segunda-feira, 24/04/2017
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Resenha: “Como combater a fúria de um dragão”, de Cressida Cowell

Como combater a fúria de um dragãoLivro: Como combater a fúria de um dragão (#12)
Série: Como treinar seu dragão
Autor: Cressida Cowell (@CressidaCowell)
Editora: Intrínseca
Páginas: 496
Tradução: Liciane Corrêa e Marina Vargas
Resenha por: Bru Fernández
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O emocionante desfecho da série Como Treinar o Seu Dragão coloca frente a frente humanos e dragões. Quem vai vencer a Batalha Final?

Soluço Spantosicus Strondus III morava na pequena Ilha de Berk com um dragão de caça chamado Banguela e um dragão de montaria chamado Caminhante do Vento, em um mundo repleto de dragões. Apesar de pequeno e magricela, era um dos poucos capaz de falar a língua dos dragões. Um dia, libertou sem querer um enorme Dragão-marinho conhecido como dragão Furioso, que estava acorrentado havia mais de cem anos. Esse dragão deu início a uma Rebelião com a intenção de exterminar todos os humanos, e por isso homens e dragões entraram em guerra.

Agora o combate caminha para o seu fim. Quando os últimos raios de sol desaparecerem no horizonte, humanos e dragões travarão a Batalha Final pela sobrevivência.

Como combater a fúria de um dragão começa no Dia do Juízo Final de Yule. Alvin, o Traiçoeiro, está prestes a ser coroado Rei do Oeste Mais Selvagem na ilha do Amanhã, e ele planeja começar seu reinado de terror com a extinção de todos os dragões. Para impedir esse acontecimento trágico, Soluço precisa provar que é o verdadeiro Rei, ser coroado no lugar de Alvin, enfrentar o dragão Furioso e salvar os Vikings e os dragões. Tudo seria um pouco mais fácil se nosso Herói não tivesse perdido a memória e conseguisse lembrar quem ele é…

ATENÇÃO! Esses livro não são os primeiros da série e podem conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

“É assim que começam as lendas…”

Essa série mexeu tanto comigo ao longo desses 12 volumes que eu nem sei por onde começar. Pode soar até estranho, não é, uma adulta ficar abalada com uma série infantojuvenil. Mas a delicadeza com a qual Cressida Cowell expõe seus leitores, adultos e infantis, a um universo de valores, coragem, heroísmo, independência, compaixão e amor… não há coração de pedra que não amoleça!

Cressida Cowell foi bem cruel com seus leitores no final de Como trair o herói de um dragão, terminando o décimo primeiro volume em um momento ao mesmo tempo tenso e triste, com Soluço com apenas um dia para conseguir chegar na ilha do Amanhã sem as Coisas Perdidas do Rei e a morte – heróica, porém muito triste – de Melequento. Mas todos os leitores da série que chegaram até aqui sabem: desgraça pouca é bobagem para a autora. Então logo no começo desse livro, Soluço perde sua memória e não consegue sequer se lembrar do seu próprio nome. Caos generalizado, mas as coisas acabam se encaixando, como sempre.

Alvin, o Traiçoeiro, arqui-inimigo de Soluço, e sua mãe, a bruxa Excelsinor, ainda estão vivos e tentando a qualquer custo coroar Alvin como o novo Rei do Oeste Mais Selvagem. Gostei muito da revelação que temos quando algo sobre o passado de Alvin é revelado, infelizmente não posso falar disso aqui por causa de spoilers. :(

“Tudo que fazemos tem consequências e repercussões, cada ato de bondade e de maldade, cada amizade e cada inimigo que fazemos. Tudo está conectado.”

A escrita de Cowell é muito deliciosa e leve, com um livro, mais uma vez, recheado de curiosas e divertidas ilustrações feitas pela própria autora. A leitura flui tão bem que em uma sentada li quase metade do livro, e olha que para os padrões infantojuvenis Como combater a fúria de um dragão é um catatau de quase 500 páginas!

O desfecho da série foi muito divertido, mas principalmente emocionante. Impossível não deixar algumas lágrimas caírem – e olha que eu estava lendo na sala de espera de um consultório! (#micoalert) Mas não pense você leitor que a autora deu apenas um final digno para Soluço. Temos desfechos para todas as personagens mais queridas: o fiel amigo de Soluço, Perna-de-Peixe, descobre mais sobre seu passado e sobre o que quer ser no futuro; Camicazi, a garota forte que mostra que lugar de mulher também é na batalha; Stoico, o Imenso, finalmente se rende aos talentos do filho e Valhalarama, mãe de Soluço, que é um dos melhores exemplos de feminismo na série, mostra a ele que apesar de nem sempre estar presente, ela o ama e que ele precisava se tornar seu próprio Herói.

Uma série que foi crescendo ao longo das suas publicações e que Cowell consegue amarrar cada detalhe que nos passou despercebido nos outros livros em um final emocionante e poderoso. Já sinto saudades dessas personagens tão divertidas. Para quem acompanhou a série com firmeza, um desfecho incrível. Para quem abandonou no meio do caminho: persistam que vale a pena! Para quem torce o nariz para livros infantojuvenis: vocês não sabem o que estão perdendo! Essa é uma série atemporal que merece ser lida e relida diversas vezes, passando de geração em geração. Pelas mensagens maravilhosas, pela forma como ela mistura fantasia com realidade, pela forma como ela conseguiu me emocionar inúmeras vezes, aqui fica o meu muito obrigada pra Cressida Cowell. ❤️

“Os livros são como os dragões… se não acreditarmos neles, se não os lermos, eles vão deixar de existir. Como, então, vamos aprender a língua e conhecer as histórias dos queridos fantasmas do passado? SALVE OS DRAGÕES. FALE DRAGONÊS. LEIA UM LIVRO.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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