segunda-feira, 18/12/2017
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Crítica de filme: “A chegada”

“Isso, manda a resenhista que morre de medo de extraterrestre pra ver um filme sobre isso! Que ótima ideia!” Foi o que eu pensei quando me passaram a responsabilidade de ir assistir A Chegada” de Denis Villevuene, com Amy Adams e Jeremy Renner. Mas quer saber? Ainda bem que me mandaram!

a-chegada

O diretor, Denis, já é conhecido por seu causa de seus filmes de suspense psicológico, então eu já fui preparada para ficar nervosa quase que 100% do filme. Mas dessa vez ia ser diferente. A Chegada foi inspirado no conto A história da sua vida, do autor Ted Chiang, e está na coletânea publicada pela Intrínseca em novembro. Sim, essa informação mexeu, sim, com os meus parafusos também. Como um conto de Ted Chiang poderia virar um filme de suspense psicológico com extraterrestres, que ao meu ver, são a pior coisa desse (e de outro) mundo?!

Não sei bem como foi o processo dessa mistura, mas confirmo uma coisa: deu certo! Deu MUITO certo! O filme é do caramba (uso essa expressão para não ser censurada pelas amiguinhas). Nos primeiros segundos você já fica com os olhos grudados na tela do cinema e com as unhas enfiadas no estofado do apoio de braço. É tudo tão intenso, tão cativante e tão interessante que a sensação de “E agora? Ai Jesus, e agora?” não sai do seu corpo por um segundo.

A Chegada é um filme sim de suspense psicológico, mas é tão lindo! (insira aqui o seu emoji de coração favorito). Mas tão lindo, que enquanto o letreiro passava no final, e as pessoas começaram a sair da sala, eu fiquei sentada, olhando para o nada e pensando no quão maravilhoso aquilo tinha sido. No quão sensível e reflexivo um filme que tem como trama principal a invasão alienígena era.

Para dar o gostinho para vocês, deixo um pouco da sinopse (sem spoilers, claro). Louise Banks é uma professora universitária especialista em línguas, ou algo do tipo. Se existe um termo mais apropriado para isso, me perdoem. O que interessa é: ela manda muito bem quando o assunto é comunicação, não importa a língua. Um belo dia, doze OVNIs invadem a terra e ‘estacionam’ em diferentes partes do planeta. Seguindo o protocolo (espero que exista realmente um) cada país começa a enfrentar essa ameaça e tenta se comunicar com os seres que estão dentro daqueles OVNIs. Louise e Ian, um cientista, são chamados pelo governo dos Estados Unidos para o tal trabalho. A maior parte do filme foca nisso, essa tentativa de entender o que aqueles seres querem. E quem é que é responsável por isso? Louise! Com a ajuda de Ian, ela começa a desvendar a ‘escrita’ desses alienígenas e uma comunicação se estabelece. Ao mesmo tempo, especialistas de outras partes do mundo fazem o mesmo trabalho. Até que, a grande questão (o que eles estão fazendo ali) parece ter sido resolvida. Mas, será?

Ao mesmo tempo que essa trama inteira acontece, Louise é tomada, cada vez com mais frequência, por visões dela com a sua filha que, logo no início do filme, aparece morrendo por causa de um câncer. Se eu contar mais que isso, já vira spoiler.

Recomendo muito o filme! Vale muito a pena ir passar por aquela angústia do suspense e no final ganhar algo que te faça pensar, que te faça refletir e que te faça ter esperança. Maravilhoso! Com certeza entrou na minha lista de filmes favoritos.

Já assistiu ao filme "A chegada"? Quantas estrelas você dá para o filme?

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Sobre Karol

Atriz ruiva tão viciada em Shakespeare que foi até parar lá no palco do Globe Theatre de Londres de tanto que encheu o saco! Sem papas na língua,que sempre dá preferência a livros históricos e com culturas diferentes. Não leu Harry Potter ou Senhor dos Anéis, jogou Crepúsculo longe no meio do segundo livro mas é capaz de devorar qualquer livro que contenha um rei, um indiano ou um espírito no meio. Estranha, usa personagens românticos como referencia quando briga com o namorado, transforma tudo em um drama histórico e deseja silenciosamente transformar todos os livros que lê em filme.

Um comentário

  1. E o que você compreendeu do filme? Eu confesso que depois de terminar o filme fiquei com aquele carão de WTF!?!?!?!?!?! Como a maioria das pessoas…

    Por sorte vi em casa, então pude rebobinar e tentar ligar o quebra-cabeça. Aí percebi que eu vi o filme da forma errada. Estava trabalhando, portanto interrompendo a todo instante e as vezes nem prestando atenção mesmo nos diálogos, parte fundamental no processo de compreensão do filme.

    Achei que fosse um filme sobre UFOS, comunicação e mensagem para humanidade e tal. Algo como O Contato, de Carl Sagan, por exemplo. O livro, não o filme. Então fui assistir bem despretensioso mesmo.

    Quando eu resolvo montar o quebra-cabeça, me invade aquela sensação de vazio, de buraco… Porque uma vez o filme visto errado, já era, nunca mais você vai experimentar aquela experiência individual. Muito triste depois de perceber a grandeza dele…

    Triste porque o filme realmente é ESPETACULAR. E o foco definitivamente não são os UFOS e sua compreensão do tempo no espaço ou sua linguagem. Tampouco os humanos são o foco. Até tem umas mensagens bonitas no filme em relação a esses aspectos, mas é só isso.

    O foco é mesmo na atriz principal e na sua dura escolha. Um ato de compaixão muito bonito e os detalhes estão em sutis diálogos dela com outros personagens da trama. E a palavra de ordem no filme é essa: sutileza.

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