sábado, 18/11/2017
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Resenha: “Darkmouth – Os caçadores de Lendas”, de Shane Hegarty

Darkmouth - Os caçadores de LendasLivro: Darkmouth – Os caçadores de Lendas (#01)
Série: Darkmouth
Autor: Shane Hegarty (@shanehegarty)
Editora: #irado (Novo Conceito)
Páginas: 336
Tradução: Bárbara Menezes de Azevedo Belamoglie
Resenha por: Bru Fernández
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Elas estão chegando! As Lendas (ou melhor, monstros aterrorizantes que se alimentam de humanos) invadiram a cidade de “Darkmouth”. Elas querem dominar o mundo. Mas não entre em pânico! Finn, o último dos Caçadores de Lendas, vai nos proteger. Finn tem doze anos, adora animais, não leva muito jeito para lutar; mas é muito, muito esforçado. E todos nós sabemos que ser esforçado é a melhor arma contra um Minotauro faminto, né? Hum… Pensando bem, pode entrar em pânico. Entre em pânico agora! Corra!

“— Se elas têm medo da chuva — observou Emmie —, a Irlanda não é um lugar muito bom para viverem, é?”

Sabe aquela leitura gostosa, despretenciosa e que acaba te conquistando? Foi exatamente esse efeito que o livro de estreia da série Darkmouth teve em mim.

Os caçadores de Lendas contam a história de Finn, um garoto aparentemente como qualquer outro, mas que tem uma vida completamente diferente de um adolescente normal, e isso o afeta mais do que deveria. Finn faz parte de uma longa linhagem de Caçadores de Lendas, pessoas criadas para dar fim às Lendas que “invadem” o nosso mundo. No contexto da narrativa, quando o autor menciona Lendas ele se refere a famosos monstros: manticoras, minotauros, basiliscos, etc. Acontece que a aparição de Lendas está cada vez mais escassa, tornando os Caçadores cada vez mais raros, menos na cidade de Finn, Darkmouth, para completo desespero do menino.

Todos na cidade sabem da linhagem de Finn e ele não possui muitos amigos. Ok, sejamos sinceros, na verdade ele não tem nenhum. A primeira pessoa que ele deixa se aproximar é Emmie, uma garota nova na cidade. Além de não ter amigos, Finn não gosta de ter seu destino traçado e da necessidade de se tornar um Caçador, assim como seu pai. O garoto tem uma enorme dificuldade para aprender a lutar e usar as armas dos Caçadores – eles têm um Dissecador, arma usada para reduzir o maior dos monstros – ops desculpa, as maiores Lendas – em nada mais que uma “bolinha”.

Finn não leva mesmo jeito pra essa coisa de lutar, atirar primeiro e depois perguntar. O garoto tem um coração muito bom, é extremamente curioso, adora bichos e conviver na sombra do pai prodígio torna as coisas ainda mais difíceis para ele. Principalmente quando Finn começa a perceber que existem muitas coisas sobre ele mesmo e a família deles que o seu pai sabe e não quer contar para ele.

A narrativa começou com um ritmo um pouco lento, com o autor apresentando detalhes do seu universo, mas como os capítulos são bem curtinhos isso facilitou a leitura. Lá pelo meio do livro as peças começam a se encaixar e as engrenagens começam a funcionar, formando uma história rica em detalhes e do nada me vi cheia de dúvidas e querendo saber ainda mais sobre os Caçadores de Lendas da cidadezinha peculiar que é Darkmouth.

Fui ficando cada vez mais envolvida com a história e chegando perto do final me deu um pequeno desespero quando percebi que não haviam páginas o suficiente sobrando para o autor explicar tudo o que eu queria saber. Mas tudo bem, afinal, esse é apenas o primeiro livro da série.

Finn é uma personagem muito carismática, o enredo é leve e divertido repleto de momentos que me arrancaram boas risadas. Vale a leitura pra quem quer uma narrativa com muita aventura!

“E, embora o fato tenha passado despercebido para a população de Darkmouth, todos os peixinhos dourados em um raio de um quilômetro haviam desaparecido de seus aquários.”


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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