quarta-feira, 26/07/2017
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Resenha: “O império de ferro”, de James Dashner

O império de ferroLivro: O império de ferro (#07)
Série: Infinity Ring
Autor: James Dashner (@jamesdashner)
Editora: Seguinte
Páginas: 207
Tradução: Alexandre Boide
Resenha por: Bru Fernández
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Quando Sera, Dak e Riq começaram a viajar no tempo usando o Anel do Infinito, nem imaginavam que navegariam na caravela de Cristóvão Colombo, defenderiam grandes cidades de ataques vikings e mongóis e encontrariam alguns dos personagens mais célebres da história pelo caminho.Agora, os três jovens finalmente voltam até o momento em que a primeira Fratura começou a alterar o curso da história. Sua última missão é salvar Alexandre, o Grande, e para isso terão de contar com a ajuda de ninguém menos do que o brilhante filósofo Aristóteles. Mas eles não são os únicos viajantes do tempo na Grécia Antiga. Uma batalha épica contra seu maior inimigo os espera… e a história será escrita pelos vencedores.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

“Para certas coisas, nunca haveria palavras suficientes.”

Eu acreditava que O império de ferro era o desfecho da série Infinity Ring – erro meu! A série na verdade tem 8 volumes e terminar com Eternity, do autor Matt de la Peña. Mas tudo bem porque algumas coisas ainda ficaram em aberto nesse volume e vão precisar serem resolvidas no próximo volume!

Mas vamos falar de O império de ferro. Pra mim esse volume começou incrivelmente bem com uma partida de jogo entre um mestre e seu aprendiz, mas essas personagens são ninguém menos que Platão e Aristóteles, respectivamente. Eles discutem, ou melhor, filosofam sobre o futuro do mundo de uma forma bem divertida até Aristóteles ser convocado para se tornar tutor do filho do rei Filipe da Macedônia. Um tal de Alexandre, já ouviram falar dele? 😉 Me empolguei horrores, já que o Alexandre é uma das minhas personalidades históricas favoritas. #nerdalert Aliás, não fui apenas eu que tive essa oportunidade, Dak também encontra uma figura da qual ele é muito fã, e o encontro até tira o discernimento do garoto por um breve momento, podendo colocar toda a operação de correção das Fraturas em risco.

“Ele se afastou de seu herói com o coração disparado, enquanto aquelas seis palavras ressoavam em sua mente. Seis palavras das quais jamais se esqueceria.
Faça do mundo um lugar melhor.”

Os heróis da série, Dak, Sera e Riq, vão parar na época da Grécia antiga para corrigir a última e derradeira Fratura: impedir a morte de Alexandre. Acontece que corrigir a última Fratura será um pouco mais difícil, já que Tilda também está na mesma época que eles para tentar atrapalhar tudo e ainda colocar dúvidas na cabeça dos leitores e das personagens, afinal, qual é a verdadeira intenção da SQ? O que eles ganhariam com o fim do mundo? Além da vilã, também reencontramos com os pais de Dak nesse livro, que estavam há muito perdidos no tempo.

Um dos acontecimentos que mais me agradou foi em relação ao Riq. Quem acompanha a série sabe que o jovem especializado em línguas estava em conflito com o retorno dos três para o tempo “presente” depois da correção das Fraturas desde o terceiro livro da série, O alçapão, quando o garoto começa a suspeitar que a sua linhagem foi apagada, logo ele não existiria. Riq tomou uma decisão muito importante para ele e eu tiro meu chapéu para o Dashner que conseguiu encaixar a ficção com a realidade de uma forma muito incrível!

Pra variar, mais uma excelente adição à série, que, infelizmente, está chegando ao fim. Já sou fã do autor desse volume, aliás, comecei a ler a série justamente porque ela iniciou com um livro do James Dashner, que tem uma escrita incrível com páginas cheias de muita ação. Não é à toa que devorei o livro em apenas uma tarde e fiquei com aquele gostinho de quero mais. Ainda mais depois de ler o epílogo… pra quem achou que estava tudo certo e resolvido, fica aí o gancho tenso para Eternity.

“Ficaria aguardando a morte.
Mas a morte não veio.”


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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