quinta-feira, 12/10/2017
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Resenha: “Você se lembra de mim?”, de Megan Maxwell

Resenha Você se lembra de mim?Livro: Você se lembra de mim?
Autor: Megan Maxwell (@MeganMaxwell)
Editora: Essência (Planeta)
Páginas: 496
Tradução: Sandra Martha Dolinsky
Resenha por: Nina
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Alana é uma mulher independente que não acredita no amor e tem na profissão sua única razão de viver. Jornalista freelancer, é enviada a Nova York para escrever uma reportagem sobre a metrópole, onde conhece o atraente Joel Parker. Quando ela descobre que aquele homem bonito e sedutor que tem lhe feito companhia nos últimos dias é um militar, como seu pai uma lembrança que ainda a assombra , a jornalista desaparece sem deixar vestígios. Apesar de resoluta em sua vontade de se afastar do capitão da Marinha americana para não repetir a história de sofrimento de sua mãe, ela não conseguirá aplacar o desejo de seu coração por Parker. Quem vencerá essa disputa entre razão e emoção? O passado de sua mãe irá assombrá-la ainda mais ou irá ajudá-la a esclarecer muitas questões mal resolvidas?

“Depois de fazer amor mais duas vezes, de madrugada Alana insistiu em voltar para o hotel. Joel tentou dissuadi-la. Ele estava sozinho no apartamento, ela podia ficar; mas foi impossível convencê-la, e no fim, sem sequer deixar que ele a acompanhasse, Alana foi embora no táxi que havia chamado depois de lhe dar aquela piscadinha tão especial.”

Quem já leu a resenha de Adivinhe quem sou, já sabe qual a minha opinião sobre a escrita da Megan Maxwell… Mas eu topei o desafio de ler mais um livro dela!

A história tem um plot muito legal. A Megan pegou a história da própria mãe e fez dela um romance: uma garota espanhola, em busca de uma vida melhor, sai de casa com sua irmã para trabalhar em uma fábrica na Alemanha. Elas passam por maus bocados, porque estão sozinhas, não conhecem ninguém, não falam a língua e têm muito com o que se adaptar, especialmente os tempos modernos que já estão invadindo a Alemanha pós-guerra.

O livro é dividido em dois momentos: passado e presente. Na narrativa do passado, a nossa personagem principal é Carmen. Ela deixa a casa de seus pais acompanhada de sua irmã, Lolita, para fazer a vida na Alemanha. Com todas as coisas que acontecem na vida das duas meninas, a última coisa que esperam é se apaixonar. Mas eis que o amor acontece, e ambas se apaixonam por militares americanos baseados na Alemanha, nas vésperas da guerra do Vietnã. Carmen se apaixonou perdidamente por Teddy, e eles fazem muitos planos para o futuro – mas esses planos são interrompidos bruscamente quando o grupamento de Teddy é chamado para o combate no Vietnã e eles têm que se separar. Como as coisas aconteceram muito rápido, eles não tiveram tempo de se casar, e Carmen não poderia ir para os Estados Unidos esperar pela volta de Teddy. E a situação fica ainda pior, porque Carmen descobre que está esperando um filho. É muito difícil não dar spoiler nessa parte, porque tudo o que acontece antes acaba por desaguar na segunda parte da história…

E no presente, Alana, filha de Carmen e Teddy, tem um questão mal resolvida na vida, pois nunca mais teve notícias de seu pai, desde que a mãe voltou para a Espanha e se tornou motivo de chacota em sua cidade natal. Carmen era mãe solteira, e nos anos 60, isso era motivo de vergonha para a família. E como Teddy nunca mais deu notícias… Alana é um tanto traumatizada com os militares americanos. E a coisa toda começa a dar errado quando ela conhece Joel, capitão do exército dos Estados Unidos.

De todas as coisas que eu poderia falar sobre a história, a que mais me chateia é o fato das protagonistas da Megan serem tão infantis. Na primeira parte, tudo bem, porque Carmen era uma menina do interior indo pra fora de seu país saída diretamente da casa dos pais. Mas no caso de Alana, uma mulher com seus mais de 30 anos, há muitas atitudes muito juvenis, umas pirraças sem sentido, que não se encaixam (pelo menos, no meu) imaginário comum de uma jornalista (não muito) bem sucedida e independente nos dias atuais. Elas são sempre as donzelas em perigo.

Nos romances atuais, sinto falta de mulheres fortes e independentes, que mesmo estando apaixonadas, não largam mão de sua maturidade e força, e a escrita da Megan reforça o estereótipo da mulher submissa e acovardada diante do amor de sua vida. Os livros da autora têm essa pegada de liberdade sexual, meio erótico, e esse destoa um pouco dos outros, tendo uma carga emocional mais forte (por ser baseada na própria vida), mas ainda assim, um livro meio de mulherzinha.

Outro ponto importante e que vale citar é que a autora adora inserir músicas nas suas histórias, dando uma vibe bem fanfiction (que eu particularmente não curto muito), e ilustra bastante algumas cenas.

Acho que dessa vez ela pecou muito nas cenas sensuais e deu a elas um apelo muito mais carnal do que romântico. Empobreceu um pouquinho a história de amor que estava sendo descrita.

Eu não aproveitei a história tanto quanto quem gosta da autora, porque já acho a escrita um pouco fraca, daí já li o livro com um pouco de preguiça. E depois, quando não consegui me conectar com a protagonista, a coisa desandou mesmo. Em várias ocasiões, quis dar uns belos tabefes na cara da Alana, pra ela poder acordar pra vida! Mas enfim, pra quem gostou de Adivinhe quem sou, esse livro é sim uma boa pedida. Mas se você não curtiu, melhor juntar suas moedinhas e investir em outro romance.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

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