quinta-feira, 21/09/2017
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Resenha: “A última camélia”, de Sarah Jio

A última caméliaLivro: A última camélia
Autor: Sarah Jio (@sarahjio)
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Tradução: Ana Paula Mello
Resenha por: Nina
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Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.

Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.

Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro.

No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

“Escondida no escuro, observei enquanto duas sombras eram vistas no terraço à luz da lua.”

Queria ter gostado mais desse livro, porque a escrita é boa. Mas a história tinha tudo para ser melhor.

A história é contada em duas épocas, com duas protagonistas. Em 1940, a protagonista é Flora, uma americana filha de padeiros, contratada para roubar uma flor de uma mansão inglesa. Nos dias atuais, Addison, fugindo de um segredo de seu passado, resolve passar o verão com marido na mansão dos sogros, na Inglaterra.

Flora é do tipo mais corajosa, aventureira, mas embarca numa missão clandestina e perigosa no intuito dde salvar sua família das dívidas. Ela aceita ser babá dos filhos de Lorde Livingston, no intuito de encontrar uma camélia rara, última de sua espécie, a Middlebury Pink. Porém ela acaba se apegando às crianças e deixa esse plano em segundo lugar, ao se dedicar de verdade para que elas sejam mais felizes.

Já Addison é do tipo mais medrosa e cheia de segredos. Um homem misterioso a persegue em busca de dinheiro e vingança por algo do passado de Addison que a atormenta. Vendo-se encurralada, ela decide fugir, ainda que temporariamente – e acaba dando entrando de cabeça nos mistérios da mansão Livingston e da família que lá viveu.

O ambiente da história tem um tom meio Agatha Christie: uma mansão antiga, um mistério em torno da família meio excêntrica e alguns crimes. Tinha tudo para ser excelente, porém as duas histórias não se conectam tão bem, e não fazem tanto sentido. De início, imaginei um desfecho completamente diferente, mas ele foi meio corrido, como se fosse para o livro acabar rápido – destoando completamente do enredo, que tem um ritmo e um volume bom de trama.

A tradução desse livro é muito boa. Não encontrei qualquer trecho que merecia uma colocação diferente, ou ordem de palavras que soasse estranho em português.

Não foi o tipo de livro que me prendeu do início ao fim, mas como eu disse, tem uma história com uma densidade boa, até intrigante, mas tem um desfecho corrido, meio sem graça, que carecia de maior explicação. Ainda não tive oportunidade de ler outras obras da autora, mas esse é um livro que despertou muito interesse.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

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