segunda-feira, 09/12/2019
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Resenha: “A colônia”, de Ezekiel Boone

Resenha A colôniaLivro: A colônia (#01)
Série: A colônia
Autor: Ezekiel Boone (@ezekiel_boone)
Editora: Suma de Letras
Páginas: 272
Tradução: Leonardo Alves
Resenha por: Bru Fernández
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Nas profundezas de uma floresta no Peru, uma massa negra devora um turista americano. Em Mineápolis, nos Estados Unidos, um agente do FBI descobre algo terrível ao investigar a queda de um avião. Na Índia, estranhos padrões sísmicos assustam pesquisadores em um laboratório. Na China, o governo deixa uma bomba nuclear cair “acidentalmente” no próprio território. Enquanto todo tipo de incidente bizarro assola o planeta, um pacote misterioso chega em um laboratório em Washington… E algo está tentando escapar dele. O mundo está à beira de um desastre apocalíptico. Uma espécie ancestral, há muito adormecida, finalmente despertou. E a humanidade pode estar com os dias contados.

“— Estamos falando de aranhas. Embora as pessoas morram de medo de aranhas, não há quase nenhum motivo para isso. Pelo menos, não na América do Norte. A Austrália é outra história. Tudo é perigoso na Austrália, não só os crocodilos.”

Antes de prosseguir na leitura da resenha, acho melhor adiantar: se você tem fobia de aranhas ou insetos em geral, é melhor passar bem longe desse livro. Sério. Eu que tenho um certo medo irracional muito maior de insetos que voam do que os terrestres fiquei extremamente tensa em vários momentos da leitura, então melhor evitar se você sofre de aracnofobia. (Mas você deveria vencer seu medo, ou pelo menos TENTAR separar a realidade da literatura, porque o livro é muito, muito, muito bom!) Recado dado, vamos ao que interessa!

Pra resumir o enredo em uma frase bem simples, o livro fala sobre uma “invasão” de aranhas carnívoras por todo o globo. Aterrorizante em poucas palavras, imagine em uma narrativa incrivelmente estruturada e quase 300 páginas? Terror da melhor qualidade.

No começo achei a história um pouco confusa, afinal, a cada capítulo somos transportados para outro lugar do mundo e começamos a acompanhar a narrativa sob a perspectiva de uma nova personagem. Mas não são uma, duas, três narrativas, são muitas mesmo, temos um guia que acompanha turistas em um parque nacional no Peru; um policial de Minnapolis, EUA; pesquisadores de terremotos na Índia; uma bomba nuclear na China… e por aí vai! Com o tempo acostumei com esse ritmo frenético e gostei muito do autor não ter centralizado esse ataque das aranhas apenas em um local do mundo. Ao globalizar o problema ele acabou tornando a coisa toda muito mais tensa e aterrorizante, afinal, vários focos de aranhas assassinas é muito pior que apenas um.

Obviamente, aos poucos, Booone começa a costurar algumas narrativas e a história vai tomando sua forma, principalmente centrada na personagem de Melanie Guyer, uma professora em uma universidade em Washington, que é fascinada por aranhas, sua área principal de estudo. Uma bolsa de ovos é enviada para essa universidade e, para a sorte da humanidade, há uma espécie de especialista analisando as aranhas, mas será que ela conseguirá as respostas que precisamos a tempo? Será que queremos mesmo saber o que a professora tem a dizer?

Um enredo da melhor qualidade, que te prende a cada virada de página. Desenvolvi uma fobia temporária nos dias em que li esse livro e, graças aos céus, não me deparei com nenhuma aranha durante esse período. Acho que teria um mini-surto se isso acontecesse. Difícil mesmo é acreditar que A colônia é o livro de estreia de Ezekiel Boone. Estreia impecável. Mal posso esperar pelas continuações dessa trilogia, lembrando que Skitter, o segundo livro, já tem data de lançamento prevista no exterior para maio de 2017. Por favor, não demorem para publicar aqui, Suma!

“Talvez, se tivesse olhado com mais atenção, tivesse visto os ossos soterrados pelas aranhas, os corpos completamente descarnados. Talvez tivesse se dado conta de que havia um motivo para ele não ter visto o supervisor desde que os dois cientistas apareceram. E, talvez, se tivesse descido sozinho, se não tivesse tanto falatório, ele tivesse escutado o barulho às suas costas, lá no túnel. Um farfalhar. O som de algo se rompendo.
Se ele tivesse escutado, teria percebido que as aranhas não estavam todas mortas. Talvez ele aí tivesse gritado para os homens enfiarem a porta de volta no lugar e segurarem com força.
Talvez.
Mas não escutou.”


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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