02 de março de 2016
Postado por: Juh Claro @ Arquivado em: Resenhas Fora de Série

Livro: Quem é você, Alasca?
Autor: John Green (@johngreen)
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Tradução: Edmundo Barreiros
Resenha por: Juh Claro
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Americanas Amazon

Miles Halter leva uma vida sem graça e sem muitas emoções na Flórida. O garoto tem um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história, e uma dessas personalidades, François Rabelais, um escritor do século XV, disse no leito de morte que ia em busca de um Grande Talvez. Para não ter que esperar o próprio fim para encontrar seu Grande Talvez, Miles decide fazer as malas e partir. Ele vai para um internato no ensolarado Alabama, onde conhece Alasca Young. Ela tem em seu livro preferido, O general em seu labirinto, de Gabriel García Márquez, a pergunta para a qual busca incessantemente uma resposta: Como vou sair desse labirinto? Miles se apaixona por Alasca, mesmo sem entendê-la, e o impacto da garota em sua vida é indelével.

Antes de iniciar a resenha, quero que você, que já leu A culpa é das Estrelas, esqueça que o livro existe e se concentre no primeiro romance de John Green, lançado em 2005. Finja que é a primeira vez que você está ouvindo falar do autor e que esse livro foi lançado ontem. Se você tentar encontrar fragmentos de Hazel ou Augustus aqui, vai se decepcionar como muitos que fecharam esse livro esperando um humor negro e uma história de amor como a dos personagens já mencionados. E não é isso que eu quero que você sinta ao terminar de ler essa resenha.

Em Quem É Você, Alasca? somos apresentados a Miles Halter, residente da Flórida e que tem um hábito incomum: colecionar últimas palavras. Miles não se sente bem em sua escola atual, já que não tem amigos, então resolve se mudar para o calor insuportável do Alabama e entrar em um colégio interno, Culver Creek. Apesar de todo o seu nervosismo com a mudança de cidade, colégio e a ansiedade de fazer amigos, Miles logo conhece Chip, seu colega de quarto e apelidado como “Coronel”, um menino baixinho (bem mais baixo que Miles), despojado e com uma personalidade incrível. É através do Coronel que Miles é apresentado a Alasca Young, uma garota divertida, introvertida e linda: e é assim que Miles se apaixona por ela, sem ao menos saber nada além de que tem um namorado, Jake e que ela vende cigarros para o Coronel o tempo todo.

Miles se vê finalmente confortável no colégio quando começa a andar com Coronel, Alasca, Takumi e Lara. Esta última irá se tornar a primeira namorada de Miles, apesar dele ainda ser apaixonado por Alasca. E é aqui que o livro começou a me lembrar um pouco As Vantagens de Ser Invisível. A intensidade com que os amigos vivem e aproveitam as coisas é da mesma forma como Charlie e os seus amigos viviam. Além de que Miles é bem parecido com Charlie, cheio de dúvidas e inseguranças e está aprendendo a fumar, beber, beijar e etc só agora, com ajuda da Alasca.

O livro é dividido em “antes” e “depois”. O que marca o antes e depois você só descobre quando chega no acontecimento. Eu imaginava algo, já estava achando até clichê e previsível demais, mas, igual em ACEDE, John Green me surpreendeu e reverteu todo o meu pensamento. Muitas pessoas que leram não gostaram desse acontecimento que divide a história, porém acredito que o depois ficou bem interessante por conta das “lições” que o John tenta passar para os leitores, meio que colocando um pouco de experiência própria. Pelo menos é o que eu tirei como conclusão.

Me envolvi muito com Miles e Alasca – apesar de querer bater nela em alguns momentos (como Miles também quis), acredito que poderia ter amigos como eles e sentir as mesmas coisas que eles sentiam tanto um pelo outro como pelos outros amigos. Quero dizer que é uma história bem real, não é nada criado além do que pode acontecer, muito pelo contrário. Já estou com saudade dos personagens, de verdade!


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.




Nenhum comentário



Deixe um comentário

Os campos marcados com * são obrigatórios.





Comentário *