terça-feira, 21/11/2017
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Resenha: “Nerve”, de Jeanne Ryan

Resenha NerveLivro: Nerve
Autor: Jeanne Ryan (@jeanne_ryan)
Páginas: 304
Editora: Outro Planeta
Tradução: Débora Isidoro
Resenha por: Nina Lima
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Você já se sentiu desafiado a fazer algo que, mesmo sabendo que pode se arrepender depois, acaba levando em frente? A heroína deste livro também.
Vee cansou de ser só mais uma garota no colégio, e quer deixar os bastidores da vida para assumir seu merecido posto sob os holofotes. E o jogo online Nerve, febre nacional transmitida ao vivo, pode ser o início dessa trajetória de sucesso. Basta que ela clique no botão “Jogador” em vez de “Espectador” para entrar na disputa, que propõe, a cada etapa, um desafio novo.
A adolescente acaba formando uma dupla imbatível com Ian, um garoto desconhecido com quem trava contato ao se inscrever em Nerve. Juntos, vão galgando posições no jogo. Mas, conforme os dois avançam na disputa, os desafios ficam cada vez mais complexos… e perigosos.

Quem nunca brincou de Verdade ou Desafio, que atire a primeira pedra. Mas nesse livro, a coisa deixa e ser uma brincadeira para virar um jogo muito perigoso…

Vee é uma adolescente quase normal. Quase, porque ela está num castigo quase eterno depois que adormeceu no carro, dentro da garagem de casa – e seus pais acharam que ela quisesse se matar. Mas tudo bem, ela está tentando compensar, estuda bastante e tem atividades extra curriculares, como ser principal backstage do grupo de teatro da escola. A vida vai bem, ela tem amigas (principalmente Syd), tá flertando com o gatinho da escola… Mas tem um problema: ela está sempre nas coxias da vida, sempre nos bastidores.

Um belo dia, e por um belo par de sapatos, Vee resolve aceitar o desafio de um jogo na internet, que basicamente é um Verdade ou Desafio – mas sem a verdade, só o desafio mesmo. E cada desafio cumprido, vale mais e mais prêmios. É assim que começa a trajetória de Vee dentro do jogo. E quanto mais desafios cumpre, mais o Nerve parece saber quais são os desejos da garota, pois oferece prêmios cada vez mais irresistíveis, e continuar jogando se torna tentador demais. Ninguém sabe quem está por trás do jogo. Somente que ele é uma espécie de Big Brother, onde as pessoas pagam para assistir os outros fazendo coisas malucas e inusitadas, e muitas vezes, até perigosas demais.

O que eu mais gostei nesse livro foi a dinâmica da narrativa. É bem fluida, a história tem um enredo legal, que te prende do início até o final. Porém, falta um pouco de amarração entre as partes.

A Vee é uma garota meio bobona, a princípio, porque está sempre fora dos holofotes, uma falta de protagonismo que é até chata, porque não se sabe no que ela é boa. E ela é meio chata, muito obediente, meio careta… Mas isso é até entrar no Nerve, porque aí ela se transforma em alguém um tanto mais confiante, audaciosa, com um pensamento estratégico e que, se arriscar, tem tudo pra ganhar o jogo. No meio do caminho ela conhece Ian, o bonitão misterioso que ninguém sabe bem ao certo de onde veio, pra onde vai, mas ah, dá pra gostar dele de cara – e é por causa dele que a Vee começa a ficar mais legal.

Eu acho que o ponto principal da história, que é ver como os personagens vão se envolvendo no jogo, e arriscando cada vez mais nos desafios, e sem saber onde vão chegar e a que preço a vitória vem.

Eu li várias resenhas falando super mal do livro, que a história é mal escrita, que o final não tem graça… Ok, eu concordo com algumas partes, mas achei tão legal a proposta de dizer “o que você faria para conseguir o que quer”, e também a parte de como somos atraídos pela exposição alheia. O Nerve tem um leve tom de crítica nessa parte, que eu achei extremamente válida.

E pra quem não sabe, Nerve virou filme e tem a Emma Roberts como Vee e o lindo do Dave Franco como Ian. É um filme bem legal, mas isso é assunto pra outro post!


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

Um comentário

  1. Cristian Marcial

    Acabo de assistir o filme e vim procurar saber se o livro seria capaz de preencher a lacuna que o filme deixou, mas aparentemente não vou ter sucesso lendo ele kkkkk. Triste 🎄

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