado aventureiro e dinâmico para a série.

Nesse livro seguimos duas narrativas diferentes: uma que continua a seguir Adapak na linha temporal presente e outra que conta a história de Puzur em uma linha temporal do passado; Puzur era o então dono das espadas Igi, Sumi e Lukur. Mas não se preocupe, obviamente as histórias se completam. A sequência de Puzur é a mais dinâmica e nela seguimos o exímio e sórdido ladrão – o oposto de Adapak! -, o viajante mais rápido de Kurgala. Em busca de seu objetivo, o ladrão Puzur cruza seu caminho com Laudiara, arrastando-a sem querer para sua jornada. Lau acaba obrigatoriamente se tornando sua companheira de aventuras de uma forma inusitada, então ambos devem enfrentar os perigos que surgem a cada passo da caminhada com o real objetivo do ladrão sendo revelado aos poucos, formando uma improvável amizade. Lau é uma jovem curiosa, forte, independente e bem bocuda, uma das personagens mais bem construídas e mais interessantes da história até agora. Ambos foram uma ótima e refrescante adição para a série!

Já a narrativa de Adapak é um pouco apagada e desacelerada, fazendo um grande contraste com a outra narrativa. Acredite, isso não estraga a história e faz muito sentido, principalmente depois do desfecho. Além disso, não se preocupe, mais para o final do livro a parte de Adapak engrena e o entrelaçamento das histórias começa a tomar forma… e então o livro termina apenas poucas páginas depois do seu clímax, deixando o leitor um pouco desnorteado e com a impressão de que algo ficou faltando. Também sentiu isso? Mas não é só sensação, não. Ficou faltando mesmo.

É que logo depois do lançamento deste livro foi lançada a 1ª HQ oficial do universo do Espadachim de Carvão, roteirizada e ilustrada por L.G. Quelhas e Zé Carlos. Essa HQ é baseada nas Aventuras de Tamtul e Magano, livros que Adapak leu na infância e a narrativa funciona como um spin-off/continuação de O espadachim de carvão e as pontes de Puzur. Já estou correndo para a livraria garantir o meu exemplar.

O que não posso deixar de mencionar é o incrível trabalho editorial, tão impecável quanto no primeiro volume, com diferentes ilustrações a cada novo capítulo, dando um toque especial ao livro. Aguardo ansiosamente pelo terceiro (e último?) livro da série e espero que ele não demore tanto para ser lançado ouviu Affonso?. Enquanto isso, vou ali me divertir com Tamtul e Magano.

“Ninguém viaja mais rápido que Puzur.”


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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