quarta-feira, 15/11/2017
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Resenha: “A comédia dos erros”, de William Shakespeare

Especial Shakespeare

 

Shakespeare: A comédia dos errosLivro: A comédia dos erros
Autor: William Shakespeare
Editora: Lacerda
Páginas: 109
Tradução: Bárbara Heliodora
Resenha por: Karol Garrett
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É considerada pelos pesquisadores como a primeira peça de Shakespeare, com sua estréia nos palcos tendo ocorrido provavelmente em 1594. Os erros a que se refere o título são enganos provocados pelas pessoas que conversam alternadamente com um gêmeo e o outro, sendo um residente de Éfeso, onde se passa a ação, e o outro, estrangeiro. Os gêmeos são idênticos e têm ambos o mesmo nome: Antífolo. As confusões multiplicam-se, assim como a comicidade da trama, porque há mais um par de gêmeos idênticos em cena, os irmãos que atende pelo nome de Drômio.

Dizem as línguas estudiosas por aí que A comédia dos erros foi a primeira peça de William Shakespeare. Ao ler essa comédia, a gente consegue perceber por que Shakespeare se tornou o que ele é. A comédia dos erros é uma peça muito engraçada, com personagens caricatos e situações hilárias que fariam qualquer um rir muito em qualquer montagem, em qualquer língua.

A peça mais curta de Shakespeare começa com um desastre, Egeu, um senhor estrangeiro naquela cidade portuária, está de frente ao Duque contando como foi parar lá. Pessoas nascidas em Siracusa, que é o caso de Egeu, não são bem-vindas àquela região e quando pegas, são mortas. Egeu então relata sua triste história; anos atrás sua mulher deu a luz a um casal de gêmeos, e a sua empregada também. Os quatro bebês seriam criados juntos, cada um dos seus próprios filhos teria desde criança o seu próprio criado. Quando resolveram fazer uma viagem de navio o destino os separou. Uma tempestade parte o barco ao meio dividindo para um lado a mãe, um dos seus filhos e um dos criados, e para o outro lado ele com o outro filho e o outro criado.

Anos se passaram e eles nunca se reencontraram porém, ele como pai, nunca parou de procurar e por essa razão estava ali. O Duque, tocado pela história, dá um dia aquele homem para conseguir encontrar os filhos ou somar a quantia necessária para sair da cidade, caso contrário seria morto. Acaba aí a primeira cena da peça.

Começa, então, a hora da comédia! O filho criado pelo seu pai, Antífolo de Siracusa e o seu servo, Drômio de Siracusa, chegam ao mesmo porto que o pai. Eles também estão à procura dos irmãos mas, como já estava perto da hora do almoço, Antífolo pede ao seu servo para levar as malas à uma hospedaria que ele procuraria um lugar para comer. Os dois se separam… mal sabiam eles que estavam prestes a encontrar seus irmãos, Antífolo de Éfeso e Drômio de Éfeso.

O casal de gêmeos que vive em Éfeso leva uma vida bem diferente dos irmãos viajantes. Ambos são casados, tem boas relações (e outras não tão boas) com o povo da cidade e, digamos de passagem, não levam uma vida muito calma. Imagina o que acontece quando duas pessoas idênticas à eles desembarcam na sua cidade? A confusão geral é tomada e uma sequência de cenas de encontros onde eles são confundidos uns com os outros acontece até se dar o caos geral na cidade.

Esse é o enredo de A comédia dos erros, uma peça que encenada te faz gargalhar mas que lida também te faz rir horrores. Deixo essa dica para vocês conhecerem um pouco o lado cômico de Shakespeare, já que suas tragédias ficaram mais famosas mas o seu senso de humor sempre foi único. Indico a tradução da Bárbara Heliodora por ser mais atual e de fácil leitura.


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

Sobre Karol

Atriz ruiva tão viciada em Shakespeare que foi até parar lá no palco do Globe Theatre de Londres de tanto que encheu o saco! Sem papas na língua,que sempre dá preferência a livros históricos e com culturas diferentes. Não leu Harry Potter ou Senhor dos Anéis, jogou Crepúsculo longe no meio do segundo livro mas é capaz de devorar qualquer livro que contenha um rei, um indiano ou um espírito no meio. Estranha, usa personagens românticos como referencia quando briga com o namorado, transforma tudo em um drama histórico e deseja silenciosamente transformar todos os livros que lê em filme.

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