Resenha e promoção: “Ecos da morte”, de Kimberly Derting
Livro: Ecos da morte
Série: The body finder
Autor: Kimberly Derting
Editora: Intrínseca
Páginas: 268
Resenhado por: Karol
Compre: Saraiva
Violet Ambrose tem dois problemas: o dom mórbido e secreto que carrega desde a infância e Jay Heaton, seu melhor amigo, por quem está apaixonada. Aos dezesseis anos e confusa com os novos sentimentos em relação a Jay, ela está cada vez mais desconfortável com a sua estranha habilidade. Violet encontra cadáveres. Desde muito pequena, percebe os ecos que os mortos deixam neste mundo. Ruídos, cores, cheiros. Mas não todos: apenas os das vítimas de assassinato. Para ela, isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes, tudo o que encontrava eram pássaros mortos, deixados para trás pelo gato da família. Mas quando um serial killer começa a aterrorizar a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas mortas a perseguem dia e noite, Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo, ela estará no rastro do assassino. E ele, no dela.
Em Ecos da morte, Violet Ambrose é mais uma típica adolescente com todos aqueles problemas de insegurança, amor não correspondido, auto estima e baile da escola. A diferença é que Violet tem algo a mais para se preocupar: o dom que herdou de sua avó. Ela desde criança aprendeu a lidar com o fato de perceber ecos vindo de pessoas que foram assassinadas- esses ecos podendo ser cores, cheios, sons e até gostos- e de perceber o mesmo eco no assassino. Nada demais e nada que a faça se sentir muito mal, já que os ecos normalmente vinham de animais como pássaros e ratos que seu gato matava. O problema maior começa aos 8 anos quando ela encontra uma garota morta, e oito anos depois uma série de assassinatos começa a acontecer na sua pacata cidade. A polícia se envolve no caso, mas Violet percebe que só ela pode realmente descobrir o que está acontecendo antes que seja tarde demais, se espondo assim, na mira do assassino. Como se não bastasse lidar com isso, ela percebe que está apaixonada pelo seu melhor amigo de infância, e um dos poucos que realmente sabe de seu dom, Jay. A presença ao lado do amigo começa a ficar cada vez mais insuportável principalmente quando outras garotas da escola- incluindo a mais popular Izzie- começam a partilhar o mesmo sentimento pelo garoto. Mesmo assim, como Violet sabe que não é de se jogar fora, um novo garoto aparece no pedaço, a deixando ainda mais enrascada.
O livro trás sim muitos clichês adolescentes como garotas falando de festa, vestido, o primeiro beijo, amigas que falam demais… mas isso só serve de pano de fundo para o verdadeiro caso policial que se torna o livro. Achei que Kimberly foi muito inteligente em criar um dom à sua protanogista que não fosse tão impossível de se imaginar e que não envolvesse muita magia e assassinos não humanos. O livro te prende do começo ao fim, você sente o pavor que a maioria das personagens está sentindo e eu me peguei muitas vezes aflita e com medo do que viria a seguir. Minha gastrite agradece a Kimberly pela narrativa intrigante que me deixou tão vidrada ao ponto de não perceber que eu não era um personagem do livro e que eu estava sã e salva dentro do meu quarto, livre de qualquer maluco assassino de garotas. E caso você esteja se perguntando, não, eu não faço uso de medicamentos agressivos ou qualquer substância tóxica proibída pelo governo, o livro é realmente interessante! Acho que o fato dela ter intercalado a narrativa, em terceira pessoa, de Violet e do assassino deixou o livro ainda mais interessante, pois você consegue perceber o quanto a mente dele é perversa e maluca.
Muito mais que isso não posso contar senão os spoliers começam a aparecer, mas digo que bem no meio do livro, exatamente no capítulo 15, me peguei pensando ‘Nãooo! A Kimberly não vai fazer isso, não pode ser possível, ela não vai acabar comigo desse jeito. Isso seria um desastre!’ e então quando terminei o capítulo, eu tive que o começar de novo, pois não tinha prestado atenção nenhuma no que realmente acontecia naquela cena me preocupando com outra coisa.
Achei o livro muito bom, mas muito legal mesmo, a ponto até de virar fã da Kimberly no Skoob! É o tipo de livro que deria um bom filme e eu estou ansiosa pra ver o que acontece na seqüência e feliz por saber que o que deveria ser uma trilogia, se estendeu para quatro livros e um conto em um livro chamado ‘Enthralled’.
