quarta-feira, 11/10/2017
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Resenha: “O enigma de Blackthorn”, de Kevin Sands

O enigma de BlackthornLivro: O enigma de Blackthorn (#01)
Série: Christopher Rowe
Autor: Kevin Sands (@kevinsandsbooks)
Editora: LeYa
Páginas: 352
Tradução: Lenita Esteves
Resenha por: Bru Fernández
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Após uma série de assassinatos, um aprendiz de boticário precisa solucionar enigmas e decifrar códigos na busca por um segredo que pode destruir o mundo.

Poções, quebra-cabeças e uma ou outra explosão. Tudo isso pode acontecer em um dia normal de trabalho do jovem Christopher Rowe, aprendiz de boticário. Mas o que ele não sabe, e logo vai perceber, é que este é um péssimo momento para ser assistente de Benedict Blackthorn. Uma série de assassinatos abala Londres, e Christopher está na mira. Seus únicos aliados são seus melhores amigos. Suas únicas pistas são uma mensagem codificada sobre o projeto mais perigoso de seu mestre, e um aviso criptografado: “Não conte a ninguém!”. Agora, resta a ele desvendar o código e descobrir o segredo que pode destruir a humanidade. Ou se tornar a próxima vítima.

Uma história que faz perder o fôlego, repleta de suspense, mistério, e personagens inesquecíveis.

“— O senhor tem ideia de quantos livros aquele velho tinha?”

Quando peguei O enigma de Blackthorn para ler, esperava uma história mais infantil e bobinha. Apesar do público-alvo do autor realmente ser uma galerinha mais jovem, foi uma delícia acompanhar as aventuras de Christopher Rowe nesse mistério histórico que traz aos leitores um enredo que mostra acima de tudo o poder da amizade. Afinal, essas são as melhores histórias, não é mesmo?!

O enredo se passa em Londres, no ano de 1665. O protagonista, Christopher Rowe, é aprendiz do boticário Benedict Blackthorn. (Pra quem não sabe, os boticários são os predecessores dos farmacêuticos, em uma época em que os medicamentos eram elaborados a partir de princípios ativos presentes na natureza.) O protagonista é cativante, apesar de cair no clichê de ser órfão. Entendo que é um ótimo recurso usado pelos autores para justificar uma criança sair por aí em grandes aventuras sem a supervisão de um adulto, afinal, Blackthorn deixa seu aprendiz livre para fazer o que bem entender.

O nosso herói é superinteligente e gosta de aprender sobre tudo que está a seu alcance. Isso ajuda muito quando ele fica determinado a investigar o culto ameaçador que está assassinando todos os boticários da cidade, ainda mais quando o seu mestre se torna uma vítima e o próprio Christopher se torna um suspeito.

Tom, melhor amigo de Christopher, é uma ótima adição e os dois garotos formam uma parceria bem interessante e que funciona muito bem. Tom é extremamente leal ao amigo e topa fazer parte dos planos mais malucos de Christopher – que não são poucos e alguns são bem malucos! Não preciso nem dizer que relação dos dois me lembrou muito do Cebolinha (Christopher) e do Cascão (Tom) e seus planos malucos. Só achei que faltou uma representatividade para as garotas aventureiras que possam se deparar com essa leitura, uma das poucas falhas da história de Kevin Sands.

Para quem gosta de ciências e mistérios, esse livro é um prato cheio: as páginas estão repletas de enigmas. Uma aventura deliciosa de se ler! Mal posso esperar para ler sobre as próximas aventuras de Christopher e Tom. Para quem não sabe, esse é o primeiro livro de uma trilogia. Os próximos volumes são A marca da praga e A maldição do assassino (ambas traduções livres dos títulos originais).

“Eu prometo, mestre. Independentemente do que o senhor tenha pedido, vou fazer. Não vou chorar. Não vou descansar. Não vou fracassar.”


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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