sexta-feira, 17/11/2017
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Resenha: “O código perdido”, de Kevin Emerson

O código perdidoLivro: O código perdido (#01)
Série: Atlantes, Os
Autor: Kevin Emerson (@kcemerson)
Editora: LeYa
Páginas: 352
Tradução: André Caniato
Resenha por: Bru Fernández
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Romance e mudanças climáticas se unem nesta distopia que tem tudo para agradar aos adolescentes. Fãs da trilogia Divergente e da série Percy Jackson vão adorar a trilogia Os Atlantes. Em O código perdido, primeiro volume desta distopia, Owen Parker precisa desvendar os mistérios que cercam sua descendência para evitar a aniquilação total da raça humana. Ele contará com a ajuda de Lily, uma garota tão encantadora quanto misteriosa, para entender o que está por trás de seu código genético e salvar o planeta Terra, devastado por mudanças climáticas. Para isso, ele precisará escapar do interesse da Corporação Éden nos seus conhecimentos ancestrais e fugir para o deserto pós-apocalíptico fora do domo do Éden. Adolescentes fascinados por histórias de mundos distópicos e obscuros, e também por mitologia, não vão conseguir largar este livro até desvendar o segredo do código perdido.

“— O que eu quero dizer é: será que deveríamos fazer o que quisermos? Não foi assim que todo o planeta se ferrou? Porque pensamos que seríamos capazes de, tipo, falar por holográfico com amigos de Dubai e comer sushi em um restaurante de franquia mexicana ao mesmo tempo, enquanto as roupas que compramos deitados na camas são entregues na nossa porta? Entendeu?”

Desde que O código perdido foi publicado em 2015 eu fiquei com vontade de ler esse livro, apenas pela referência aos Atlantes, moradores da lendária cidade de Atlântida, um dos temas pelos quais eu mais sou apaixonada.

No começo de janeiro tive a oportunidade de finalmente ler o primeiro livro dessa trilogia e… bem, o livro não foi nada do que eu esperava. Mas de um jeito positivo. Esperava um livro mais voltado para o fantástico quando na verdade a narrativa corre muito mais para o lado da aventura, com cavernas, passagens secretas e caveiras que brilham.

O livro começa com o protagonista, Owen, em sua nova moradia, o Acampamento Éden (Alô, Percy Jackson?) contando nadar uma longa distância mesmo com suas cãibras, então ele começa a se afogar, mas é resgatado. Acontece que Owen ficou mais de 10 minutos debaixo da água. A partir daqui ele descobre coisas sobre si mesmo que jamais imaginaria. Quem ajuda Owen nesse primeiro momento é Lilly, uma misteriosa salva-vidas que insiste para que Owen não conte para ninguém sobre seus novos “poderes”. Não dá pra falar muito aqui sem dar spoilers sobre a história, infelizmente.

Apesar do Acampamento ter a aparência de um lugar seguro e de aprendizado, ele e as pessoas que atuam nele guardam segredos muito obscuros que dão um tom sombrio para a leitura e que me pegou desprevenida. Owen começa a notar isso quando vê alguns alunos jogados na ala médica, mas as consequências são muito piores ao longo da leitura. Pontos positivos para o autor!

No universo distópico de Kevin Emerson o aquecimento global forçou a maioria da população a viver embaixo da terra e somente os mais ricos podem continuar vivendo na superfície, mas mesmo assim apenas sob enormes domos. O abuso da tecnologia levou o mundo ao colapso e o mundo jamais será o mesmo, mas eu senti falta de uma crítica mais um elaborada e menos superficial.

O ritmo do enredo é bem inconstante. Começa bem, revela algumas coisas, fica bem morno no meio porém finalmente o autor acha um ritmo mais perto do final, um ritmo que se torna frenético e que me deixou acordada até a madrugada pois queria MUITO saber o que ia acontecer.

A impressão final que tive foi que O código perdido é na verdade uma grande introdução ao universo da trilogia e que a verdadeira ação e desenrolar da história ficaram para os volumes seguintes. Agora é hora de pegar a continuação, A costa negra, que já saiu por aqui também e rezar pra Leya não demorar a publicar o último livro da série, The Far Dawn (O amanhecer distante, em tradução livre), ainda sem título oficial em português.

“Antes do início, houve um fim.”


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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