quarta-feira, 22/03/2017
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Resenha: “O garoto dos meus sonhos”, de Lucy Keating

O garoto dos meus sonhosLivro: O garoto dos meus sonhos
Autor: Lucy Keating (@lucyinwifi)
Editora: Globo Alt
Páginas: 264
Tradução: Luisa Geisler
Resenha por: Bru Fernández
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Desde quando consegue se lembrar, Alice tem sonhado com Max. Juntos eles viajaram o mundo, passearam em elefantes cor-de-rosa, fizeram guerra de biscoitos no Metropolitan Museum of Art… e acabaram se apaixonando. Max é o garoto dos sonhos – e somente dos sonhos – até o dia em que Alice o vê, surpreendentemente, na vida real. Mas ele não faz ideia de quem ela é… Ou faz? Enquanto começam a se conhecer, Alice percebe que o Max dos Sonhos em nada se parece com o Max Real. Ele é complicado e teimoso, além de ter uma namorada e uma vida inteira da qual Alice não faz parte. Quando coisas fantásticas dos sonhos começam estranhamente a aparecer na vida real – como pavões gigantes que falam, folhas de outono cor-de-rosa incandescente, e constelações de estrelas coloridas –, Alice e Max precisam tomar a difícil decisão de fazer isso tudo parar. Mesmo que os sonhos sejam mais encantadores que a realidade, seria realmente bom viver neles para sempre?

“— Quando você se apaixona, o cérebro recebe uma enxurrada de dopamina. O mesmo efeito que as pessoas têm ao usar drogas. Você é basicamente um viciado. Mas, quando o amor, a pessoa do seu afeto, é tirado de você, processamos isso na mesma parte do cérebro que nos diz se nos queimamos, quebramos um osso ou arranhamos a pele. (…) Dor de cotovelo em relacionamentos não é só uma expressão que usamos: tem uma base científica.”

Quem é que nunca teve um amor inventado, o garoto/garota dos sonhos que a gente imagina nos mínimos detalhes pra sonhar todas as noites com ele/ela? Agora imagine que você um dia você seja obrigada a se mudar de cidade e BAM! você acaba cruzando com essa pessoa “inventada” no mundo real. Mas no mundo real, o cara dos seus sonhos tem uma namorada e ela não é você. É exatamente essa a premissa de O garoto dos meus sonhos.

Alice é uma garota exemplar e estudiosa, que precisou mudar de cidade para ir morar na casa que a avó materna deixou para a família depois de falecer. Ela é obrigada a se separar de sua melhor amiga, Sophie, mas as duas continuam mantendo contato. Assim que chega na escola, Alice dá de cara com o garoto dos seus sonhos, literalmente nesse caso, Max Wolfe. Ela se lembra perfeitamente dele, mas a princípio Max não dá o braço a torcer, talvez principalmente por ele ter um relacionamento sério com outra garota, Celeste.

Aos poucos a autora vai revelando a natureza do relacionamento de Max e Alice e as coisas vão se encaixando e acabamos descobrindo mais sobre o mistério da conexão entre os dois protagonistas. O ex-melhor amigo de Max, Oliver, e a melhor amiga de Alice, Sophie, não possuem papeis tão fundamentais para o desenvolvimento da narrativa, mas vou dizer que achei essas personagens muito mais cativantes do que os próprios protagonistas. Oliver e Sophie são de longe muito mais divertidos.

Achei a narrativa um pouco “perdida”, esse seria um típico romance adolescente se não fosse o fator “científico” de estudos e testes relacionados a sonhos/pesadelos. De qualquer forma, essa é uma história muito fofa e de fácil leitura sobre amor e amizade que acaba conquistando o leitor desde as primeiras páginas. A escrita da autora é bem divertida e leve, o que torna O garoto dos meus sonhos uma ótima companhia pra te entreter em uma tarde de férias/verão do lado da piscina, na praia ou simplesmente jogada na cama.

“— A ciência é a explicação para tudo. Nós só precisamos fazer as perguntas certas.”


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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