quarta-feira, 24/05/2017
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Resenha: “Uma garota de muita sorte”, de Jessica Knoll

Resenha Uma garota de muita sorteLivro: Uma garota de muita sorte
Autor: Jessica Knoll (@jessmknoll)
Editora: Rocco
Páginas: 336
Tradução: Ana Rodrigues
Resenha por: Bruna Fernández
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Ani FaNelli passou por uma terrível humilhação na adolescência, que a deixou desesperada para se reinventar. Agora uma profissional bem-sucedida, com um armário invejável e um noivo atraente e bem-nascido para chamar de seu, Ani está prestes a viver a vida perfeita que tanto almejou. Mas ela guarda um terrível segredo. E sua vida perfeita é uma perfeita mentira. Bestseller do The New York Times chancelado pela crítica, Uma garota de muita sorte rendeu à estreante Jessica Knoll comparações com sucessos do thriller contemporâneo como Garota Exemplar, de Gillian Flynn, e A garota do trem, de Paula Hawkins, e será adaptado para o cinema por Reese Witherspoon. O livro abre a coleção Luz Negra, que reúne o que há de melhor no suspense contemporâneo, revelando o lado sombrio da alma humana.

“Eu supostamente deveria ser melhor do que isso, uma mulher mais confiante do que isso. Mas não sou. Está certo? Simplesmente não sou.”

Uma garota de muita sorte não foi aquele livro que me arrebatou e que eu achei incrível, mas também não foi um dos piores livros que li esse ano. Fiquei com sentimentos conflituosos em relação a ele.

No livro de estreia de Jessica Knoll, acompanhamos a história de vida da protagonista Ani FaNelli. Primeiro conhecemos a sua vida atual de mulher adulta. Aos 29 anos ela tem um emprego como colunista em uma grande revista, The Women’s Magazine, e é noiva de Luke, nascido em berço de outro, lindo e bem-sucedido. A vida perfeita pra deixar qualquer outra mulher com inveja, não é? Só que as coisas não são bem assim.

Aos poucos vamos percebendo que a vida de Ani não é esse mar de rosas, principalmente pela narrativa ser feita pela própria Ani (ou TifAni). Através de suas palavras podemos perceber que Ani é uma mulher amargurada e com muita raiva reprimida dentro dela, tentando a mostrar uma imagem nada real do que ela realmente é para as pessoas. Sua atitude louca por dietas insanas para conseguir se tornar um manequim 36 e ser a noiva mais deslumbrante do mundo é tão fora da minha realidade que desgostei da personagem logo nas primeiras páginas. Fora a dissimulação e falsidade que transbordam de Ani principalmente em relação a outras mulheres. Fica cada vez mais difícil para a Ani adulta manter a sua máscara de vida perfeita.

Começamos a ter trechos de flashback para os dias de colegial de Ani (naquela época ainda TifAni) e então começamos a entender um pouco o que levou ela a se tornar essa mulher tão irritada com o mundo. A autora aborda alguns temas bem pesados nesses trechos do livro como estupro e bullying, atentando aos leitores à grande pergunta: “qual é o preço da popularidade?” Apesar de ter empatia zero pela protagonista adulta, consegui entender melhor a sua história por conta da sua trajetória.

O meu grande problema com esse livro foi a superficialidade da protagonista em querer ser popular e aceita a qualquer custo, tanto na adolescência quanto na vida adulta. A história em si é muito boa e bem articulada para um livro de estreia, mas, pra mim, faltou rolar aquela empatia com a protagonista para ser uma história sensacional. Se você decidir ler o livro por conta das comparações com Garota exemplar, cuidado. Achei a comparação entre os livros forçada já que o livro de Jessica não tem a metade da expectativa e impacto que senti ao ler a narrativa de Flynn. Fora isso, é um bom livro. Agora é aguardar a adaptação para as telonas, que será feita pela Reese Whiterspoon.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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