terça-feira, 19/11/2019
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Resenha: “Maestra”, de L. S. Hilton

MaestraLivro: Maestra (#01)
Série: Maestra
Autor: L. S. Hilton
Editora: Fábrica231
Páginas: 320
Tradução: Júlio De Andrade Filho
Resenha por: Kinina
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Judith leva uma vida dupla. Das oito às cinco, se dedica a uma carreira aparentemente promissora – mas, na realidade, um bocado frustrante – como assistente em uma das mais elitizadas lojas de arte do planeta, em Londres: aprendeu a se vestir, a falar de maneira pomposa, a agir conforme o script em um ambiente masculino em excesso. Em paralelo, nas noites de quinta e sexta, trabalha na boate Gstaad, onde sua função é seduzir os clientes até convencê-los a consumir o máximo de champanhe superfaturado que forem capazes. E isso é estranhamente recompensador, um contraponto às humilhações diárias na casa de leilões. Parece que, ali, é ela quem finalmente dá as cartas.

Mas essa rotina vira de ponta-cabeça quando Judith é demitida de seu emprego diurno ao sugerir, com conhecimento de causa, que uma obra recém-adquirida pela casa de leilões – aparentemente um George Stubbs, um dos mais rentáveis pintores ingleses do século XVIII – seria uma falsificação. Naquele exato momento, ela decide responder ao insistente aceno de uma grande amiga que passou anos negligenciada, uma companheira que, na juventude, foi responsável por manter sua espinha ereta e a fazer superar brigas e insultos: a Raiva. O que vem a seguir são reviravoltas constantes que deixam um rastro de sangue e outros fluidos corporais pelas paisagens deslumbrantes da Inglaterra e da Riviera Francesa, com passagens por outros locais igualmente paradisíacos na Itália e Suíça.

Judith Rashleigh é um jovem inglesa inteligente, bonita e espirituosa. Estudou muito para conseguir o emprego numa das melhores casas de leilões da Inglaterra, mas se sentia muito desvalorizada. Em um noite qualquer ela encontra uma antiga amiga, Leanne, que a chama para trabalhar em uma boate durante a noite, para tirar uma grana extra. Na boate, Judith conhece o coroa gordo e rico James; apesar da certa repulsa que ela tem por ele, ela o trata bem e ele a recompensa quando ela perde seu emprego na casa de leilões.

James leva Judith e Leanne para Paris, para um descanso no final de semana, sem saber que sua vida correria riscos.

Judith é uma mulher extremamente forte e difícil de ser decifrada. Você nunca sabe qual será o próximo passo dela, e isso faz com que você não tenha ideia para qual caminho a história vai seguir até a última frase do livro. Apesar de extrema sensualidade e tesão que ela tem pelos homens, você percebe que todos os atos e decisões são egoístas, típico de uma sociopata. Por onde ela passa tende a deixar um rastro de sexo e morte.

Apesar de Judith não trabalhar mais na casa de leilões seu interesse por arte é grande. Junto com ela você passeia por belas cidades da Europa e ainda tem uma boa aula de artes através da visão da personagem. Muitos outros personagens são apresentados na história depois que Judith deixa Paris e James. Todos são personagens importantes para a evolução de Judith, mas todos têm histórias curtas com ela. Ela nunca ficará presa a uma pessoa ou a algum lugar.

Leio muitos livros que tem bastante sacanagem, com cenas sexuais e sensuais, mas em alguns momentos achei que a autora passou dos limites, me deixando até um pouco sem graça em certos momentos.

“Você tem cheiro de ostras. Quer experimentar? {…} Eu lambi o dedo dele para provar o aroma limpo do mar, dentro de mim.”

Quando li a sinopse do livro, tinha altas expectativas. A leitura, apesar de fácil, é arrastada, lenta. A história termina de uma maneira bem resolvida, mas com algumas questões abertas dando para a autora a oportunidade de continuar a história, que pretende ser uma trilogia.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

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