terça-feira, 23/05/2017
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Bianca Sousa resenha “Quando as sereias choram”

Resenha do livro Quando as Sereias ChoramLivro: Quando as Sereias Choram
Autor: Mirella Ferraz
Editora: Novo Século
Páginas: 400
Resenha por: Bianca Sousa
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Uma lenda esquecida será recontada. A história de uma sereia e de uma santa real, adorada e renegada ao mesmo tempo. Santa Murgen, a “nascida do mar”, a santa retratada como uma sereia, que incrivelmente mudou o mundo e até a maior religião existente. Eternizada nos Anais Irlandeses, ela conseguiu romper com tabus e estremecer o patriarcado.

Uma figura pagã inserida misteriosamente no seio de igrejas cristãs.

Amores, paixões, guerras e morte. O mundo viking visto através dos olhos aterrorizados dos cristãos, dos olhos azuis e sedentos por sangue de um guerreiro, mas principalmente, através dos olhos acinzentados de Liban, a menina que nasceu no mar e que carrega além de uma mágica ligação com o oceano e com um golfinho, questionamentos selvagens acerca do mundo que a rodeia.

Os mares escondem histórias misteriosas. E é uma, dentre tantas, que será contada agora. Porém, não se melindrem, será uma em especial. Afinal, essa é uma história contada através das lágrimas. Lágrimas derramadas por sereias…

Oi, todo mundo! Sou Bianca Sousa, escritora de Eterna: o som do amor e O canto do cisne. Capaz de vocês já terem visto meus livros por aí, mas caso não tenham, só acessar meu site para conhecer. ;)

Segundo, tenho que confessor para vocês que essa coisa de escrever resenha é bem mais difícil do que parece. É complicado não dar muitos spoilers, nem deixar de passar detalhes interessantes na hora de transcrever a experiência que tivemos durante a leitura. Mas o livro em questão é muito fofo e vale super a pena o risco! Falarei sobre o livro “Quando as sereias choram” da autora (e sereia) Mirella Ferraz.

Isso mesmo! Você não leu errado. A Mirella, além de escritora é sereia. Ela trabalha com performances em shows aquáticos em São Paulo e mundo afora. Você pode conhecer mais sobre o trabalho dela aqui. Mas saindo do mundo submarino e voltando ao literário, “Quando as sereias choram” foi o primeiro livro que li da Mirella e devo dizer que me surpreendi bastante. Gostei do enredo diferente que nada tem a ver com os clichês que vemos nos romances contemporâneos. Sem mocinha frágil por motivos à toa. A fragilidade que a personagem principal mostra é bem construída e justificada nos momentos que aparecem – que não são muitos, mas quando o são, são na dose certa – em minha opinião.

A história se passa na época dos Vikings e conta a história de Liban, uma moça triste, solitária e órfã que mora de favor na casa de um tio abusivo que a odeia simplesmente por ela ser filha bastarda da irmã falecida (com um Viking qualquer).

Odiando aquela vida miserável, Liban decide fugir e é quando o destino resolve dar uma ajudinha e a faz conhecer o amor de sua vida. Um Viking lindo e turrão, guerreiro e líder de seu clã. Os dois têm um primeiro encontro nada amigável, mas com o passar do tempo, se apaixonam perdidamente e resolvem fugir. No entanto, o tio dela descobre e como ele é completamente insano, ele tenta matá-la.

Desesperada, Liban foge e acaba ouvindo o canto do mar, e, se torna uma sereia. A partir de então muitos desencontros acontecem com Liban e seu Viking. Será que o amor pelo mar será mais forte que o amor pelo Viking?

Só lendo para saber. ;)

O que mais gostei da história é o fato de ambos mexeram com as estruturas um do outro. Ora é ele quem a salva, ora é ela quem o salva. Não tem essa de mocinha totalmente indefesa, nem herói imbatível. Ambos se machucam, são corajosos, mas às vezes precisam de ajuda. Sem contar que o livro é cheio de referências históricas, o que deixa bem claro que a Mirella se empenhou para escrever o livro. Adorei demais!

Super recomendo a leitura para quem gosta de aventura, romance e livros que saiam fora da caixinha.

Um beijo, pessoal! ;)


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela próprio resenhista.

Bianca Sousa Bianca Sousa é escritora de New Adult, Fantasia e Romance.

Participou da coletânea “A arte de enganar o Google” publicado pela editora Terracota em 2013. Em janeiro de 2014 publicou o conto solo “O dia que o Sol não nasceu”. E em abril de 2014 estreou como romancista com o livro “Eterna: o som do amor”.

Casada, viciada em séries e chocolate, gosta de histórias que a fazem chorar, mas adora rir também. Do Rock à música clássica, aprendeu a “dançar conforme à música”. Não à toa, tem uma vida agitada como qualquer paulistana, mas não abre mão de um fim de semana sossegado na companhia de seus dois cachorros e um gato danado.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

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