quarta-feira, 15/11/2017
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Resenha: “Três coroas negras”, de Kendare Blake

Três coroas negrasLivro: Três coroas negras (#01)
Série: Três coroas negras
Autora: Kendare Blake
Editora: GloboAlt
Páginas: 304
Tradução: Alexandre D’Elia
Resenha por: Bru Fernández
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Três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões.

Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa.

“— Se você não fizer isso, minha rainha, nós faremos. E a nossa maneira será mais lenta que a sua.”

Tive a curiosidade de ler Três coroas negras desde que assisti ao vídeo do Epic Reads abaixo. Imaginem a minha felicidade ao descobrir que a queridíssima GloboAlt resolveu publicar o livro de Kendare Blake no Brasil e ao descobrir também que esse é o primeiro livro de uma série (segundo a autora, será uma tetralogia e o segundo livro – One Dark Throne – sai ainda esse ano lá no exterior).

A narrativa se passa na ilha de Fennbirn, um local onde a cada geração nascem rainhas trigêmas que deverão batalhar entre si sté a morte para ver qual delas será coroada.

Mas não fica por aí, cada uma dessas trigêmeas nasce com um tipo de magia diferente. Na geração que acompanhamos Mirabella é uma elemental, capaz de manipular as forças da natureza; Katharine é uma envenenadora, capaz de ingerir o mais fatal veneno e não sentir seus efeitos; e Arsinoe é uma naturalista, capaz de controlar animais e plantas.

As irmãs são separadas aos sete anos para poderem trabalhar em seus poderes – cada uma em uma parte especial da ilha – e evoluir até o aniversário de 16 anos delas, quando elas irão se matar. Existe uma certa pressão maior na candidata envenenadora, já que o trono tem sido reinvindicado há anos pelas envenenadoras. Entretanto, ao longo da narrativa temos algumas surpresas e reviravoltas inesperadas.

O enredo é contado pelo ponto de vista de diferentes personagens, estilo As crônicas de gelo e fogo, o que é ao mesmo tempo muito interessante e um pouco confuso. Acho interessante porque temos uma visão mais ampla da história e do que está se passando ao acompanhar diferentes personagens, e confuso pois perdemos um pouco de coesão e acabamos não tendo uma visão geral completa, mas pedaços que vão aos poucos montando essa visão geral. Não que isso atrapalhe a leitura, pelo contrário, acredito que a autora usou esse recurso de propósito para que os leitores descubram as coisas aos poucos.

Um detalhe que eu gostei muito, muito mesmo, foi a forma como a autora destacou e explorou a amizade entre as rainhas e suas respectivas amigas. É tão revigorante ver esse tipo de relacionamento destacado em qualquer tipo de veículo de comunicação, ajudando na causa da sororidade. Ainda sobre as rainhas, foi impossível escolher a minha favorita. Cada hora me via torcendo por uma delas, afinal todas têm personalidades fortes, diferentes e cativantes, Kendare Blake soube delinear e construir muito bem as suas protagonistas. Em tempo, achei o arco narrativo da envenenadora Katharine o mais interessante das três nesse livro – a cena logo no início em que ela precisa ingerir as comidas envenenadas é fortíssima e agoniante.

O livro tem um ritmo mais devagar até um pouco mais depois da metade, mas quando a história finalmente engrenou, ficou mais do que incrível. E, pelo-amor-dos-meus-filhinhos que final foi aquele??? Preciso do próximo livro pra ontem! Se você desistiu desse livro no meio do caminho, dê uma chance, leia até o final que você não vai se arrepender.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

9 comentários

  1. Comecei a ler esse livro ontem de noite e abandonei a leitura depois de algumas páginas. Achei péssimo: escrita sem graça, burocrática e cansativa; narrativa arrastada; personagens desinteressantes, fúteis e sem nenhuma profundidade. Não consegui me interessar pela história, pelos personagens ou pelo universo representado no livro. Os primeiros capítulos de um livro são muito importantes para capturar o interesse pelo desenrolar da história e cativar o leitor, mas parece que vários autores desconhecem esse fato. É muito difícil continuar lendo um livro que se revela – logo nas primeiras páginas – tão mal escrito, com uma narrativa arrastada, burocrática e banal, que parece ter sido pensada somente para encher páginas e mais páginas e render vários livros, sem ao menos um momento sequer que desperte nossas emoções; com personagens que agem como autômatos; universo confuso e mal explicado; etc. Depois dessa decepção, passei para outro livro: Caraval de Stephanie Garber e… Outra bomba! Caramba, não sei como fui ter o azar de comprar – “jogar dinheiro fora” se aplicaria melhor, pois os livros não estão baratos – dois livros tão ruins! Estou revoltada!

