domingo, 22/01/2017
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Resenha: “O diário de Bridget Jones”, de Helen Fielding

O diário de Bridget JonesLivro: O diário de Bridget Jones
Série: Bridget Jones
Autor: Helen Fielding
Editora: Paralela
Páginas: 288
Tradução: Beatriz Horta
Resenha por: Juh Claro
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Bridget Jones já é uma personagem querida por milhões de leitores. Seja pelas desventuras amorosas ou pelos problemas com os pais, é muito fácil se identificar (e se encantar) com a personagem criada por Helen Fielding. Nesta nova edição comemorativa dos vinte anos de lançamento do primeiro livro, os fãs antigos terão a chance de reencontrá-la e os novos leitores descobrirão uma paixão por este clássico!
Bridget continua atual e afiada como nunca: uma personagem tão perfeitamente imperfeita para ajudar todos aqueles que já se sentiram incapazes de tomar as rédeas da própria vida.

O Diário de Bridget Jones dispensa apresentações. Mas se você não conhece esse clássico de 20 anos, este é o primeiro livro da série Bridget Jones da autora britânica Helen Fielding e já tem até adaptações cinematográficas.

Eu conhecia a Bridget de nome (e rosto por causa dos filmes), mas nunca li ou assisti nada, então não sabia muito da história. Sei que será clichê e meio repetitivo para quem acompanha as novidades de Bridge, mas é verdade: apesar de ter sido lançado em 1996, poderia muito bem ter sido escrito mês passado (só atualizando as ligações e secretárias eletrônicas para mensagens instantâneas do celular). O assunto é atual, a Bridget é atual e todas as suas neuras e problemas pessoais são extremamente atuais.

Bridget Jones é uma jornalista na faixa dos 30 anos super complexada sobre seu peso, sobre nenhum homem se interessar por ela e com uma paixonite platônica pelo seu chefe, Daniel Cleaver.

O livro é escrito em uma espécie de diário da Bridget, separado por meses e com detalhes de alguns dias da semana, relatando sempre qual o peso atual, quantos cigarros fumou, quantas unidade alcoólicas bebeu, quantos bilhetes instantâneos de loteria comprou… Enfim, notinhas sobre os complexos dela e seus devaneios durante o dia. No início dele conhecemos as resoluções de ano novo de Bridget, com metas do que fazer e o que não fazer. Com isso, acompanhamos o ano de Bridget de seu ponto de vista, acompanhando todas as suas emoções e frustrações, para vermos se ela conseguirá atingir as suas metas.

É durante a festa de ano novo que Bridget reencontra Mark Darcy, um advogado bem sucedido (leia-se: rico) e recém-divorciado (leia-se: ótima razão para Bridget se reaproximar dele). Mark e Bridget brincavam juntos quando pequenos e os pais deles são amigos há anos e, apesar do esforço da mãe de Bridget, ele não está nem um pouco interessado nela e nem ela nele; então a tentativa de conversa entre eles não é das melhores e Bridget logo vai embora, decidida a tentar mudar e melhorar de vida.

De volta ao escritório, Bridget continua suspirando pelo seu chefe bonitão, sabendo que não tem chance alguma com ele, até que uma série de troca de mensagens via computador se inicia e ela começa a mudar sua perspectiva. Daniel é um galinha de carteirinha, mas Bridge (apelido carinhoso) está tão cega pela novidade de ter um homem a fim dela que não liga para isso. É aí que passamos a conhecer os amigos dela e a acompanhar as conversas com seu amigo gay, Tom e com suas amigas mais próximas, Jude e Sharon, que lhe dão conselhos e a ajudam a segurar a barra na maioria das vezes.

Outra personagem importante é a mãe de Bridget, que às vezes parece ser mais jovem que a própria filha e faz mais loucuras que ela – não que eu concorde com tudo que ela faz, mas acho que está tentando “viver a vida”, mesmo que o seu tempo, teoricamente, já tenha passado. O pai de Bridget é um amor de pessoa, mas não é muito comentado por ela, então não sei o que opinar sobre ele.

As personagens não são bem construídas, talvez por não ser uma história e sim um diário, mas senti falta de mais alguns detalhes de Tom, por exemplo. É um grande amigo, mas não sabemos quase nada sobre ele. A vida de Bridge é muito monótona e acho que ela passa tempo demais reclamando e se importando com seu peso, então acaba deixando de viver e, poxa, ela está com 30 anos, ela tem que aproveitar e não viver choramingando, não é? Talvez isso fizesse com que eu não gostasse tanto assim da história como achei que gostaria. Um “clássico” vivo por 20 anos deveria me prender mais, não é?

Agora me resta assistir ao filme e ler o restante da série, pra ver se me animo para assistir ao filme lançado mês passado, O Bebê de Bridget Jones, que será lançado em livro também.

Minha dica é: se você ainda não conhece a história, leia sem as altas expectativas que os comentários e a “fama” por aí fizeram você criar, acredito que seja bem melhor e talvez você aproveite melhor a história. E lembre-se sempre que ele foi escrito há vinte anos, então a ideia de mulher independente daquela época é bem diferente dos dias atuais.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Juh Claro

26 anos, formada em Design Digital, cursando MBA em Gerenciamento de Projetos, trabalha como Analista de Projetos em uma multinacional de BPO (aka Contact Center) de segunda à sexta e divide os seus finais de semana e horas vagas entre leituras, shows, viagens e jogos de futebol, quase sempre acompanhada do noivo.

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