segunda-feira, 24/07/2017
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Resenha: “O primeiro e o último verão”, de Letícia Wierzchowski

O primeiro e o último verãoLivro: O primeiro e o último verão
Autor: Letícia Wierzchowski (@lwierzchowski)
Editora: Globo Livros
Páginas: 152
Tradução:
Resenha por: Nina
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Escrito por Letícia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres, “O primeiro e o último verão” conduz o leitor a reflexões sobre episódios vividos por Clara no passado durante um verão inesquecível na praia de Pinhal. Aos catorze anos, a garota se apaixonou e deu o primeiro beijo, mas foi também quando começou a descobrir todas as preocupações e decepções que existem nas relações de amor. No livro, a personagem revela como conheceu o amor e a morte, e viveu toda a dor e a poesia que há em deixar a inocência da infância para crescer, um processo melancólico e doloroso para todos nós.

“A vida era boa, pensei, caminhando num passo frouxo ao lado das minhas duas irmãs.”

Pensa num livro fofo e gostoso de ler. Se na sua cabeça não veio O primeiro e o último verão, então esse é exatamente o próximo livro que você deve adicionar à sua estante.

Eu amei o modo suave e a inocência com que a autora nos conta a história de um dos verões de Clarinha e seus amigos, em Pinhal. Aquele tinha tudo para ser um verão como outro qualquer, em que os amigos se viam e se curtiam, conversavam e aproveitavam a vida. Mas a vida estava passando e crescer é algo complicado e difícil. E naquele verão, justo aquele verão, tudo mudou.

A Clarinha é uma menina meio boba, com alguns problemas de auto imagem, mas nada grave, coisa da idade mesmo. Mas é uma menina meiga, leal aos amigos, inteligente e bastante sensível. Desde o começo do livro ela fala de sua recém descoberta paixão pelo Deco, um dos meninos da turma da praia de Pinhal. Ela narra a história de seu primeiro amor (de verão) de uma forma leve e inocente.

Ela também fala da relação com suas irmãs, seus amigos na praia, e de como as coisas vão mudando conforme a gente vai crescendo. A parte mais tensa é quando ela fala da relação dos pais, e da tristeza profunda em que sua mãe vive. É muito triste, mas não chega a ser pesado.

Eu estou com um problema muito sério em não amar esse livro, a forma como a autora mostra um pedacinho da perda da inocência da Clarinha, de como ela começa a sair da fase mais infantil para começar a trilhar o caminho para a fase adulta, e de como esse caminho pode ser difícil, mas marcante – de forma que um único verão e seus acontecimentos sejam tão inesquecíveis.

O livro é mais voltado para o público infanto-juvenil, mas é tão gostoso de ler, que eu recomendaria para todas as idades.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

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