sábado, 23/09/2017
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Resenha: “Fragmentados”, de Neal Shusterman

FragmentadosLivro: Fragmentados (#01)
Série: Fragmentados
Autor: Neal Shusterman (@nealshusterman)
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Tradução: Camila Fernandes
Resenha por: Monique Marie
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Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria.

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos, desde as mãos até o coração, é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.

O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.

Terei um trabalho absurdo ao escrever a resenha do primeiro livro desta série, sei que no segundo posso soltar um pouco mais pois estarei escrevendo para pessoas que leram esse exemplar, então elas entenderão que setenta porcento ou mais da minha resenha não se trata de spoiler.

Para dar o real valor que esse livro merece eu acho que precisaria de uma resenha em vídeo de no mínimo meia hora e ainda abrir para um fórum de discussões. O autor aborda temas pra lá de polêmicos e nos faz pensar por horas a fio em todos eles, para dar uma real noção do que estou falando: ao terminar o livro contei o enredo para minha mãe e passamos duas horas conversando sobre o aborto e as duas mudaram suas opiniões a respeito do tema.

O que você precisa saber sem estragar qualquer vírgula está na sinopse, apenas ajudo aqui falando que os três jovens fugitivos são Connor, Risa e o caçula Lev de treze anos. Cada jovem com o seu drama pessoal, já que só os jovens com problemas estão nessa “lista” dos possíveis fragmentados e um deles é um tipo de promessa religiosa de sua própria família.

Posso contar também que a narrativa é simples, os lugares são bem construídos e fáceis de serem imaginados, você se sente um pouco perdido no começo mas logo se acostuma, o livro é divido em seis partes e se eu não soubesse que tinha continuação provavelmente surtaria com teorias mirabolantes do que aconteceria a seguir. A narração é em terceira pessoa e esse mundo caótico (imagina um mundo onde os jovens podem perder pedaços do seu corpo simplesmente “porque sim”) acontece em um pós guerra onde eram divididos em “Pró Vida” e “Pró Escolha” dando resultado na “Lei da Vida” (isso vocês entenderão quando descobrirem o porquê dos Fragmentados e uma mistura com o aborto). Além disso existem algumas Leis bem bizarras como a que a mãe que não deseja seu bebê pode deixá-lo na porta de um completo estranho e esse estranho é obrigado a criar essa criança caso a mãe não seja pega em tal ato. Já pensou em algo tão cruel e louco ao mesmo tempo?

Essa é a ideia de Neal, ele te faz pensar demais a cada fato que coloca a sua frente e claro te faz torcer que mesmo com seus problemas, os fugitivos consigam se livrar dessa Lei terrível a que serão submetidos.

Temos 320 páginas que são lidas rapidamente, mas fica o aviso para serem lidas com muita atenção, é informação demais para processar. Outro aviso: quem leu por favor converse comigo para me contar o que achou, ainda acredito que deveríamos criar um dia para debater esse enredo, afinal até onde um governo pode interferir na vida das pessoas? É um 5 estrelas douradas e cheias de glitter.


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

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Sobre Monique Marie

Publicitária frustrada com o pouco dinheiro da área e admiradora de tudo que envolve a política. Gosta de seriados que tenham serial killers, filmes infantis, fanática por futebol e F1, além de tentar competir com o Dr. Reid (Criminal Minds) quem lê mais rápido. Geralmente não gosta de ler o que está "na moda", adora indicações e ainda acredita que muitos livros se vendem pela capa. Não se separa de seu amigo rivotril e escreve no mínimo um texto por dia.

Um comentário

  1. Isabel Weber

    Bom dia!!! Li esta semana o livro, e, achei a ideia da trama fantástica.
    Não sou resenhista nem nada, portanto não vou discutir o enredo hehehe.
    Achei os personagens cativantes, principalmente o Lev, que me fez repensar algumas “lavagens cerebrais” que grupos da sociedade sempre fizeram…
    :)
    Beijos e parabéns pelas resenhas.

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