terça-feira, 22/08/2017
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Resenha: “O lado mais sombrio”, de A. G. Howard

Coração de açoLivro: O lado mais sombrio (#01)
Série: Splintered
Autor: A. G. Howard (@aghowardwrites)
Editora: Novo Conceito
Páginas: 368
Tradução: Denise Tavares Gonçalves
Resenha por: Nanda Siepierski
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Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas. Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real – o superprotetor Jeb –, mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas. Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa.

“Nunca deixe que ninguém lhe diga que não é normal. Porque para mim, você é. E a minha opinião é que vale.”

Alice no País das Maravilhas sempre foi uma história que me atraiu bastante. O livro de Lewis Carrol trata bastante de curiosidade e é exatamente esse sentimento que tenho em relação à história. Sempre que uma nova narrativa neste universo aparece, minha curiosidade é grande para ver como foi feita a releitura do mundo do País das Maravilhas.

E por isso, peguei para ler essa série. No primeiro livro da saga, O lado mais sombrio (que tem esse mesmo nome), conhecemos Alyssa, uma descendente da Alice Liddel das histórias de Carrol. A família de Alyssa é amaldiçoada com o poder de escutar insetos e plantas, devido à desventuras de Alice no País das Maravilhas. Sua mãe, Alisson, foi internada em uma clínica de pacientes com transtornos mentais quando Alyssa era mais nova e agora, a garota estava receosa que fosse ficar louca como a mãe.

No entanto, ela descobre que se voltar à toca do Coelho Branco, talvez possa libertar sua mãe e ela mesma da maldição e, com isso, se ver livre dos pesadelos e transtornos causados por Alice. Ela toma coragem para voltar ao País das Maravilhas, mais de 80 anos depois de Alice Liddel e, aos poucos, Alyssa começa a descobrir que os mistérios que rondam a maldição são mais assustadores e bem mais complexos do que a garota imaginava. Com a ajuda do amigo (e paixão platônica) Jeb, ela percebe que a cabeça de criança de Alice percebeu o País das Maravilhas de uma maneira bem diferente do que ele na verdade é – sem os monstros e obstáculos que na verdade ali habitam. Tudo fica um tanto quanto complicado e ainda mais distorcido quando outro rapaz bastante sedutor revela-se para Alyssa – esse rapaz é Morfeu (que conhecemos como o deus do sono) e ele vem acompanhando e até treinando Alyssa desde pequena para que ela pudesse quebrar a maldição.

Gosto bastante quando, no enredo de uma história, tem aquele momento que você não sabe se um personagem é bom ou mal – isso me prende. Morfeu é esse tipo de personagem – não dá para prever se ele está brincando com Alyssa, se ele está ajudando, escondendo algo ou se está planejando algo ruim. E gosto do fato dele ter a aparência de um anjo – adoro personagens com asas.

Com essa história, lembrei bastante dos livros que costumava ler há alguns anos, de séries que misturam romance adolescente com fantasia como Sussurro, Fallen e muitas outras. É um bom livro para quem gosta desse estilo fantasioso e de bastante romance – esse livro tem um pouco mais de aventura do que as séries que mencionei.

O lado sombrio é bem interessante tanto nas reviravoltas que apresenta quanto na construção dos personagens. A parte de aventuras também não deixa a desejar, mas a parte que eu mais gostei no livro foi como a autora imaginou o País das Maravilhas. O fato de incluir um personagem inspirado no deus grego do sono e o fato de o País das Maravilhas da autora ser muito mais assustador (e até um pouco grotesco) do que estamos acostumados deixa a história mais interessante. A não ser que você tenha jogado Alice Madness (que convenhamos, é um jogo bem perturbado), você deve se surpreender com a visão da autora.

Espero descobrir um pouco mais sobre essa versão do País das Maravilhas nos próximos livros da série!


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

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Sobre Nanda

Formada em Relações Internacionais e Economia, tem 25 anos, é hiperativa e adora organizar eventos (principalmente de livros). Também adora filmes, livros (principalmente aventuras infanto-juvenis, como Percy Jackson, Harry Potter e The 39 Clues), música, viagens, Disney, desenhos japoneses, maquiagem e coleções.

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