segunda-feira, 18/12/2017
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Resenha: “Cinco esquinas”, de Mario Vargas Llosa

Cinco esquinasLivro: Cinco Esquinas
Autor: Mario Vargas Llosa @mvargasllosa
Editora: Alfaguara
Páginas: 216
Tradução: Paula Wacht e Ari Roitman
Resenha por: Nina
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A amizade de Marisa e Chabela se transforma quando, presas tarde da noite na casa de uma delas, as duas se veem sozinhas, deitam-se na mesma cama e, sem conseguir dormir, dão asas aos seus mais reprimidos desejos. Quique e Luciano, seus maridos e amigos de longa data, são empresários peruanos de sucesso e não desconfiam de nada. Na verdade, Quique não tem tempo para isso. Ao receber a visita de um jornalista que possui fotos comprometedoras, ele se vê enredado num submundo de intriga e violência controlado pelas mais altas esferas do poder. Parte romance de costumes — na melhor tradição de Travessuras da menina má — parte suspense, Cinco esquinas é um livro envolvente, que retrata uma sociedade às voltas com a corrupção e o terrorismo, acossada pelo jornalismo sensacionalista, mas que luta até o fim pela liberdade.

“De repente, a Baixinha sentiu que o tremor dos seus joelhos tinha parado. E estava sorrindo.”

Esse é o segundo romance seguido que eu leio que tem um pano de fundo baseado em fatos histórico. Antes desse, havia lido Os farsantes, história passada no Haiti, durante a ditadura de Papa Doc. Agora, vamos ao Peru da época de Fujimori (que não é tão distante assim), na década de 90 e se estendeu até o final do ano 2000. O fato mais curioso de todos a respeito do livro é que o autor, Mario Vargas Llosa foi o candidato à presidência do Peru derrotado por Fujimori nas eleições de 1990.

Cinco esquinas é o nome de um bairro muito tradicional de Lima, e leva esse nome justamente porque faz um cruzamento curioso de ruas em um de marcos, fazendo com que essa rua tenha cinco esquinas. Alguns personagens do livros chegam a morar ou passar por lá, mas o bairro em si não tem muito determinância na história.

A temática central do livro é o financiamento do governo à alguns meios de counicação para ameaçar e coagir empresários a apoiá-los. Isso acontece com um dos personagens, o empresário do ramo de mineração, Enrique Cárdenas.

Não dá pra dizer que o livro tenho um personagem principal, pois a história é contada a partir do ponto de vita de vários personagens. Inclusive, no capítulo XX, o ponto de vista de todos os personagens é adotado e as conversas se misturam, fiac bem confuso.

O curioso é que, para um autor premiado com o Nobel de Literatura (2010), esse livro não me empolgou, a história é meio desconexa e algumas vezes, para entender uma parte, eu tinha que voltar e ler de novo, porque parecia que eu tinha perdido alguma coisa. Mas tenho que destacar que as várias partes que narram o cotidiano da Baixinha na redação da Revelações e fora dela são as mais interessantes, mais até que as aventuras sexuais de Marisa e Chabela.

Eu ouvi falar muito bem de outros livros do autor, e já até coloquei na minha lista de desejos, mas como livro educativo e com narrativa interessante, Cinco esquinas não entra no meu TOP 10 :(


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa…

Um comentário

  1. Paulo Sérgio Giusti

    Cinco esquinas é uma boa e bem contada história. Mas longe de ser um romance esperado de um prêmio Nobel.

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