Resenha: “O aliado oculto”, de Daniel Silva
Livro: O Aliado Oculto
Série: Gabriel Allon
Autor: Daniel Silva
Editora: Amarilys
Páginas: 450
Resenha por: Bruna
Compre: Saraiva
Poucos meses após o sucesso de uma operação que desmantelou uma perigosa célula terrorista islâmica, Gabriel Allon – o obstinado herói do serviço secreto e um dos melhores restauradores de arte do mundo –, volta a campo para o que prometia ser uma simples missão de controle de danos: viajar até um país estrangeiro para limpar os arquivos de um colaborador local que fora assassinado. Assim que chega à Holanda, porém, Gabriel descobre indícios de uma conspiração terrorista com origem no submundo de Amsterdã: um plano prestes a se desenrolar do outro lado do Canal Inglês, em plena capital do Reino Unido. O alvo da ação torna-se conhecido com o violento sequestro de Elizabeth Halton, a filha do embaixador americano em Londres. No entanto, ao expor-se diante dos sequestradores, Gabriel também tem seu destino selado. Trabalhando mais uma vez em colaboração com o serviço de inteligência americano, ele se vê numa corrida contra o tempo para resgatar Elizabeth antes que não cumprimento de exigências que colocariam o mundo inteiro em perigo a condene a uma execução brutal. A busca o leva da Alemanha até os recônditos da Dinamarca, forja uma aliança inusitada com um homem que perdeu tudo por conta da devoção ao Islã e o força a questionar a legitimidade das táticas habituais em seu ofício. Um dilema moral que pode colocar sua própria vida na berlinda.
- (…) Infelizmente, os objetivos dos terroristas não mudaram e a geração que logo irá emergir dos escombros deixados no Iraque será muito mais violenta e volátil do que a que saiu do Afeganistão.
- E se ousarmos contra-atacar, somos acusados pelos próprios terroristas de sermos os verdadeiros terroristas.
- Essa é a arma secreta deles, Mikhail. É bom se acostumar. (…)
Muito melhor do que o seu precedente, porém com o mesmo tema central sobre o terrorismo, O aliado oculto pode ser definido com apenas uma palavra: atual. Apesar de ter sido lançado originalmente em 2007 e aqui no Brasil em 2010 pela editora Amarylis – que fez um ótimo trabalho de tradução e deixou as capas da coleção muito bonitas – o tema do livro não está desgastado, muito menos desatualizado. Temos nesse livro como personagem principal novamente Gabriel Allon, um excelente (ocasional) profissional do Serviço Secreto israelense e exímio restaurador de arte. Gabriel é chamado por seus “chefes” para uma missão aparentemente de rotina: ir para Amsterdã examinar os arquivos de um analista de terrorismo holandês, que foi assassinado e era um contato do Serviço Israelense. Porém ao chegar na cidade, Allon descobre uma conspiração terrorista sendo promovida no undergroung islâmico de Amsterdã.
O plano? Sequestrar Elizabeth Halton, a filha do embaixador dos Estados Unidos na Inglaterra. Gabriel e seu ótimo instinto chegam com apenas alguns segundos atraso e ele não consegue salvar Elizabeth, e se vê, novamente, levado até a inteligência americana para trabalhar no resgate da jovem sequestrada, em uma corrida frenética contra o tempo.
Como afirmei no começo da resenha, esse livro tem uma temática super atual e nos ajuda compreender melhor os conflitos que ocorrem nos dias de hoje em nosso mundo. Como o autor, Daniel Silva, trabalhou como correspondente da CNN, ele dá um tom real à sua história e chega a ser aterrorizante pensar que, para os habitantes de alguns países europeus, a probabilidade de um ataque terrorista ocorrer a qualquer momento é muito alta. O autor também mostra o lado dos terroristas e como eles acreditam estar fazendo o que acham que é certo, e sua enorme fé. Nesse livro fica claro que é praticamente impossível argumentar com os extremistas.
