sexta-feira, 17/11/2017
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Resenha: “A vingança de Mara Dyer”, de Michelle Hodkin

A vingança de Mara Dyer Livro: A vingança de Mara Dyer (#03)
Série: Mara Dyer
Autor: Michelle Hodkin
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Tradução: Glenda D’Oliveirs
Resenha por: Juh Claro
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Mara Dyer é capturada e sofre uma série de testes, cobaia de experimentos cegos. Com ajuda de um antigo inimigo, no entanto, consegue fugir e vai atrás das respostas que podem ajudá-la a entender seu poder e tudo o que acontece com ela.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

#01 - A desconstrução de Mara Dyer #02 - A evolução de Mara Dyer

A vingança de Mara Dyer é o terceiro e último livro da trilogia de Michelle Hodkin. Confesso que rolou um certo receio de lê-lo, o que normalmente acontece com todo e qualquer “último livro” (pelo menos comigo), mas em um balanço geral foi um bom desfecho.

Assim como o segundo livro, esse aqui começa exatamente do ponto em que o anterior parou: Mara ainda internada no Horizontes aos “cuidados” da Dra. Kells que não para de realizar experimentos com a garota. Porém, isso não dura muito: Mara consegue fugir com uma ajuda não tão confiável, Jude (sim, seu ex-namorado e ex-morto) e acaba conseguindo levar Jamie e Stella junto dela. Quem está faltando é Noah e, apesar de todos falarem o tempo todo que ele está morto, no fundo ela acredita que ele esteja vivo – caso contrário, ela sentiria alguma coisa, não sentiria?

Em paralelo à busca por Noah, eles precisam descobrir o que está acontecendo com eles e porque a Dra. Kells ainda os mantinha presos na clínica. A cada pista que eles encontram, as coisas vão ficando piores e tomando um tamanho inimaginável. O desenrolar dessa descoberta não me agradou muito – toda a razão por trás do que acontece com Mara e os demais foi muito rasa. De qualquer forma é uma explicação, mas pelo desenrolar da trilogia poderia ser algo bem mais evoluído e bem formulado…

O livro segue ainda narrado em primeira pessoa por Mara e com os flashbacks que tivemos contato no 2º livro, de uma pessoa que tem uma grande conexão com Mara, mas que só é revelada na metade do livro (apesar de ser bem óbvia). Jamie fica um pouco mais em evidência nesse livro e isso é um ponto positivo – gosto bastante da personagem e achava que tinha faltado um destaque para ele nos outros dois. Stella é praticamente irrelevante e se confirma assim em um momento crucial do livro. Alguém que volta a aparecer é Daniel, irmão de Mara, que tem um papel bem importante na busca pelo “problema”(?) de Mara e dos demais.

Não consigo ser mais detalhista nessa resenha porque qualquer palavra dita a mais pode virar um spoiler. O que posso adiantar é que esse livro não segue a mesma linha de thriller do restante da trilogia, já que é bem mais focado no psicológico tanto da trama quanto das personagens. Vi muita gente reclamando que a Mara ficou um pouco irritante por se preocupar apenas com Noah e quase nada com seus companheiros de “busca implacável” ou com os problemas que eles têm/tiveram, mas acho que dá pra superar, não vai atrapalhar a leitura.

Resumindo: o desfecho foi bem inferior ao que a trilogia tinha como proposta, mas muitas perguntas foram respondidas e, mesmo que de forma rasa, os “problemas” tiveram explicações. As personagens não foram tão bem construídas como deveriam, mas não interferiu no desenrolar da história. Os flashbacks poderiam ter sido mais sucintos, diretos e interessantes, apesar de serem necessários para clarear as explicações.

O livro é bom, a trilogia também, mas minha expectativa era muito alta e acabou me decepcionando um pouco. De qualquer forma, estou ansiosa por novas histórias da autora, porque ela conseguiu me prender muito bem com sua escrita impecável.


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

Sobre Juh Claro

26 anos, formada em Design Digital, MBA em Gerenciamento de Projetos, trabalha como Analista de Projetos em uma multinacional de BPO (aka Contact Center) de segunda à sexta e divide os seus finais de semana e horas vagas entre leituras, shows, viagens e jogos de futebol, na maioria das vezes acompanhada do noivo.

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