sexta-feira, 27/05/2022
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Resenha: “Órfão X”, de Gregg Hurwitz

Órfão XLivro: Órfão X (#01)
Série: Evan Smoak
Autor: Gregg Hurwitz (@gregghurwitz)
Editora: Planeta
Páginas: 336
Tradução: Débora Isidoro
Resenha por: Bru Fernández
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Quando garoto, Evan Smoak foi recrutado no orfanato onde vivia para fazer parte de um programa americano ultrassecreto. Rebatizado de Órfão X, ele foi treinado para ser um exímio assassino e enviado aos piores lugares do mundo para missões que ninguém mais conseguia executar. Depois de longos anos de atividade, Evan deixa o programa e usa as habilidades de agente secreto para “desaparecer” e viver para um único propósito, agora sob o codinome de “Homem de lugar nenhum”: salvar e proteger pessoas pobres e indefesas como ele havia sido. No entanto, seu passado de matador sangrento passará a assombrá-lo e também a seus protegidos. Alguém tão bem treinado quanto ele – talvez um ex-colega de programa? – está na sua cola, para tentar eliminá-lo.

“— Segurança nunca é demais, irmão. — Tommy cuspiu tabaco por entre os dentes da frente enquanto guardava o dinheiro no bolso da camisa. — A gente nunca sabe quem é quem no zoológico.”

Começo a minha resenha adiantando aos apressadinhos que não têm paciência de ler uma resenha completa que se você curte histórias com assassinos altamente treinados e engenhosos, estilo Jason Bourne, esse livro/essa série é pra você! Corre pra livraria agora.

Órfão X tem todos os bons elementos de uma ficção sobre o universo dos programas americanos ultrassecretos que criam assassinos ágeis e impecáveis no seu trabalho. É recheado de muita ação, com aquelas cenas que deixam o leitor ansioso, como por exemplo quando a personagem atravessa de um prédio para o outro em uma prancha apoiada em duas varandas. Para os mais céticos, pode ser um livro muito forçado. Mas se você, como eu, adora essas cenas “impossíveis”, prepare-se para se deliciar pois o enredo está recheado delas.

A personagem principal é Evan Smoak (não, esse não é o verdadeiro nome dele), ou Órfão X. Ele foi recrutado muito cedo, aos 12 anos, como descobrimos logo no prólogo. O livro também tem alguns capítulos que remetem ao passado de Evan, dando uma maior visão de seu mundo e contatos. Como todo programa que cria assassinos, a regra é: não faça perguntas, apenas cumpra a sua missão da melhor forma possível, afinal você foi treinado para isso. Acontece que Evan uma hora resolve sumir do mapa (e da organização que o criou) e, por ser um dos melhor órfãos recrutados, ele é um dos poucos que consegue sobreviver a essa decisão.

Agora Evan trabalha para ajudar as pessoas. Ele é o Homem de Lugar Nenhum. Um homem que ajuda pessoas que estão realmente encrencadas, como uma vez ajudaram ele. Um justiceiro que não usa uniformes de super-herói. Os casos que ele pega são pesados e que provavelmente não se resolveriam da melhor forma para os inocentes envolvidos.

A vida boa ocasionalmente tranquila de Evan se complica quando ele percebe que alguém de seu passado está atrás dele. O pior? Alguém tão bem treinado quanto ele. Sem saber ao certo em quem pode confiar, Evan trabalha contra o relógio para conseguir safar sua pele e a vida das pessoas inocentes que o cercam.

Uma das minhas personagens preferidas é Peter Hall, o filho de uma das vizinhas de Evan, Mia. Filho único de mãe divorciada, o menino vê em Evan um amigo e até mesmo uma figura paternal que o garoto não tem no dia a dia. Peter é tão querido que consegue derreter até mesmo o coração de gelo do frio assassino que é Evan.

Apesar de ser um livro de um gênero que eu gosto muito e de ter me empolgado com o enredo, o livro só ganhou quatro estrelas no meu Skoob depois dos últimos parágrafos da história e do epílogo desconcertante e, confesso, completamente inesperado para mim. O segundo livro da série já tem data para sair no exterior (17 de janeiro de 2017) e eu sinceramente espero que a Planeta publique assim que possível o segundo volume dessa série por aqui pois eu estou muito curiosa para saber quais os planos do autor para essa sequência que promete ser eletrizante.

“— Respeite sempre a vida. Assim vai dar valor à sua própria vida. A parte mais difícil não é transformar você em um assassino. A parte mais difícil é mantê-lo humano.”


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como revisora e tradutora e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

2 comentários

  1. Pamela costa

    Nossa eu devorei esse livro,sabe quando sai a continuação?

  2. Ainda sem previsão de publicação no Brasil, Pamela!

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