Uma das coisas que me faz gostar muito dos livros do Daniel é que sua personagem principal não é americana, nem britânica, não faz parte da CIA, FBI, MI5, MI6. O fato de Gabriel Allon ser israelense e membro do Serviço Secreto dá um ar completamente diferente a toda história. Não existe aquele patriotismo fanático americano, mas sim uma crítica à atitudes tomadas por esse país. Não existem agentes fodões a lá James Bond cheios de tecnologias, que pulam de aviões; temos agentes reais, com sangue frio, armas boas porém simples e milhões de histórias de operações realizadas para contar. Chega a ser genial o quanto Gabriel conhece sobre as atitudes do inimigo, conseguindo, a praticamente todo momento, antecipar os movimentos deles.
É uma leitura bastante densa, não tente ler esse livro em 3, 4 dias. Você pode até conseguir, mas será uma leitura superficial e você vai perder uma ótima oportunidade de entender melhor essa guerra do terrorismo, os conflitos no Egito, as verdadeiras intenções de um terrorista e suas motivações, os problemas pessoais de alguns países da Europa e como não se pode generalizar um povo todo. Lembrando, claro, que apesar de essa ser uma obra de ficção, em alguns momentos ela parece – assustadoramente – real demais.
Resenha e promoção: “Ecos da morte”, de Kimberly Derting
Livro: Ecos da morte
Série: The body finder
Autor: Kimberly Derting
Editora: Intrínseca
Páginas: 268
Resenhado por: Karol
Compre: Saraiva
Violet Ambrose tem dois problemas: o dom mórbido e secreto que carrega desde a infância e Jay Heaton, seu melhor amigo, por quem está apaixonada. Aos dezesseis anos e confusa com os novos sentimentos em relação a Jay, ela está cada vez mais desconfortável com a sua estranha habilidade. Violet encontra cadáveres. Desde muito pequena, percebe os ecos que os mortos deixam neste mundo. Ruídos, cores, cheiros. Mas não todos: apenas os das vítimas de assassinato. Para ela, isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes, tudo o que encontrava eram pássaros mortos, deixados para trás pelo gato da família. Mas quando um serial killer começa a aterrorizar a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas mortas a perseguem dia e noite, Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo, ela estará no rastro do assassino. E ele, no dela.
Em Ecos da morte, Violet Ambrose é mais uma típica adolescente com todos aqueles problemas de insegurança, amor não correspondido, auto estima e baile da escola. A diferença é que Violet tem algo a mais para se preocupar: o dom que herdou de sua avó. Ela desde criança aprendeu a lidar com o fato de perceber ecos vindo de pessoas que foram assassinadas- esses ecos podendo ser cores, cheios, sons e até gostos- e de perceber o mesmo eco no assassino. Nada demais e nada que a faça se sentir muito mal, já que os ecos normalmente vinham de animais como pássaros e ratos que seu gato matava. O problema maior começa aos 8 anos quando ela encontra uma garota morta, e oito anos depois uma série de assassinatos começa a acontecer na sua pacata cidade. A polícia se envolve no caso, mas Violet percebe que só ela pode realmente descobrir o que está acontecendo antes que seja tarde demais, se espondo assim, na mira do assassino. Como se não bastasse lidar com isso, ela percebe que está apaixonada pelo seu melhor amigo de infância, e um dos poucos que realmente sabe de seu dom, Jay. A presença ao lado do amigo começa a ficar cada vez mais insuportável principalmente quando outras garotas da escola- incluindo a mais popular Izzie- começam a partilhar o mesmo sentimento pelo garoto. Mesmo assim, como Violet sabe que não é de se jogar fora, um novo garoto aparece no pedaço, a deixando ainda mais enrascada.
