domingo, 26/03/2017
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Resenha: “Meia-noite e vinte”, de Daniel Galera

Resenha Meia-noite e vinteLivro: Meia-noite e vinte
Autor: Daniel Galera
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 208
Tradução:
Resenha por: Monique Marie
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Em meio a uma onda de calor devastadora e a uma greve de ônibus que paralisa a cidade, três amigos se reencontram em Porto Alegre. No final dos anos 1990, eles haviam incendiado a internet com o Orangotango, um fanzine digital que se tornou cultuado em todo o Brasil. Agora, quase duas décadas depois, a morte do quarto integrante do grupo vai reaproximar Aurora, cientista e pesquisadora vivendo uma pequena guerra acadêmica, Antero, artista de vanguarda convertido em publicitário, e Emiliano, jornalista que tem uma difícil tarefa pela frente. Captando com maestria a geração que cresceu em meio ao início da internet, Galera explora essas vidas acuadas entre promessas não cumpridas e anseios apocalípticos. Nas vozes de Aurora, Antero e Emiliano, Meia-noite e vinte é um retrato marcante de uma juventude que recebeu um mundo despedaçado e para quem o futuro pode não significar mais nada.

“Inebriado por minha performance secreta, eu me sentia com vinte anos de novo. Era como se o cenário do confronto fosse um sofisticado simulador de realidade virtual acionado para a minha conveniência.”

A culpa é totalmente minha, então já aviso que a resenha é de uma pessoa um tanto frustrada com o livro. Preciso parar de criar expectativas com sinopses legais demais, a chance de me decepcionar com o livro é muito alta. Longe de ser um livro ruim, não é. Também não é um livro que eu diga que recomendo para todos os meus amigos.

Não pretendo dar spoiler da história e como a maioria dos livros o que realmente pode ser dito está na sinopse, qualquer detalhe a mais estraga a leitura. A morte do quarto integrante do grupo acontece logo no começo do livro para que isso seja o start, mas confesso que fiquei um tanto quanto perdida no começo, demorei um pouco para me acostumar com essa mistura de descrição do momento/local e pensamento do personagem que é uma marca forte do autor. Falando sobre a leitura em si é um livro bem fácil de ler, os parágrafos são extremamente extensos, não é algo que eu goste muito mas ele faz com que você não perceba que sem querer está lendo o livro em uma sentada só.

Apesar de toda minha frustração, um ponto muito positivo é que os personagens são bem construídos e você entende facilmente o dilema de cada um e até a razão porque se reencontraram. A história tem alguns flashbacks, mas não como a maioria dos livros que são narrados em presente/passado ao mesmo tempo, são flashbacks para que você entenda a ideia central do autor, nada que seja chato de ler.

Um detalhe que gostaria de colocar é que diferente de lugares que você está acostumado a ler e mesmo sem ter ido, você consegue imaginar na sua cabeça. Meia-noite e vinte se passa em Porto Alegre e existem mil referências sobre a cidade que pessoas que nunca foram ou que conheceram pouco (como eu) ficam sem entender, não que prejudique a leitura, mas seria interessante fazer uma procura desses locais apenas para ter uma ilustração melhor. Aproveito a deixa da leve “reclamação” para citar que o autor utiliza termos demais do mundo cibernético atual, em alguns momentos chega a incomodar, não sei se estou sendo chata então se alguém aí já leu, por favor opine!

No todo é um livro legal, mas fiquei frustrada por esperar demais e ainda achar que ficou faltando algo, tanto da época dos anos 90, na qual a turma principal do livro se conheceu, como dos dias atuais. É uma ideia bem construída, personagens que vocês vão gostar, mas não é um 5 estrelas. Se alguém teve uma visão diferente da minha eu realmente gostaria de saber e até debater, porque fiquei com essa sensação estranha.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Monique Marie

Publicitária frustrada com o pouco dinheiro da área e admiradora de tudo que envolve a política. Gosta de seriados que tenham serial killers, filmes infantis, fanática por futebol e F1, além de tentar competir com o Dr. Reid (Criminal Minds) quem lê mais rápido. Geralmente não gosta de ler o que está "na moda", adora indicações e ainda acredita que muitos livros se vendem pela capa. Não se separa de seu amigo rivotril e escreve no mínimo um texto por dia.

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