sexta-feira, 13/10/2017
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Resenha: “Pode beijar a noiva”, de Patricia Cabot

Pode beijar a noivaLivro: Pode beijar a noiva
Autor: Meg Cabot como Patricia Cabot (@megcabot)
Editora: Essência
Páginas: 240
Tradução: Sulamita Pen
Resenha por: Monique Marie
Comprar: Saraiva Cultura Amazon

Quando tudo parece estar perdido para Emma Van Court, que acaba de se tornar viúva, a promessa de uma grande fortuna lhe cai dos céus. Mas há uma condição para abocanhar a herança: ela terá de se casar novamente. Como não se especificou o noivo, todos os homens da pequena Faires, na Escócia, resolvem participar dessa corrida do ouro e passam a disputar as atenções da jovem viúva.

Os competitivos pretendentes só não contavam com a presença de James Marbury, primo do falecido marido, Stuart, que chega ao vilarejo para ajudar Emma com os trâmites do inventário. No passado, os dois tiveram uma aproximação, e James ainda nutre fortes sentimentos pela, agora, viúva.

Conseguirá ele afastar a horda de interesseiros pretendentes e finalmente se juntar à sua amada?

Não sou uma devoradora de livros da Meg Cabot, mas sou apaixonada pela Mia que todos sabem quem é. Ao ver que estaria com um romance situado em 1800 e pouco, imaginei que teria uma história deliciosa de época em mãos, mas infelizmente não foi bem assim.

Achei o começo de Pode beijar a noiva um pouco confuso e com os personagens bem soltos, não dava para entender qual eram de fato suas posições no enredo e senti a falta de uma maior profundidade em Stuart, principalmente em sua misteriosa morte. Talvez vocês descubram mais ao terminar o livro, talvez. Emma ainda me deixa em dúvida se a coloria como um personagem superficial ou se foi estratégia de Cabot em não deixar que seus sentimentos transparecessem tanto.

“Nunca experimentara tal emoção. Não que Emma fosse muito experiente, pois ela só tivera os abraços do marido para comparar. E beijar, entre outras coisas, nunca fora importante para Stuart, que afirmava não ser apropriado para a esposa de um cura ficar muito interessada em demonstrações físicas de afeição como Emma parecia ser.”

A ambientação do livro é bem descrita mas por ser um romance em 1832 eu esperava mais detalhes de época como em outros livros, nada que estrague a narrativa ou a faça ficar ruim, é apenas um sentimento de leitora que gosta desse tipo de escrita.

O romance é narrado em terceira pessoa e ele flui facilmente, a linguagem é simples, nada parecida com a usada na época. Acredito que vocês gostarão sim do livro, é uma leitura leve e uma demonstração que nem sempre a primeira impressão de uma pessoa é a que devemos levar para sempre, quem já leu já tem em mente o personagem que estou falando.

Apesar de parecer uma resenha não muito positiva eu gostei sim do livro e recomendo. Não está no meu Top 10, mas é divertido em ver como os pretendentes tentam a qualquer custo conquistar a confiança e o dinheiro da viúva mais nova do vilarejo.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Monique Marie

Publicitária frustrada com o pouco dinheiro da área e admiradora de tudo que envolve a política. Gosta de seriados que tenham serial killers, filmes infantis, fanática por futebol e F1, além de tentar competir com o Dr. Reid (Criminal Minds) quem lê mais rápido. Geralmente não gosta de ler o que está "na moda", adora indicações e ainda acredita que muitos livros se vendem pela capa. Não se separa de seu amigo rivotril e escreve no mínimo um texto por dia.

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