quinta-feira, 19/07/2018
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Resenha: “A noite”, de Elie Wiesel

a noiteLivro: A Noite (#1)
Autor:Elie Wiesel
Série: Trilogia A Noite
Editora: Ediouro
Páginas: 120
Tradução: Irene Ernest Dias
Resenha por: Cine
Comprar: Amazon Cultura

Neste livro de memórias, hoje um clássico, Elie Wiesel narra os horrores dos campos de concentração alemães na Segunda Grande Guerra. Sobrevivente das iniqüidades impostas aos judeus, Wiesel, ainda criança, sofreu intensamente as barbáries de uma guerra onde seres humanos foram tratados por seus semelhantes como animais destituídos de quaisquer qualidades.

Eu sempre fui muito curiosa por histórias que se passam na época da Segunda Guerra Mundial, e por alguma razão eu não sabia da existência de A Noite até alguns meses atrás quando o vi na lista de livros favoritos de uma Booktuber que admiro demais. No outro dia já corri para achá-lo e o li em algumas horas. Não só por ser um livro super curto de memórias, mas também por ser uma história tão intrigante e bem escrita.

Nascido no seio de uma família judia na Romênia, Elie Wiesel era adolescente quando, juntamente com a família, foi empurrado para um vagão de carga e transportado, primeiro para o campo de extermínio, Auschwitz e, depois, para Buchenwald. Após a agonia que viveu como prisioneiro de Hitler, Elie Wiesel encontrou uma arma para evitar que algo semelhante ocorresse novamente – a memória. O autor, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1986, narra em “A noite” os horrores que presenciou nos campos de concentração alemães na Segunda Guerra Mundial, inclusive a morte de seus pais e sua irmã mais nova.

Por ser um livro de memórias é um pouco complicado tentar dividir essa resenha em execução da história, escrita, personagens, etc. Os personagens, além de Elie e seu pai, são todos secundários, mas estão descritos ali por terem sua importância em tudo o que Wiesel passou durante seus anos nos campos de concentração nazista. Vemos ele passar de um menino inocente, tentando entender tudo o que está acontecendo, para um homem que teve que amadurecer cedo demais, devido a todos os horrores que ele passa durante a Guerra.
Viver tudo o que ele viveu e conseguir escrever de uma forma tão bonita é algo de se admirar. Por diversos momentos eu me senti extremamente desconfortável lendo A noite, tendo que parar para me recuperar do que estava lendo e seguir adiante para saber o final dessa história de vida devastadora. Meu coração se quebrou em diversos momentos com as memórias de Elie, a cada página ele relatava algo que me fazia ficar pensando ‘Meu Deus, isso realmente aconteceu. Como? Como? Como?”

Um livro de memórias curtinho e incrivelmente bem escrito por uma pessoa com uma história de vida tão triste e ao mesmo tempo poderosa.

Depois que terminei de ler – e preciso apontar aqui que o li em inglês, por isso não posso comentar sobre a tradução de nenhuma das edições lançadas no Brasil – fui procurar mais sobre o livro e acabei descobrindo que ele faz parte de uma trilogia de histórias da Segunda Guerra Mundial. Sendo este de memórias, mas os outros dois de ficção. Sei que todos foram lançados no Brasil, mas não sei se ainda estão disponíveis pois as edições já têm mais de 10 anos. Contudo, fica a fica para quem também é interessado na temática e gostaria de ler essas memórias, procurar em sebos e livrarias, porque vale muito a pena.

Sobre Cine

Jornalista e professora de inglês, vivendo o sonho de morar em Nova York e ainda tentando descobrir se seria possivel viver dentro de uma da Barnes and Nobles. Viciada em cultura, passa os dias tentando decidir que livros ler enquanto tenta se encontrar na vida.

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