O livro trás sim muitos clichês adolescentes como garotas falando de festa, vestido, o primeiro beijo, amigas que falam demais… mas isso só serve de pano de fundo para o verdadeiro caso policial que se torna o livro. Achei que Kimberly foi muito inteligente em criar um dom à sua protanogista que não fosse tão impossível de se imaginar e que não envolvesse muita magia e assassinos não humanos. O livro te prende do começo ao fim, você sente o pavor que a maioria das personagens está sentindo e eu me peguei muitas vezes aflita e com medo do que viria a seguir. Minha gastrite agradece a Kimberly pela narrativa intrigante que me deixou tão vidrada ao ponto de não perceber que eu não era um personagem do livro e que eu estava sã e salva dentro do meu quarto, livre de qualquer maluco assassino de garotas. E caso você esteja se perguntando, não, eu não faço uso de medicamentos agressivos ou qualquer substância tóxica proibída pelo governo, o livro é realmente interessante! Acho que o fato dela ter intercalado a narrativa, em terceira pessoa, de Violet e do assassino deixou o livro ainda mais interessante, pois você consegue perceber o quanto a mente dele é perversa e maluca.
Muito mais que isso não posso contar senão os spoliers começam a aparecer, mas digo que bem no meio do livro, exatamente no capítulo 15, me peguei pensando ‘Nãooo! A Kimberly não vai fazer isso, não pode ser possível, ela não vai acabar comigo desse jeito. Isso seria um desastre!’ e então quando terminei o capítulo, eu tive que o começar de novo, pois não tinha prestado atenção nenhuma no que realmente acontecia naquela cena me preocupando com outra coisa.
Achei o livro muito bom, mas muito legal mesmo, a ponto até de virar fã da Kimberly no Skoob! É o tipo de livro que deria um bom filme e eu estou ansiosa pra ver o que acontece na seqüência e feliz por saber que o que deveria ser uma trilogia, se estendeu para quatro livros e um conto em um livro chamado ‘Enthralled’.
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Saiu a primeira imagem do jogo Lego baseado em “Senhor dos Anéis”
Em foto divulgada no evento Toy Fair britânico, é possível ver toda a Sociedade do Anel – os quatro hobbits, Legolas, Aragorn, Gimli, Gandalf e Boromir -, como serão representados no game LEGO The Lord of the Rings.

O universo de J.R.R. Tolkien será dividido em partes (como aconteceu com LEGO Star Wars ou Harry Potter), tendo como base a trilogia criada por Peter Jackson. Outro título que deve integrar a série é “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”, cuja primeira parte estreia nos cinemas em 14 de dezembro de 2012
Divulgada capa nacional de “Anjo mecânico”,da nova série de Cassandra Clare.
A editora Galera Record anunciou hoje em seu twitter a capa de Anjo mecânico, primeiro volume da série As peças infernais, de Cassandra Clare. A série é um prequel de Os instrumentos mortais.

A previsão de lançamento é para maio de 2012.
Divulgada capa do livro extra da série “Os Legados de Lorien”
A editora Intrínseca divilgou hoje a capa de Os arquivos perdidos, livro extra da série Os Legados de Lorien. O livro será lançado somente em e-book (Nos Estados Unidos também não foi lançado em versão impressa) e estará disponível para compra nas lojas online a partir do dia 30 de janeiro e custará R$ 4,99.
Quando, no meio da batalha contra os mogadorianos, John Smith recebe a ajuda de uma loriena forte, poderosa, com vários Legados desenvolvidos e pronta para lutar, surge a pergunta: quem é essa Número Seis?
Os arquivos perdidos: Os Legados da Número Seis mergulha em parte da vida de Seis e sua Cêpan, Katarina. Onde elas moraram, como treinavam, de que maneira ela obteve tantas informações a respeito dos mogs e o que aconteceu para que se tornasse tão independente e mordaz — característica que, ao mesmo tempo, fascina e assusta aqueles que a conhecem, inclusive John.
Tradução: Débora Isidoro
R$ 4,99
Sherlock Vs. Elementary

A produção de uma versão americana do detetive Sherlock Holmes (postado aqui) nos tempos modernos ainda não está garantida, mas já gerou reações negativas por parte dos fãs de “Sherlock“, série da BBC, e de seus produtores. O piloto foi encomendado pelo canal CBS, que irá avaliar a possibilidade de produzir uma série, a qual recebeu o título de “Elementary“. Tão logo o anúncio foi feito, os produtores de “Sherlock” manifestaram-se no Twitter e na imprensa britânica, avisando a rede CBS que ficarão atentos a qualquer violação de direitos autorais.