  2. Edgar Carneiro

    Eu não gostei tanto. Achei se ela perdeu o foco do plot principal. Fica muia coisa sem explicação, coisas vagas. Faltou muitas cenas, o livro poderia ter sido bem maior e com isso uma explicação e desenvolvimento mais acessível.

    Não vou mentir que me senti enganado. Por que o início é bem forte, você já espera algo aterrorizante, e depois é bem brochante.

    Vou ler o segundo e espero que nele ela torne o livro em sague e caos.

    Bjs
    Adoro vocês <3

  3. Adoro seus comentários, apenas! <3

    Vou ler o segundo e espero que nele ela torne o livro em sague e caos.

    Confesso que eu também espero isso…! Sim, faltaram algumas coisas e respostas no livro, mas o final me arrebatou tanto que foquei toda minha fé no próximo volume! Hahahahhaha

  4. Poxa Rachel, jura que vc não curtiu esse e nem Caraval? :( #chateadas

    Esperamos que sua próxima aposta seja mais certeira! Qual foi o último livro que vc leu e te agradou super?

  5. Bru,

    Antes de mais nada, parabéns pelas resenhas e pelo blog – sempre me atualizo em matéria de lançamentos por aqui, obrigada!
    O último livro que eu li e adorei – embora ele não apresente nada de inovador – foi “Nevernight” do Jay Kristoff. Recomendo este livro pra quem curte fantasia e histórias de assassinos. É uma mistura de “O Aprendiz” do Taran Matharu com “Perdão Mortal” da Robin LaFevers e “Caminho das Sombras” do Brandon Sanderson.
    Outro livro que li recentemente e adorei foi “O Ceifador” do Neal Shusterman – que segue essa mesma linha, só que se trata de uma distopia. Ele se passa um futuro onde a ciência avançou tanto que se acabaram as doenças e as pessoas vivem centenas de anos, então, para controlar o avanço populacional, foram criados os Ceifadores. Ambos são livros ótimos – na minha opinião – cheios de ação, aventura, reviravoltas, desses que a gente pega pra ler e não consegue parar e, quando termina, fica desesperada pela continuação…

  6. Só uma correção ao meu comentário…No lugar de Brandon Sanderson leia-se Brent Weeks…rs… Eu adoro a trilogia Mistborn do Sanderson assim como a trilogia Anjo da Noite do Weeks e, por isso, acabo sempre trocando o nome dos dois…

  7. Edgar Carneiro

    ————-ALERTA DE SPOILER——————-

    Oi Bru <3

    Então, pelo menos o final ela tinha que dar Ar da graça e colocar algo impactante, caso contrário eu você e o mundo iriamos abandonar a série neste primeiro livro mesmo hahahahaha

    Vou compartilhar minha suposição que compartilhei com minhas colegas num grupo:

    Muitas ficaram se perguntando como a Katharine conseguiu sair do poço sem fim.

    Devido a sua pequena ligacao com a cobra, desconfiei desde o principio que e la seria uma Naturalista, e tal fato, foi o que a salvou. Em perigo todos os dons são ativados (típico de qualquer livro) é acredito que as plantas/raízes à socorreram.

    E você o que acha?

    Aaaaaaaaa sem contar que aquelas macumbas de sangue na Arsione foi só pra jogar sangue fora ne. Porque não serviram pra nada hahahaha

    Sempre desconfiei que elas tinham sido trocadas, só não sabia que já acertar kkkkk

    Bjs <3

  8. Caraca Edgar, pensei mais ou menos o que vc escreveu aí sobre a Katherine! Será que foi isso mesmo?

    :O

  9. Boa, Rachel! O ceifador está na minha lista de próximas leituras, estou doida pra começar!

    Ahhh menina nem me fale da trilogia Mistborn. Minha vontade é ler e reler essa série até dizer chega. Melhor história, com os melhores personagens!!! Estou doida pra ler Elantris, do mesmo autor. Já leu?

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