segunda-feira, 16/10/2017
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Resenha: “As colinas ocas”, de Mary Stewart

Livro: As colinas ocas (#02)
Série: Trilogia de Merlin
Autor: Mary Stewart
Editora: Hunter Books
Páginas: 416
Tradução: Vera Maria Marques Martins
Resenha por: Bru Fernández
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Quando Aurelius Ambrosius era o Grande Rei da Bretanha, apareceu uma estrela que se assemelhava a um dragão; e Merlin, sabendo que ela anunciava a morte do rei, chorou amargamente e profetizou que Uther, irmão de Ambrosius, logo seria o novo rei sob o signo do dragão e geraria um filho que sobrepujaria o pai em grande soberania e cujo poder se estenderia a todos os reinos.
Durante todo o reinado de Uther, o país sofreu as invasões. Os dois líderes saxões que o rei havia capturado conseguiram fugir de Londres e voltaram à Germânia, onde reuniram um grande exército que espalhou o terror por todo o reino.
Com a responsabilidade de defender seus domínios e abalado por problemas de saúde, o rei pede a Merlin que ele cuide do seu filho até que ele tenha idade para assumir o trono.
Assim que a rainha dá à luz Arthur, Merlin assume a responsabilidade de sua criação. Está iniciada, então, a saga do rei dos reis. Perseguições, traições, segredos, intrigas e batalhas permearão a história do herdeiro de Uther do dia de seu nascimento até depois de sua coroação. Afastado de seu pai, e desconhecendo sua origem, o príncipe conta apenas com o apoio e a proteção de Merlin. Mas o poder de mago não pode evitar todos os perigos do caminho que Arthur precisa percorrer para realizar seu destino.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

“— Não é estranho, bastardo Merlin, que eu seja tão sincero e confie meu filho natural ao único homem do reino que pode alegar mais direito ao trono do que ele? Você não fica envaidecido?
— Nem um pouco. Você seria um bobo se não soubesse até agora que não tenho ambição por sua coroa.” – p. 105

Não tem como começar essa resenha sem elogiar, mais uma vez, o maravilhoso trabalho editorial feito pela editora Hunter Books. As divisões de capítulos, os detalhes nas páginas, a belíssima capa, tudo muito bem cuidado até o últimos detalhes. Agora vamos ao enredo do segundo livro da trilogia de Merlin!

O livro anterior nos contou sobre a juventude de Myrddin Emry, mais conhecido como Merlin, filho bastardo do ex-rei Ambrosius, irmão mais velho de Uther. Em As colinas ocas Merlin já é um mago consagrado e conhecido por todos. Ele acaba sendo o responsável pela proteção do pequeno Artur Pendragon, o futuro grande rei da Bretanha. Nesse segundo volume temos bem menos cenas de batalhas e sangue, entretanto as intrincadas teias de intrigas e tramoias se expandem cada vez mais.

No início da narrativa Merlin retorna para a caverna de Galapas e aguarda o nascimento de Artur. Nesse meio tempo, o jovem Ralf – criado de Ygraine que ajudou Merlin e Uther a entrarem no castelo de Tintagel na noite em que Artur foi gerado – é enviado por sua avó para ser o criado de Merlin, afinal ela teme pela vida do menino. Ralf não aceita muito bem ter sido enviado para longe da cidade, do reino e dos grandes acontecimentos, mas aos poucos vai se acostumando com a ideia e percebe que terá grandes e mais importantes aventuras pela frente.

Mais da metade do enredo seguimos Merlin em sua cruzada para manter Artur seguro, mesmo estando distante, cuidando de detalhes para que o jovem siga o seu caminho para um dia se tornar o grande Rei e viajando pelo mundo para expandir seu conhecimento e juntar pedaços da histórias de seus antepassados que ajudaram Artur um dia.

Sou suspeita para falar, pois sou uma grande fã da lenda arturiana, mas esse segundo volume da série é uma continuação à altura de A caverna de cristal. Apesar disso, confesso que estou bem ansiosa para ler o O último encantamento e finalmente conhecer melhor o personagem de Artur, que já roubou a cena nas últimas páginas desse livro com todo o seu carisma.

O único defeito do livro são as falhas de revisão. Apesar deste volume estar bem mais redondo do que o primeiro da trilogia, ainda pude notar muitos deslizes na narrativa que poderiam ter sido facilmente eliminados com um trabalho um pouco mais minucioso, mas nada qua atrapalhe a leitura, que já é uma das melhores desse ano!

“Há certas coisas que hesitamos traduzir em palavras, porque definem apenas o significado comum que usamos diariamente.” – p. 323


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. Adorei sua resenha sobre este livro. Gostei bem mais deste volume do que do primeiro, “A Caverna de Cristal”. O primeiro achei um pouco arrastado mas este segundo é incrível. Mary Stewart me fez amar ainda mais a Era Arturiana.

    Um beijo,
    Ruh Dias

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