quinta-feira, 20/07/2017
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Resenha: “O bebê de Bridget Jones: Os diários”, de Helen Fielding

o-bebe-bridget-jones Livro: O bebê de Bridget Jones: Os diários
Série: Bridget Jones
Autor: Helen Fielding
Editora: Paralela
Páginas: 208
Tradução: Alexandre Boide
Resenha por: Juh Claro
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“O bebê adora batatas com queijo, e os fetos têm um conhecimento instintivo daquilo de que precisam.”

Depois de muita pressão dos amigos e familiares (e do seu próprio relógio biológico), Bridget está grávida! Como não poderia deixar de ser, esse não era exatamente o seu plano. Agora, ela vai ter que enfrentar os mil conselhos das amigas solteiras (e frequentemente bêbadas), assim como os de mães esnobes e cheias de regras. E, entre aulas de maternidade, toques de romantismo, batatas gratinadas, ondas de hormônios e muita felicidade, ainda vai precisar encontrar a resposta para a pergunta que todos parecem fazer: “Quem é o pai?”.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

#01 - O diário de Bridget Jones Bridget Jones: No limite da razão Bridget Jones: Louca pelo garoto

O bebê de Bridget Jones: Os diários é o quarto livro da série Bridget Jones da autora britânica Helen Fielding e, assim como o primeiro e o segundo, também já ganhou adaptação cinematográfica. Na verdade, o filme acabou saindo antes do livro, o que é um tanto quanto estranho para os fãs da série literária. O livro muda um pouco o formato em relação aos outros dois, uma vez que ela está escrevendo um diário para seu filho ler quando ficar mais velho. Ela diz que vai entregar este e os outros diários que ela escreveu ao longo dos anos para ele entender um pouco da vida maluca dela.

Não estranhe que eu esteja resenhando o quarto livro antes do terceiro. Não esqueci dele não! Acontece que, estranhamente, o terceiro livro, “Bridget Jones: Louca pelo garoto”, se passa no futuro, com Bridget aos 50 anos, já com filhos e tudo mais. Acredito que, se a autora tivesse pensado antes na história deste aqui (que pelo jeito só foi publicado por conta do filme), ela teria lançado na ordem “correta”. O que estou querendo dizer é que não importa a ordem de leitura entre o terceiro e quarto livros, OK?

Bridget viveu diversas situações nos anos que se passaram. Ela quase casou com Mark Darcy, quase se envolveu novamente com Daniel Cleaver e quase se livrou de seu chefe-machista, Richard Flinch. Encontramos nossa protagonista a caminho do batizado de Molly, a filha mais nova de Magda, que será sua nova afilhada – e afilhada também de Mark. Ela não o vê há cinco anos e não sabe se está preparada para este “evento”, mas tenta encarar como apenas mais um batizado (aparentemente ela tem uma grande coleção de afilhados).

É óbvio que tudo era lindo na teoria, mas quando ouviu comentários sobre Mark estar divorciado, aquela “chama adormecida” reacendeu, uma coisa levou à outra e, de repente, lá estavam eles novamente na cama, como se nada tivesse mudado nos últimos cinco anos. Pena que Mark não quis levar adiante e voltamos à Bridget rejeitada e velha demais para seguir em um relacionamento. Ou será que não?

Como o destino gosta de brincar com os sentimentos das pessoas, Bridget acaba cruzando com Daniel em uma festa de premiação e, assim como aconteceu com Mark, uma coisa levou à outra e, de repente, lá estavam eles novamente na cama.

Já dá para imaginar a zona, não é? Bridget obviamente descobre que está grávida e fica louca sem saber quem pode ser o pai. Daniel teria capacidade de seguir com um comprometimento desses? Bridget conseguiria criar um filho junto de seu ex-chefe galinha e irresponsável? E Mark? Ele seria um ótimo pai, mas qual seria sua reação ao saber que tem 50% de chance de ser pai e os outros 50% são de Daniel, o cara que ele mais despreza no mundo?

Pelo fato de Bridget estar em uma idade avançada, sua gravidez é de risco e, para fazer um teste de DNA seria necessário realizar uma amniocentese. Como existe um pequeno risco de aborto ao realizar este “exame”, Bridget decide não seguir em frente e só descobrir quem é o verdadeiro pai de seu filho quando ele nascer. OK, decisão justa, mas como contar para os dois o que está acontecendo?

O que segue é um relato divertido de Bridget indo a exames de ultrassom com Mark e Daniel (separadamente), fazendo aqueles cursinhos básicos de como cuidar de recém nascidos – os três juntos e, claro, tendo que contar a sua mãe sobre a situação toda (o que não será nada fácil) – além do seu trabalho que poderá ser afetado tanto pela gravidez quanto pela nova “chefe” que chegou ao departamento.

Só ficamos realmente sabendo quem é o pai após o nascimento do bebê, mas rola aquela torcida para que seja de um deles… Apesar de a cada capítulo conhecermos diversos lados dos dois e mudarmos de opinião toda hora, no final queremos que seja especificamente um deles e que isso faça com que Bridget tenha um futuro melhor do que seu passado e presente. Um filho pode trazer diversas alegrias e torcemos pela felicidade dela, certo?

Dos três livros que li da série esse foi o que mais gostei. Incrivelmente eu li em 2 dias (porque precisava trabalhar, senão acho que teria lido em uma “sentada”) e fluiu bem. Me vi até rindo! Não sei se pelo fato de ter sido escrito na ~atualidade~ (já que o primeiro foi escrito há 20 anos), mas a história fluiu bem mais facilmente do que as outras.

Assisti ao filme há alguns dias e fiquei super decepcionada. Mudaram bastante a história, colocaram um novo personagem no meio (Patrick Dempsey) e isso meio que perdeu a essência da “graça” de ter dois arqui-inimigos brigando pela paternidade de um filho. Sei que Hugh Grant teve diversos problemas e teve que deixar de atuar, mas podiam ter feito algo diferente – já que Helen demorou tanto para escrever o livro e o lançou após a estreia do filme, podia muito bem ter seguido o mesmo “roteiro” no livro, né? Ou vice-versa. Enfim, para quem for assistir ao filme, não importa se lerá antes ou depois, já que são histórias praticamente diferentes.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Juh Claro

26 anos, formada em Design Digital, cursando MBA em Gerenciamento de Projetos, trabalha como Analista de Projetos em uma multinacional de BPO (aka Contact Center) de segunda à sexta e divide os seus finais de semana e horas vagas entre leituras, shows, viagens e jogos de futebol, quase sempre acompanhada do noivo.

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