sábado, 21/07/2018
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Lançamentos Rocco – julho/2018

Sem coraçãoLivro: Sem coração
Autor: Marissa Meyer
Tradução: Regiane Winarski
Comprar: Saraiva Amazon

Marissa Meyer recria o passado da famosa Rainha de Copas, personagem do clássico Alice no País das Maravilhas.

Sem coração é a história da jovem de 17 anos que sonha em abrir uma confeitaria com sua melhor amiga e empregada, Mary Ann. Mas Catherine é de família nobre, e confeiteira é uma função exercida por meros plebeus. Para realizar seu sonho, Catherine tenta conquistar o rei, enviando para ele macarrons, tortas de limão e outras delícias. O que ela não previa era que o rei se apaixonasse por ela e a pedisse em casamento. E pior: numa das festas no palácio, ela conhece o Coringa, o novo bobo da corte, por quem se apaixona perdidamente. Nasce aí um amor proibido que marcará a vida de Catherine para sempre.

Com uma narrativa cinematográfica, que revisita o universo de Lewis Carroll com personagens bem construídos e uma trama de ritmo frenético, Meyer oferece uma visão do País das Maravilhas diferente de qualquer outra já imaginada até aqui. Estão lá também Jest, o coringa, e a paixão da jovem confeiteira; o gato Cheshire, o fofoqueiro do Reino; e outros personagens do clássico de Lewis Carroll.

O carcereiroLivro: O carcereiro – O Japonês da Federal e os presos da Lava Jato
Autor: Luís Humberto Carrijo
Comprar: Saraiva Amazon

Sem dizer uma só palavra, Newton Hidenori Ishii, agente de Polícia Federal, Classe Especial, se tornou um ícone na maior operação policial contra a corrupção no país. À frente das escoltas de algumas das primeiras prisões da Lava Jato, como as dos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, o servidor lotado em Curitiba – chefe da carceragem por onde passariam nomes como José Dirceu, Antonio Pallocci e Eduardo Cunha – começou a chamar a atenção da imprensa e do público pela fisionomia sempre circunspecta: nascia o icônico Japonês da Federal. As histórias por trás dos indefectíveis óculos escuros, entre elas revelações em primeira mão sobre o dia a dia atrás das grades de políticos e empresários, estão em O carcereiro – O Japonês da Federal e os presos da Lava Jato, livro do jornalista Luís Humberto Carrijo.

Em 2016, à frente da agência de comunicação que cuidava da assessoria de imprensa de uma entidade que representava os policiais federais, Carrijo intermediou e acompanhou uma entrevista de Newton ao repórter britânico Jonathan Watts, do jornal The Guardian. Ao longo da conversa, se deu conta de que, para além de um rosto emblemático da Lava Jato, o Japonês da Federal era um baú de revelações surpreendentes e testemunha viva de aspectos ainda inexplorados pela mídia. Depois disso, durante dois anos, Carrijo foi diversas vezes a Curitiba, produzindo o livro entre encontros com um entrevistado formal e evasivo diante do gravador – mas falante e sem papas na língua ao falar em off.

Está tudo em O carcereiro, a conclusão de um trabalho intenso que registra um olhar inédito e privilegiado sobre um dos mais importantes eventos políticos da história do Brasil. Como escreve o autor no prefácio, a realidade “é inevitavelmente distorcida, dependendo de quem a vê e com que interesse a vê. A dissonância cognitiva entre quem relata e quem lê determina os julgamentos”. A obra tem o imenso mérito de apresentar o ponto de vista pessoal de alguém que esteve no centro da ação desde os primeiros momentos da operação.

Mesmo que o conteúdo das revelações de Newton já fosse suficiente para fazer da obra um documento fundamental, ela conta ainda com entrevistas exclusivas (depoimentos sobre o “carcereiro”, a operação e sobre si mesmos) de quatro condenados pela Lava Jato: o empresário Adir Assad, o doleiro Alberto Youssef, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque. Complementado com um apêndice, que organiza os dados numa linha do tempo e compila os números impressionantes da investigação desde 2014, O carcereiro, de Luís Humberto Carrijo, chega ao público como um dos livros mais completos sobre os bastidores da corrupção no país.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

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