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Resenha e promoção: “Cidade de vidro”, de Cassandra Clare
Livro: Cidade de Vidro
Série: Instrumentos Mortais
Autor(a): Cassandra Clare
Páginas: 476
Editora: Galera Record
Resenha por: Nina
Compre: Saraiva
Para salvar a vida de sua mãe, Clary precisa viajar à Cidade de Vidro, lar ancestral dos Shadowhunters (Caçadores de Sombras) – não importa que entrar a cidade sem permissão seja contra a lei e que desobedecer às leis possa significar a morte. Para piorar as coisas, ela descobre que Jace não a quer lá, e que Simon foi jogado na prisão pelos Shadowhunters, os quais estão profundamente desconfiados de um vampiro que suporta a luz do dia.
Enquanto descobre mais coisas a respeito do passado de sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Shadowhunter Sebastian. Com Valentine juntando a força total de seu poder para destruir todos os Shadowhunters, a única chance destes sobreviverem é lutando ao lado de seus inimigos eternos. Mas conseguirão os Downworlders (Moradores do Submundo) e os Shadowhunters colocar seu ódio de lado a fim de trabalharem juntos? Enquanto Jace percebe exatamente quanto está disposto a arriscar por Clary, conseguirá ela dominar seus recém-descobertos poderes para ajudar a salvar a Cidade de Vidro – custe o que custar?
O amor é um pecado mortal e Clary e Jace descobrem que os segredos do passados podem ser fatais ao enfrentarem Valentine no último volume da trilogia The Mortal Instruments (Os Instrumentos Mortais), integrante da lista de mais vendidos do New York Times.
Leia as resenhas de Cidade dos Ossos e Cidade das Cinzas.
Antes de ler Cidade das Cinzas, eu li várias resenhas a respeito, para conseguir decidir se essa era ou não a melhor história que eu li atualmente.
Nesse volume, todas as perguntas sofrem uma convergência para um final incrível em todos os sentidos: no fechamento da história dos personagens (ainda me pergunto como ela conseguiu encaixar tudo tão bem!), em como os fatos ocorridos nos livros anteriores influeciaram diretamente no fim, e como os personagens foram trabalhados.
Em todos os aspectos (narrativa, coerência, desenvolvimento dos personagens e enredo), Cassandra Clare melhorou muito do primeiro para o último livro. Ela conseguiu desenvolver o nível da história, a profundidade dos temas que ela aborda de forma que ela ficasse inteira, início, meio e fim coesos.
O universo criado por Cassandra Clare é complexo e cheio de detalhes, que vão entrando em cena à medida em que o enredo vai desenrolando. Ela consegue deixar a leitura uniforme, sem aqueles trechos que você quer simplesmente mudar de página e passar para a parte interessante. Os diálogos não são longos e cansativos, ou mesmo desnecessários. A descrição dos detalhes, das expressões fervilham a imaginação o tempo inteiro e é impossível não se prender pela história que acontece em cima disso tudo.
Jace continua sendo o meu personagem favorito, por sempre demonstrar força e inteligência – especialmente pelo seu sarcasmo incontrolável. Ele está mais revolto com as coisas que dizem respeito a ele mesmo, e chega a duvidar de sua índole e conduta, mas mantém-se firme nos seus propósitos a fim de salvar a Cidade de Vidro e as pessoas com quem se importa.
Até Clary, que antes era uma bobona e desajeitada, toma prumo e fica mais forte e esperta e consegue ajudar em horas decisivas, apesar de quem ela também atrapalha as coisas algumas vezes.
Cidade de Vidro pra mim é ao mesmo tempo uma coisa boa e uma decepção. Quando eu li o livro pelo primeira vez, esse era o último volume da série, e eu achei brilhante a forma como terminou e não mudaria uma vírgula sequer – os melhores são trilogias. Mas não sei se por pressão da editora por conta do sucesso da história, ou porque achou que ainda tinha água pra rolar por debaixo da ponte, Cassadra Clare alongou a série. Sinceramente não faço idéia do que ela vai escrever em City of Fallen Angels e tenho medo de descobrir e me decepcionar, porque até aqui, Clare é ídola e uma autora excelente e muito criativa.
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Resenha e promoção: “O trono de fogo”, de Rick Riordan
Livro: O Trono de Fogo
Série: As Crônicas dos Kane
Autor: Rick Riordan
Paginas: 398
Editora: Intrínseca
Resenhado por: Nanda e Bruna
Compre: Saraiva
Os deuses do Egito Antigo foram libertados no mundo atual, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas incomuns à maioria dos mortais. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo – refugiados na Casa do Brooklin, que se tornou um local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, a serpente do caos, está se erguendo. Se eles não conseguirem impedi-lo, em poucos dias o mundo encontrará um final trágico.
Para que tenham alguma chance de derrotar as forças do caos, eles precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertá-lo, porém, não será tarefa fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Primeiro, Carter e Sadie terão que rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, não podemos deixar de mencionar que ninguém – ninguém – tem ideia de onde está o deus.
