quarta-feira, 15/11/2017
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Resenha: “Crueldade”, de Scott Bergstrom

Livro: Crueldade (#01)
Série: The Cruelty
Autora: Scott Bergstrom
Editora: Seguinte
Páginas: 376
Tradução: Álvaro Hattnher
Resenha por: Monique Marie
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O mundo de Gwendolyn Bloom vira de cabeça para baixo quando seu pai desaparece durante uma viagem de trabalho. Ela logo descobre que ele não é o homem que, por dezessete anos, achou que fosse — e essa é só a primeira de muitas revelações que Gwendolyn terá pela frente. Sem poder contar com a ajuda de mais ninguém para encontrá-lo, a garota parte em uma jornada tão perigosa quanto alucinante, seguindo os rastros do pai pela Europa. Porém, para se infiltrar — e sobreviver — em um novo mundo cheio de maldade e perversão, ela precisará deixar toda a sua vida para trás, assumir uma nova identidade e se tornar alguém tão cruel quanto seus piores inimigos.

Me apaixonei pela sinopse e quase que repeti um mantra para não esperar demais do livro já que todos os que coloquei expectativa nas alturas acabei me dando mal. Já começo avisando que é um 3,8 de 5. Nada mal né? Não sei explicar o que ficou faltando, mas sabe aquele “que” a mais que você espera? Pois bem, eu não o encontrei no livro, mas também não fez com que a história fosse ruim, eu realmente aguardo a continuação.

A ambientação da história é ótima, você consegue facilmente imaginar cada passo que Gwen dá para desvendar um dos maiores mistérios de sua vida. Aliás, imaginar é algo que acontece muito em relação a nossa personagem central, principalmente em relação a construção de como ela é. Sabe aquela pessoa boa demais que pode apertar um botão e explodir o mundo? Para mim é essa a nossa personagem. Existem outras tão importantes quanto ela que serão introduzidas no decorrer da narrativa, mas não sei dizer ao certo até que ponto estaria a estragar a surpresa em revelar, melhor deixar desse tamanho.

Temos uma narrativa bem construída, que consegue envolver o leitor e querer sempre saber mais, ou até tentar adivinhar o que vai acontecer com as mudanças drásticas a cada nova decisão. Para mim esse é um ponto muito positivo do autor, já que transformar uma menina que perdeu a mãe de forma bizarra, que sofre bullying por não se encaixar ao padrão das escolas onde vive em uma quase psicopata à procura de seu pai não é uma tarefa fácil e Scott a fez com maestria na minha humilde opinião.

Imaginem um livro que detalha um treinamento exaustivo de uma jovem para se tornar uma quase espiã misturado com muito drama pessoal e sede de vingança. Seria um resumo do resumo sem spoilear vocês.

É um livro bem interessante sobre vários aspectos, incluindo como lidar com o sentimento de ódio e vingança que pode nascer dentro de nós e em mostrar que sempre podemos ir um ponto além do que achávamos. Se vocês se afastarem um pouco da história central que não é algo comum a vida de qualquer pessoa, eu acredito que dá para refletir com muitos tópicos abordados, se mais alguém leu seria interessante comentarem se também se sentiram assim.

Crueldade termina claramente de uma forma que você não espera, da mesma forma que você não espera que metade do livro aconteça, o que é legal para um livro que esperava tanto. Fica aqui o meu carimbo de “leia”! Tenho certeza que não será tempo perdido.

Ah, antes que esqueça: a capa do livro é maravilhosa, a tradução percebe-se que foi bem feita e a revisão também, acho legal falar disso porque alguns livros vieram com erros que não estamos acostumados. ;D


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Monique Marie

Publicitária frustrada com o pouco dinheiro da área e admiradora de tudo que envolve a política. Gosta de seriados que tenham serial killers, filmes infantis, fanática por futebol e F1, além de tentar competir com o Dr. Reid (Criminal Minds) quem lê mais rápido. Geralmente não gosta de ler o que está "na moda", adora indicações e ainda acredita que muitos livros se vendem pela capa. Não se separa de seu amigo rivotril e escreve no mínimo um texto por dia.

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