segunda-feira, 20/02/2017
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Resenha: “O Martelo de Thor”, de Rick Riordan

O Martelo de Thor Livro: O Martelo de Thor (#02)
Série: Magnus Chase e os deuses de Asgard
Autor: Rick Riordan | @camphalfblood
Páginas: 400
Editora: Intrínseca
Tradução: Regiane Winarski
Resenha por: Nanda
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Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina.

Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin — tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking.
Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.

Encontrem um caminho para mudar as regras do jogo de Loki, como fizeram hoje em nosso festival.

Magnus Chase está de volta. E a busca pelo martelo perdido de Thor se torna ainda mais essencial. Além disso tudo, Sam foi prometida para casar com um gigante e em suas funções de Valkiria levou mais um filho de Loki para Valhala.

A partir disso, Magnus e seus amigos seguem em uma missão muito perigosa para recuperar o martelo e tentar impedir o casamento. Adorei o ritmo desse livro – bastante aventura, obstáculos inteligentes (com certeza, minha parte favorita desse livro foram os capítulos que se passam no boliche ), algumas cenas de apertar o coração e muitas cenas legais.

O que mais me encanta na série Magnus Chase são os personagens. Dá vontade de abraçar o Magnus o livro inteiro, Blitzen é muito o melhor amigo que todo mundo queria ter e conhecer a história de Hearth me deixou tão triste e ao mesmo tempo tão mais empolgada para torcer por ele. Até Loki é um personagem interessante com seus planos intrincados. Nesse livro aprendemos um pouco mais a respeito da religião de Samirah – muçulmana – e também somos apresentados a Alex, que divide parentesco com Sam e que possui gênero fluido (que é um assunto bem delicado e ao mesmo tempo confuso para muitas pessoas, principalmente porque muitas vezes as pessoas não estão preocupadas a entender). Eu gostei muito do jeito de Alex, porque ele(a) se aceita do jeito que é e vamos combinar que sembre que Rick Riordan decide colocar um personagem com um humor mais sarcástico, fica tudo bem divertido. O mais importante é que Alex é uma ótima referência – muitos jovens podem precisar desse tipo de representatividade para se aceitarem e enfrentarem o desafio de conviver em uma sociedade não muito aberta. Sinceramente, estou muito feliz com a preocupação de Rick Riordan em introduzir e dar relevância a personagens que estejam ligados a minorias da sociedade.

Durante a história, me senti ainda mais conectada com os personagens. A escrita fluída de Rick Riordan tem essa capacidade de prender os leitores. Porém a essência da história continua seguindo a receita e previsibilidade dos outros livros de Rick Riordan com adolescentes semideuses tentando salvar o mundo da extinção – seja por titãs, magos egípcios ou gigantes e deuses nórdicos.

ALERTA DE SPOILER – se você ainda não leu o livro, recomendo parar por aqui

Queria que Loki não tivesse fugido daquela maneira, seria menos previsível… mas também atrapalharia a continuação da história. Agora Loki dará muito trabalho para Magnus e seus amigos, e mesmo imaginando que o deus será impedido no fim das contas, fica a curiosidade de como ele será parado.

Porém, nesse livro, algo me surpreendeu bastante e eu não estava preparada para o último capítulo. O autor prometeu nada menos que um encontro entre Percy Jackson e Magnus Chase. Eu já imaginava que isso poderia acontecer (principalmente com o parentesco entre Magnus e Annabeth), mas não estava esperando isso agora. E Magnus é um personagem tão incrível que eu não queria que Rick Riordan usasse o artifício de cruzar as duas histórias. Porém não há nada a fazer agora… lá vamos nós esperar ansiosamente esse crossover e como isso interferirá nas histórias de Magnus Chase e também na série As Provações de Apolo.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Nanda

Formada em Relações Internacionais e Economia, tem 25 anos, é hiperativa e adora organizar eventos (principalmente de livros). Também adora filmes, livros (principalmente aventuras infanto-juvenis, como Percy Jackson, Harry Potter e The 39 Clues), música, viagens, Disney, desenhos japoneses, maquiagem e coleções.

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