Embora tenha sido criado pro Arthur Conan Doyle em 1887, a versão moderna de “Sherlock” é assinada por Steven Mofatt e Mark Gatiss, que deram ao personagem algumas características, estética e elementos contemporâneos, os quais, se utilizados da mesma forma pela rede CBS, poderão configurar violação de direitos autorais. A animosidade dos produtores de “Sherlock” em relação a “Elementary” chegou ao ponto deles ameaçarem a CBS publicamente de uma ação judicial.
Segundo Sue Vertue, da Hartswood Films, produtora de “Sherlock”, em entrevista ao jornal The Independent, a CBS entrou em contado com eles depois que a série britânica estreou nos EUA pelo canal público PBS e pelo site Netflix, conquistando uma legião de fãs e boas críticas. As declarações de Vertue dão a entender que a CBS teria demonstrado interesse de produzir uma versão americana de “Sherlock”. Se de fato isto ocorreu, as partes não chegaram a um acordo, já que em setembro de 2011 a CBS anunciou o desenvolvimento de “Elementary”, projeto que não tem o envolvimento dos produtores britânicos.
Assinada por Robert Doherty (Medium), “Elementary” apresentará Sherlock nos dias de hoje vivendo e trabalhando em Nova Iorque. Nenhum detalhe sobre o enredo foi divulgado pela CBS até o momento.
Uma série americana com o personagem nos tempos modernos poderá comprometer a receptividade e os lucros que a produção britânica vem conquistando, tanto em sua venda a canais internacionais quanto na sua distribuição em DVD e downloads oficiais. É público e notório que a ‘máquina publicitária’ americana derruba qualquer concorrência, o que poderá dar à produção dos EUA um reconhecimento maior (tendo ou não um bom desenvolvimento de conteúdo). Este, por sinal, é o principal motivo pelo qual a TV americana costuma produzir versões próprias de sucessos estrangeiros: controle no desenvolvimento criativo e posse dos lucros gerados pela produção.
Sherlock Holmes já foi adaptado diversas vezes para o cinema e para a TV, sempre com sucesso. O que pode pesar contra a produção americana é o fato dela ser situada em Nova Iorque, algo que os fãs puristas podem não gostar. Por outro lado, o choque cultural do personagem com o ambiente + o ator que for escolhido (se for alguém conhecido do grande público), podem reverter em audiência para a série.
Resta esperar para ver se “Elementary” consegue passar da etapa de avaliação do piloto para a encomenda de episódios da série. Algo que será divulgado em meados do mês de maio.
“The Carrie Diaries” entra de vez nos projetos do canal CW
Projeto divulgado em agosto de 2011 pelo próprio canal, até então sem data para começarem as filmagens, agora entra de vez na lista das séries que serão lançadas na temporada 2012/2013. Com base no livro de Candice Bushnell, o projeto circulou alguns anos pelo meio televisivo sem ter conseguido ao longo deste período atrair o interesse de produtores ou canais. Trata-se de um prelúdio para a série “Sex and the City”, produzida pela HBO, com roteiro de Amy Harris (Gossip Girl).
A história gira em torno de Carrie Bradshaw e sua trajetória ao longo de sua adolescência na década de 1980, quando ela começa a descobrir o sexo, o amor e os relacionamentos. Além de sua vida pessoal, o projeto prevê apresentar a família de Carrie e sua vida na faculdade. Segundo a imprensa americana, no livro do qual o projeto se origina, Samantha Jones, que na série da HBO foi interpretada por Kim Cattrall, é a única que aparece.
A produção é da Warner Television em parceria com a Fake Productions.
Aqui no Brasil a série de livros é publicada pela Galera Record e o primeiro volume já está nas livrarias. O segundo volume, O verão e a cidade, chega às lojas em fevereiro.







































Quando, no meio da batalha contra os mogadorianos, John Smith recebe a ajuda de uma loriena forte, poderosa, com vários Legados desenvolvidos e pronta para lutar, surge a pergunta: quem é essa Número Seis?