sábado, 22/07/2017
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Resenha: “Quem é você, Alasca?”, de John Green

Livro: Quem é você, Alasca?
Autor: John Green (@johngreen)
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Tradução: Edmundo Barreiros
Resenha por: Juh Claro
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Miles Halter leva uma vida sem graça e sem muitas emoções na Flórida. O garoto tem um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história, e uma dessas personalidades, François Rabelais, um escritor do século XV, disse no leito de morte que ia em busca de um Grande Talvez. Para não ter que esperar o próprio fim para encontrar seu Grande Talvez, Miles decide fazer as malas e partir. Ele vai para um internato no ensolarado Alabama, onde conhece Alasca Young. Ela tem em seu livro preferido, O general em seu labirinto, de Gabriel García Márquez, a pergunta para a qual busca incessantemente uma resposta: Como vou sair desse labirinto? Miles se apaixona por Alasca, mesmo sem entendê-la, e o impacto da garota em sua vida é indelével.

Antes de iniciar a resenha, quero que você, que já leu A culpa é das Estrelas, esqueça que o livro existe e se concentre no primeiro romance de John Green, lançado em 2005. Finja que é a primeira vez que você está ouvindo falar do autor e que esse livro foi lançado ontem. Se você tentar encontrar fragmentos de Hazel ou Augustus aqui, vai se decepcionar como muitos que fecharam esse livro esperando um humor negro e uma história de amor como a dos personagens já mencionados. E não é isso que eu quero que você sinta ao terminar de ler essa resenha.

Em Quem É Você, Alasca? somos apresentados a Miles Halter, residente da Flórida e que tem um hábito incomum: colecionar últimas palavras. Miles não se sente bem em sua escola atual, já que não tem amigos, então resolve se mudar para o calor insuportável do Alabama e entrar em um colégio interno, Culver Creek. Apesar de todo o seu nervosismo com a mudança de cidade, colégio e a ansiedade de fazer amigos, Miles logo conhece Chip, seu colega de quarto e apelidado como “Coronel”, um menino baixinho (bem mais baixo que Miles), despojado e com uma personalidade incrível. É através do Coronel que Miles é apresentado a Alasca Young, uma garota divertida, introvertida e linda: e é assim que Miles se apaixona por ela, sem ao menos saber nada além de que tem um namorado, Jake e que ela vende cigarros para o Coronel o tempo todo.

Miles se vê finalmente confortável no colégio quando começa a andar com Coronel, Alasca, Takumi e Lara. Esta última irá se tornar a primeira namorada de Miles, apesar dele ainda ser apaixonado por Alasca. E é aqui que o livro começou a me lembrar um pouco As Vantagens de Ser Invisível. A intensidade com que os amigos vivem e aproveitam as coisas é da mesma forma como Charlie e os seus amigos viviam. Além de que Miles é bem parecido com Charlie, cheio de dúvidas e inseguranças e está aprendendo a fumar, beber, beijar e etc só agora, com ajuda da Alasca.

O livro é dividido em “antes” e “depois”. O que marca o antes e depois você só descobre quando chega no acontecimento. Eu imaginava algo, já estava achando até clichê e previsível demais, mas, igual em ACEDE, John Green me surpreendeu e reverteu todo o meu pensamento. Muitas pessoas que leram não gostaram desse acontecimento que divide a história, porém acredito que o depois ficou bem interessante por conta das “lições” que o John tenta passar para os leitores, meio que colocando um pouco de experiência própria. Pelo menos é o que eu tirei como conclusão.

Me envolvi muito com Miles e Alasca – apesar de querer bater nela em alguns momentos (como Miles também quis), acredito que poderia ter amigos como eles e sentir as mesmas coisas que eles sentiam tanto um pelo outro como pelos outros amigos. Quero dizer que é uma história bem real, não é nada criado além do que pode acontecer, muito pelo contrário. Já estou com saudade dos personagens, de verdade!


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

Sobre Juh Claro

26 anos, formada em Design Digital, cursando MBA em Gerenciamento de Projetos, trabalha como Analista de Projetos em uma multinacional de BPO (aka Contact Center) de segunda à sexta e divide os seus finais de semana e horas vagas entre leituras, shows, viagens e jogos de futebol, quase sempre acompanhada do noivo.

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