quinta-feira, 12/10/2017
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Resenha: “Sombra e ossos”, de Leigh Bardugo

Resenha Sombra e ossosLivro: Sombra e ossos (#01)
Série: Triogia Grisha
Autor: Leigh Bardugo (@LBardugo)
Páginas: 288
Editora: Gutenberg
Tradução: Eric Novello
Resenha por: Bru Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Amazon

Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza: o apoio de seu melhor amigo, Maly, e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras –, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter.

A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras.

Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

“‘Então eu sou prisioneira do Darkling?’
‘Você está sob a proteção dele.’
‘Qual a diferença?’
A expressão de Ivan era ilegível. ‘Reze para nunca precisar saber.'”

Sombra e ossos é o primeiro livro da Trilogia Grisha e ele estava na minha lista de desejados faz alguns tempinho já. Finalmente comprei o primeiro livro na última Bienal do Livro de São Paulo e meu único arrependimento foi o de não ter adquirido logo a trilogia completa de uma vez só!

O livro começa como muitos outros livros ya/fantasia: somos apresentadas a Alina, a heroína que não tem autoestima alta e que é completamente apaixonada pelo melhor amigo, Maly, (e é claro que a princípio ela não é correspondida). Uma garota simples, como outra qualquer, em um universo onde existem pessoas poderosas, capazes de controlar a água, o ar, etc. Esses são os Grishas, cujo líder é o Darkling.

Alina acaba descobrindo que de comum ela não tem nada: é uma Grisha e não tem um poder qualquer, ela é uma conjuradora do Sol e deve dizer adeus à sua vida de cartógrafa e se mudar para um palácio para receber seu treinamento e aprender a lidar com seus poderes. Apesar de parecer estar vivendo um sonho, Alina não gosta da forma como perdeu sua liberdade de ir e vir e ela logo aprende que nem tudo é o que se vê. O pior de tudo é que agora ela está afastada de seu melhor amigo e nem ao menos sabe se ele está vivo ou morto, se está à procura dela ou já a esqueceu.

Deu pra perceber que Sombra e ossos mistura vários elementos de outras séries famosas como Harry Potter e Jogos Vorazes, por exemplo. Entretanto, apesar dessas semelhanças, Bardugo conseguiu dar o seu próprio tom, ritmo e características para a sua história, como os nomes de cidade e sobrenomes que parecer ser de língua eslava, mais puxados para o russo. Apesar de ter uma parte focada em romance, o que faz esse início da Trilogia Grisha girar é o poder.

A personagem de Alina é volúvel e deixa um pouco a desejar. É uma garota ingênua, jogada de repente no meio de pessoas poderosas e que cobiçam cada vez mais o poder, como é o caso do Darkling, que é, de longe, a personagem mais bem construída do livro para mim. Ele é sexy, arrebatador e íncrivelmente poderoso. As cenas dele com Alina são muito boas. Maly, o amigo de Alina, também não deixa a desejar, mas achei que no fim das contas a história tomou um rumo muito óbvio, infelizmente. Espero que existam mais reviravoltas nas sequências.

Não foi aquele livro que me arrebatou e me fez perder a noção do tempo enquanto eu lia. Mas foi uma leitura superinteressante e eu pretendo ler os outros volumes o quanto antes para saber mais sobre o futuro de Alina.

“‘Espero que você não anseie por justiça vindo de mim, Alina. Não é uma das minhas especialidades.'”


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

3 comentários

  1. Briana Evelyn

    Eu li essa série. É boa mas não uma das melhores. No final já estava torcendo pro Darkling. (Sorry, but I was.)
    Alina tinha tudo para se tornar uma baita personagem, mas eu não sei o que dá na cabeça desses autores de achar que nos apaixonamos por meninas fracotas e que depois descobrem super poderes mas no fundo continuam fracotas. Fui até o ultimo livro pra ver se melhorava, mas nada. Gente, tá na hora de eles sairem desse politicamente correto de personagens de livros. Pessoas erradas e que falam palavrão também são cativantes, e acho que a transição desses personagens se torna ainda mais interessante. Eu sempre me identifico pelo personagem com o temperamento, mais agressivo (tipo explosivo) ou aquele coadjuvante, porque são os mais perto de nós.
    Um exemplo é A Maldição do Tigre, a Kelsey quer porque quer ficar com o Ren, o cara que lê Shakespeare, que se sacrifica por tudo, que aceita os tiques dela calado, blá blá blá. Mas o Kishan, que está mudando por ela, que também tem os demônios dele, mas que se sacrifica por ela, ela nem cogita. Não entra na minha cabeça. Sério. O Ren é sem sal demais. Estou lendo pela segunda vez essa série e ainda não consigo entender a Kelsey.
    Mudando de assunto.
    Se você ainda não leu a série O Rei Demônio, leia por favor. (leia mesmo)
    E obviamente, você tem que ler, Trono de Vidro, Corte de Espinhos e Rosas. Essas duas séries são simplesmente fantásticas.

  2. Olha Briana, eu bem te entendo. No meio do primeiro livro estava supertorcendo pelo Darkling já! Hahahahha Vamos ver nos próximos volumes.

    Ainda não li O Rei Demônio, mas estou lendo Corte de espinhos e rosas e adorei!!! Obrigada pelas dicas, estão todas anotadinhas aqui! <3

  3. Briana Evelyn

    Oi Bru.

    Você ta lendo Corte de Espinhos e Rosa, vi que tem resenha no blog! Vi pra continuação dessa série que está demais!!! Meu 100 or. Juro que tive uma síncope quando terminei de ler!!
    Rhysando i love you!!!

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