quinta-feira, 24/05/2018
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Resenha: “O beijo traiçoeiro”, de Erin Beaty

O beijo traiçoeiroLivro: O beijo traiçoeiro (#01)
Série: The Traitor’s Circle
Autor: Erin Beaty (@ErinBeatyWrites)
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 440
Tradução: Guilherme Miranda
Resenha por: Juh Claro
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Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

Os primeiros capítulos de O beijo traiçoeiro começam em marcha lenta, mas quando engata a primeira, vai que vai. Um pouco antes da metade dele eu estava super entretida e não consegui parar de ler até chegar ao último parágrafo. Mesmo sendo um pouco parados, os primeiros capítulos são essenciais para entender o enredo todo da história, então não dá para descartá-los. Apesar de não haver menção de que ano exatamente nos encontramos, aparentemente estamos ambientados no meio do século XIX.

Somos apresentados a Sage Fowler, uma garota nada comum às outras que vivem ao seu redor. Não tem como não lembrar-se de Mulan quando a conhecemos, já que a sua família a está levando à casamenteira da cidade – e Sage é bem a cara de Mulan mesmo, já que não tem jeito nenhum para casamento ou para ser uma dama. A casamenteira, percebendo que não encontrará um cavalheiro tão facilmente para a jovem, resolve propor que Sage seja sua assistente, disfarçada como pretendente para acompanhá-la em uma viagem ao Concordium – um evento que une jovens nobres, homens e mulheres – com o intuito de espionar os possíveis pretendentes.

Em paralelo, temos uma possível guerra prestes a acontecer e é aí que conhecemos Alexander Quinn, um soldado deste mesmo reino. Ele tem uma missão um pouco diferente e inesperada: proteger as damas a caminho do Concordium – mas ao mesmo tempo investiga sobre um possível cerco militar que se ergue nas fronteiras dos reinos.

É durante esta viagem que conhecemos mais Sage, Quinn e os meninos e meninas que estão a caminho do Concordium. E é aqui que temos o primeiro problema: ao nos apresentar às damas que estão a caminho de um evento casamenteiro, a autora acaba cometendo um erro grave: ao invés de aproveitar o universo feminino e dar empoderamento a elas, ela acaba enaltecendo somente o diferencial de Sage – inferiorizando as demais, mostrando como são fúteis, submissas e mesquinhas. Além disso, o universo das “noivas” e mulheres não foi muito bem desenvolvido, então não sabemos muito sobre as meninas, apenas da Sage e a casamenteira.

Por outro lado, o universo masculino foi bem desenvolvido e é aqui que mora todo o suspense e parte da aventura. Conhecemos os soldados, são ditos vários nomes que têm uma boa importância ao longo da história, como Rato, Ash Carter, Casseck e Charlie. É difícil explicar o porquê de tantos nomes e o papel de cada um, pois é aí que começa o mistério e a parte intrigante do enredo.

O próximo volume tem lançamento previsto para maio desse ano no exterior, mas ainda não temos informações divulgadas pela editora Seguinte – responsável pela publicação nacional da obra, sobre a edição brasileira.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Juh Claro

27 anos, formada em Design Digital, MBA em Gerenciamento de Projetos, trabalha como Analista de Projetos em uma multinacional de BPO (aka Contact Center) de segunda à sexta e divide os seus finais de semana e horas vagas entre leituras, shows, viagens e jogos de futebol, na maioria das vezes acompanhada do noivo.

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