sexta-feira, 17/11/2017
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Marie Lu fala sobre “Warcross” em Q&A

Original: Good Reads
Tradução: Bru Fernández

Por favor não copie, reproduza, distribua a tradução dessa entrevista de nenhuma maneira sem consentimento prévio.

Um pouco competição faz bem. O exagero pode ser perigoso para sua saúde. Este mês, Marie Lu, autora de Legend e Jovens de Elite, apresenta os leitores a um novo tipo de torneio, um país encantado da realidade virtual cheio de maravilhas sensacionais, aventuras ousadas… e perigos de arrepiar os ossos.

Um toque de alta tecnologia em Jogos Vorazes com tons de Jogador Nº 1 e Snow Crash, Warcross é um thriller de ficção científica exuberante, fundamentado por sua heroína forte e inteligente, Emika Chen. Emika não é competidora qualquer. Hacker e caçadora de recompensas, ela entra no mundialmente famoso torneio Warcross como espiã. A fama e a fortuna aguardam o vencedor, mas a traição devastadora e a ruína espreitam em cada turno.

Warcross

Lu, que trabalhou na indústria de videogames antes de se tornar uma autora de best-seller, responde perguntas dos leitores do Good Reads sobre abraçar sua Emika interna, passar tempo com seus colegas da Sonserina (em seus sonhos mais loucos de Hogwarts) e encontrar inspiração em sua caverna de escrita ocasionalmente “escura e deprimente”.

Kim – Sei que a música é uma grande parte do seu processo de escrita. Qual música você ouviu enquanto escrevia Warcross?
Marie Lu – A trilha sonora de TRON, a trilha sonora de Stranger Things e uma série de trilhas sonoras de video game. Tudo, de Sonic the Hedgehog a Final Fantasy, a jogos indie como Sword & Sworcery. Limito minhas playlists principalmente para música sem letras, quando eu estou desenhando, para que as palavras não me distraiam.

Vicky – Qual é uma das suas citações favoritas de Warcross que você acha que realmente incorpora a novela?
Marie Lu – “Tudo é ficção científica até que alguém torne esse algo em ciência.”

Mia – Estou obcecada com seus poderes de construção de universo, e gostaria de poder visitar todas as terras que você descreve (algumas delas por mais tempo do que outras). Se você pudesse se transportar para qualquer universo de um livro por um dia, qual você escolheria?
Marie Lu – Obrigada por palavras tão gentis! OK, eu adoraria estar em Hogwarts por um dia, mas não gostaríamos todos nós! Vai Sonserina! Eu também adoraria explorar o universo da série Redwall, de Brian Jacques. Esses livros foram os primeiros romances de fantasia que li, e eu ficava obcecada com eles.

Sidney – O que você considera ser a parte mais gratificante de ser uma escritora?
Marie Lu – Ouvir e conectar-se com os leitores depois de um livro sair para o mundo. Quando estou sozinha na caverna de escrita (escura, deprimente, frustrante, raaargh), é fácil esquecer que estou criando algo que vou compartilhar com um público. Então, quando percebo que alguém leu o livro e talvez até tenha gostado… não há melhor sensação.

Mateus – Nos agradecimentos de Estrela da Meia-Noite, você mencionou que a Adelina foi um pouco baseada em você, as partes de você quando você luta, fica chateada, sente-se traída, etc. A Emika Chen de Warcross tem base em seu passado como designer de videogames ou ela é baseada em outras partes da sua vida?
Marie Lu – Emika Chen é meu personagem de auto-inscrição e realização de desejos. Sua história realmente contém algumas anedotas do meu passado na indústria de jogos. Eu dei a ela muitas das minhas paixões (por exemplo, arte, tecnologia, jogos) e minhas falhas (como a minha tendência de dizer exatamente o que é errado na hora errada e meu medo de me abrir para os outros). Porém, não sou uma prodígio quando se trata de computadores; nem de perto tenho seu nível de coragem ou tenacidade. Esses traços foram tirados da minha mãe!

Nima – Quantos livros não publicados ou semi-acabados você tem espalhados pela casa?
Marie Lu – Tenho cinco manuscritos acabados, inéditos. Quanto às histórias semi-acabadas… não consigo nem contar. Dezenas, provavelmente!

Adrianna – Qual é o seu poder favorito no universo de Jovens de Elite?
Marie Lu – Gostei muito de escrever sobre o poder de Raffaele, a capacidade de sentir os pontos fortes, fracos e as emoções dos outros. Porém, adoraria ter o poder do vento de Lucent, só porque isso significa que eu poderia voar!

Jennifer – Quando você fica presa em uma trama e não sabe para onde levar a história, o que você faz para encontrar inspiração novamente?
Marie Lu – Quando fico presa na trama, geralmente significa que meu poço criativo está seco, então vou me afastar da escrita e, em vez disso, mergulhar nas criações de outras pessoas – livros, videogames, filmes, música – para encher o poço novamente. Quase sempre saio de uma sessão dessas com novas ideias.

Sasha – Você ainda fica nervosa antes de um de seus livros ser publicado? Espero que você saiba o quanto nós amamos e apreciamos seu trabalho!
Marie Lu – Você é tão gentil. Obrigada! Fico uma completa bola de nervos antes de cada livro ser publicado, especialmente se o livro for o primeiro de uma nova série. Agora, nas semanas anteriores ao lançamento de Warcross, estou tendo problemas para dormir durante a noite e concentrar-me em tarefas importantes. Vou ter sonhos esquisitos e esquecer as coisas com frequência. Mas toda a ansiedade pré-lançamento, cada pedacinho, vale a pena se vocês gostarem da história. Obrigada por me darem o privilégio de escrever para todos vocês!

Maryanne – Com qual dos seus personagens você gostaria de ser mais parecida?
Marie Lu – Uma combinação de June e Emika, eu acho. Ambas tendem a fazer o certo, mesmo quando é difícil, e mudam de pensamento quando percebem que estão erradas sobre alguma coisa. No entanto, é muito mais fácil para mim escrever esses traços do que praticá-los! Tentei voltar atrás contra o lado “agradável” de mim ultimamente porque simplesmente não podemos nos dar ao luxo de sermos passivos nos dias de hoje. Nem June, nem Emika toleram a injustiça, mesmo quando isso não está em seus melhores interesses. Eles tomam medidas, e eu admiro isso nelas.

Até o momento do post da tradução dessa entrevista, não há previsão de publicação de Warcross no Brasil.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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