domingo, 15/10/2017
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Resenha: “O senhor da torre”, de Anthony Ryan

O senhor da torreLivro: O senhor da torre (#02)
Série: A sombra do corvo
Autor: Anthony Ryan
Editora: LeYa
Páginas: 704
Tradução: Gabriel Oliva Brum
Resenha por: Bruna Fernández
Comprar: Saraiva Cultura Amazon

Anthony Ryan, autor best-seller do New York Times, está de volta com a eletrizante sequência de A Canção do Sangue. O Senhor da Torre é o segundo livro da série “A Sombra do Corvo”, uma fantasia épica que explora episódios de conflito, lealdade e fé. Vaelin Al Sorna, agora guerreiro da Sexta Ordem, é o maior guerreiro de sua época. Desiludido com seu Rei e pelo sangue de guerreiros derramado por causa de uma mentira, ele volta para casa, se isolando de tudo, e jura nunca mais matar. Porém, o Reino, que já está dividido entre os que apoiam o Rei Janus e os que preferem sua irmã como líder, será atacado por forças poderosas, e Vaelin, o Lâmina Negra, deverá lutar novamente.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

#01 - A canção de sangue

Confesso que estava bem animada para ler a continuação de A canção de sangue, que foi um livro que me impressionou e eu acabei curtindo muito mais do que imaginava. Com esse segundo livro foi ao contrário. Estava com a expectativa alta e me decepcionei. Vejam bem, o livro não é ruim, longe disso, ele é uma ótima fantasia épica! Apenas não era bem o que eu estava esperando. Mas antes de começar essa resenha eu preciso parabenizar a pessoa que teve a ideia de reformular as capas da série! A capa de A sombra da torre é maravilhosa e eu adorei a nova capa no mesmo estilo criada para o primeiro volume da trilogia. Boa pedida!

Se no primeiro livro acompanhamos o crescimento de Vaelin Al Sorna – um jovem que foi abandonado bem cedo pelo pai – até se tornar o guerreiro implacável com um dom único, a canção do sangue, apenas sob o ponto de vista apenas dessa personagem, em O senhor da torre isso muda completamente. A continuação da trajetória de Vaelin, também conhecido como Lâmina Negra, agrega mais narradores para dar uma visão mais ampla dos acontecimentos desse segundo volume. Além do ponto de vista de Vaelin, também temos uma parte da história contada sob o ponto de vista do irmão Frentis, o personagem mais novinho do grupo de Vaelin no primeiro livro e também o que sofreu as mais drásticas mudanças. Ele foi de alívio cômico no primeiro livro para uma personagem obscura nesse segundo volume. Gostei muito da forma como o autor desenvolveu essa personagem.

Os outros pontos de vistas trazem duas personagens femininas para a história, algo do qual sentimos muita falta no primeiro livro. E são duas mulheres fortes e independentes, não apenas mocinhas desesperadas esperando que um herói as salve. Muito obrigada por isso, Anthony Ryan! São elas a jovem Reva, que foi criada para odiar Vaelin, sofrendo lavagem cerebral das fortes, e a Princesa Lyrna, personagem que já tivemos um vislumbre anteriormente e agora volta para se tornar uma heroína foda, que não leva desaforo pra casa. Infelizmente a minha personagem favorita, Nortah, não ganhou maior destaque, porém está de volta e faz aparições substanciais e importantes para a trama.

Apesar de sermos apresentados a tantas histórias incríveis, nenhuma delas conseguiu superar o enredo do primeiro livro. E mesmo com um maior número de histórias, nenhum desses pontos de vistas deixa a desejar. Todas personagens têm uma boa história a ser contada, com muita ação e várias reviravoltas de dar desespero. Além disso, o autor soube entrelaçar todas elas de acordo com o andamento do enredo. Por falar em enredo, acredito que um dos pontos que prejudicou a minha leitura foi a minha própria memória. As guerras da trilogia são complexas e temos muitos personagens. Já faz mais de um ano que li o primeiro volume e nesse meio tempo li muitos outros livros, então muitos detalhes me escaparam e me senti um pouco perdida na história. Com certeza a leitura será mais apreciada se os livros forem lidos em sequência.

Obviamente um volume de transição, O senhor da torre amarra algumas pontas, traz uma incrível batalha bem real com perdas significantes e prepara o terreno para o último e derradeiro volume, Queen of Fire (A rainha do fogo, em tradução livre), que, infelizmente, ainda não tem previsão de publicação no Brasil. Falta muito, editora Leya?


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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