sábado, 14/10/2017
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Resenha: “Revival”, de Stephen King

Livro: Revival
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 376
Tradução: Michel Teixeira
Resenha por: Kinina
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Em uma cidadezinha na Nova Inglaterra, mais de meio século atrás, uma sombra recai sobre um menino que brinca com seus soldadinhos de plástico no quintal. Jamie Morton olha para o alto e vê a figura impressionante do novo pastor. O reverendo Charles Jacobs, junto com a bela esposa e o filho, chegam para reacender a fé local. Homens e meninos, mulheres e garotas, todos ficam encantados pela família perfeita e os sermões contagiantes.

Jamie e o reverendo passam a compartilhar um elo ainda mais forte, baseado em uma obsessão secreta. Até que uma desgraça atinge Jacobs e o faz ser banido da cidade.

Décadas depois, Jamie carrega seus próprios demônios. Integrante de uma banda que vive na estrada, ele leva uma vida nômade no mais puro estilo sexo, drogas e rock and roll, fugindo da própria tragédia familiar. Agora, com trinta e poucos anos, viciado em heroína, perdido, desesperado, Jamie reencontra o antigo pastor. O elo que os unia se transforma em um pacto que assustaria até o diabo, com sérias consequências para os dois, e Jamie percebe que “reviver” pode adquirir vários significados.

Revival começa, como sempre, numa pequena cidade no Maine. Jamie Morton tem apenas 6 anos e, numa tarde ensolarada brincando no quintal, ele tem seu primeiro contato com Charlie Danny Jacobs. Charlie foi para a cidadezinha com sua família ser reverendo da igreja, já que o velho ministro tinha morrido. Além da crença religiosa, Charlie tinha uma curiosidade sobre eletricidade, e dentro de seus sermões e ensinamentos religiosos sempre tinha alguma relacionada a eletricidade. Ele acreditava que a eletricidade fazia muito mais do que acender a luz. Entre pesquisas e experimentos, ele fez a sua primeira cura com eletricidade. Mas uma desgraça acontece ne vida do reverendo e ele vai embora do Maine.

“-Estava me lembrando do dia que o conheci. Eu só tinha seis anos, mas a lembrança é clara. Eu fiz uma montanha de terra…
– Exatto. Também é uma lembrança clara para mim.
-… e estava brincando com meus soldados. Uma sombra se abateu sobre mim. Olhei para cima, e era você. O que eu estava pensando é que sua sombra esteve sobre mim a vida inteira. O que eu devia faze é ir embora daqui neste instante e sair debaixo dessa sombra.”

Jamie encontra Charlie mais algumas vezes durante sua vida adulta, mas sempre em situações críticas. Charlie não é mais um homem religisoso, mas promove curas através da eletricidade e em nome de Deus. E num momento de desespero, Jamie. Mas como acorre essas curas? Qual é a verdade? E os efeitos colaterais. Jamie passa parte de sua vida em busca dessas respostas e até o fim de seus dias fica ligado a Charlie.

“Me beije para sempre”, pensei. “Me beije para sempre. Assim, não vou precisar ver aonde os anos nos levaram e no que você se transformou.”

O primeira metade do livro é um pouco lenta, muita narrativa e a história parece que não vai a lugar nenhum. Mas de repente tive um estalo e achei que tinha sacado o final da história, mas Stephen King nunca é óbvio e jamais deixará você acertar o fim. Um dos pontos altos da narrativa é quando King faz uma grande referência a sua obra anterior, Joyland, e cruza as histórias. Se você não leu Joyland não tem problema, você não está perdendo nenhum detalhe da história, mas se você leu serão os cinco parágrafos que te levarão em frente na história.

Revival é uma mistura de discussão entre religião e ciência em volta de um suspense que só Stephen King consegue misturar e finalizar com um incrível toque de terror, no nível de A coisa. E além de da história, o livro chama a atenção pela capa: apesar de não ter imagem nenhuma e tem apenas o nome do autor e do livro, os efeitos brilhantes de raio roubam a cena.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

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