sexta-feira, 19/07/2019
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Resenha: “Atlântida – O gene”, de A. G. Riddle

Resenha Atlântida - O geneLivro: Atlântida – O gene (#01)
Série: Trilogia Atlântida
Autor: A. G. Riddle (@riddlist)
Páginas: 586
Editora: Globo Alt
Tradução: Petê Rissatti
Resenha por: Bru Fernández
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Em uma expedição na costa da Antártida, pesquisadores encontram uma misteriosa estrutura enterrada em um iceberg. A milhares de quilômetros dali, na Indonésia, a Dra. Kate Warner pesquisa a cura para o autismo em crianças através de experiências genéticas. Quando essas crianças são sequestradas, um agente de segurança altamente habilitado, acredita ter encontrado uma ligação entre esses dois fatos e busca desvendar uma conspiração global que ameaça toda a humanidade.

“— (…) O que estou prestes a dizer a vocês não pode sair desta sala. Levarão o que eu disser aqui para o túmulo. Algumas coisas serão difíceis de acreditar. E algumas coisas que vocês deverão fazer serão ainda mais difíceis, de maneiras que vocês não poderão entender ainda. Devo dizer que agora não poderei dar todas as respostas a vocês. Não posso aliviar sua consciência, ao menos não agora.”

Esse livro era um dos lançamentos da Globo Alt que eu mais aguardava esse ano (junto com Estrela da manhã ♥) e a espera valeu a pena. Esse é mais um sucesso de autopublicação que deu muito certo, hoje A. G. Riddle já foi traduzido em mais de 20 países, conta com mais de 2 milhões de cópias vendidas e já teve os direitos de adaptação vendidos para a CBS Films.

A Trilogia Atlântida conta a história de uma descoberta genética que pode levar a humanidade ao próximo estágio de evolução. Porém esse gene também pode exterminar grande parte da população. Assustador e excitante ao mesmo tempo, não é?! O livro tem uma história bem complexa, com vários personagens espalhados pelo globo que eventualmente têm as suas histórias cruzadas e também recheada de informações sobre história, lendas e genética. Por conta disso tudo, achei muito confuso o livro ser classificada como ficção juvenil. Diria que a obra está exatamente na divisão entre ficção juvenil e jovem adulta/adulta.

No primeiro volume da trilogia acompanhamos a trajetória da geneticista Kate Warner, que trabalha com uma pesquisa para a cura do autismo em Jacarta, na Indonésia. Kate acaba fazendo uma grande descoberta – que nem ela entende muito bem o que é, no início de sua jornada – e acaba sendo arrastada para turbilhão de planos secretos da organização Immari International sobre a próxima grande evolução genética humana. Nesse meio tempo ela conhece David, um agente da Clocktower, uma agência apátrida de combate ao terrorismo, que a ajuda em sua busca por respostas.

O enredo é muito bem elaborado, com capítulos rápidos com ganchos que tornam a leitura ainda mais prazerosa e rápida. Pode ser uma leitura complicada pra quem não gosta do tema genética, mas pra quem gosta é um prato cheio. O autor mistura com maestria ficção com realidade, e por muitas vezes imaginamos se os fatos mencionados pelo autor são ou não verdadeiros (dica: tem uma lista no site do autor indicando o que é ficção e o que é realidade).

Uma das coisas que eu mais gostei nesse livro é a forma como o autor consegue agregar um pouco de vários gêneros. Temos muita ação e momentos de tensão, como nos thrillers, muita história e ainda alguns elementos de ficção científica e fantasia. Com diálogos intensos e personagens carismáticas (ou detestáveis) Atlântida – O gene é uma ótima obra que eu devorei em poucos dias. Mal posso esperar pelos próximos volumes para saber onde essa história vai dar!


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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