Narrado alternadamente por Carter e por Sadie, com uma gama enorme de novos personagens e aventuras em diversos cenários do planeta, este segundo volume de As crônicas dos Kane fará os leitores se segurarem na cadeira enquanto viram as páginas.
Os irmãos Kane estão de volta, com mais uma gravação transcrita por Rick Riordan. Para quem não conhece a história, o primeiro livro da série As Crônicas dos Kane é apresentado a nós como uma gravação de dois irmãos (Sadie e Carter) que contam suas aventuras agregadas à mitologia egípcia. Esse segundo livro também é uma transcrição de outra gravação feita por ambos que foi enviada diretamente para o autor, segundo conta o mesmo.
Sadie e Carter dessa vez se aliam a alguns outros magos – incluindo a pequena Cleo, do Rio de Janeiro – para tentar salvar o mundo de Apófis (cobra maligna da mitologia egípcia), trazendo Rá (o deus sol) de volta à vida. Além dessa batalha, eles ainda devem enfrentar a Casa da Vida, que é meio anti-Kane e está atrás deles. Como os próprios personagens dizem repetidamente: nada na vida deles é fácil. Pelo menos eles encontram deuses legais no caminho, como Bes (o deus dos anões) e – para a alegria de Sadie – Anúbis. Sadie continua com seu humor salgado e rebelde e Carter como o irmão mais velho nerd, mas eles estão menos cansativos que no livro anterior. Juro que simpatizamos bem mais com os irmãos nesse livro!
Em O Trono de Fogo, Rick Riordan mantém seu jeito irreverente de tratar de mitologia – nesse caso a egípcia – com o fim de atrair o interesse dos leitores. O impacto de As Crônicas de Kane em nós não foi tão grande quanto Percy Jackson e os Olimpianos. No entanto é importante falar que O Trono de Fogo é BEM mais emocionante/interessante que A Pirâmide Vermelha e com certeza aumentou a ansiedade para o terceiro e último livro da série. Para quem já leu outros livros infanto-juvenis, sabe como Rick Riordan tem essa capacidade de nos prender e fazer com que mergulhemos profundamente nessas novas realidades que ele cria, a ponto de acreditarmos que tudo é real e faz todo o sentido. E também tem aquela necessidade inexplicável de ler mais sobre mitologia assim que terminamos os livros do autor.
O livro também traz a marca registrada do autor: que são histórias emocionantes, mas permeadas pelo bom humor. Os momentos de escape cômico são bem numerosos e geralmente acontecem em momentos tensos como uma batalha ou uma discussão importante. Isso torna a leitura muito mais prazerosa. É interessante também como o autor “amarra” suas diferentes sagas: assim como no primeiro livro dessa série, Riordan menciona novamente a ilha de Manhattan e a presença de cavalos voadores por lá – uma delicada alusão à saga de Percy Jackson.
Como o Rick Riordan nos conquista em cada detalhe é, para nós, algo mais complexo que acreditar na possibilidade de as diferentes mitologias realmente fazerem parte do nosso mundo… o que sabemos é que ele merece MESMO o primeiro lugar na lista de mais vendidos em qualquer país que seus títulos sejam lançados!
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A promoção é válida até dia 20 de janeiro e o resultado será divulgado no facebook e aqui no post.
Boa sorte!
Resenha e promoção: “De amor e maldade”, de Anne Rice
Livro: De amor e maldade
Série: As canções do Serafim
Autor: Anne Rice
Editora: Rocco
Páginas:174
Resenhado por: Patoka
Compre: Saraiva
Depois de ser enviado à Inglaterra do século XIII em Tempo dos anjos, dessa vez, o rapaz volta à Roma do século XV. Uma cidade efervescente que tem Leo X no trono papal e Michelangelo e Rafael trabalhando em toda sua glória, e onde Toby atende ao chamado de Vitale ben Leone, um jovem erudito e médico judeu encarregado de salvar a vida de Niccolò, seu melhor amigo e filho do respeitado Signore Antonio. Niccolòadoeceu subitamente, e seu estado se agrava a cada nova visita de Vitale, o que desperta na população majoritariamente católica uma onda de antissemitismo e ameaça acabar com a frágil tolerância religiosa estabelecida pelo papa. Cabe ao protagonista ajudar não só na cura do doente como, também, solucionar o mistério de um dubbyk – um fantasma – que assombra a residência do médico. Enquanto tenta cumprir sua tarefa e evitar que a fúria da intolerância se abata sobre a comunidade judaica romana, Toby se vê assediado por um enviado das forças do Mal, Ankanoc, determinado a abalar sua crença no Senhor. À fé para resistir a mais essa provação junta-se à imensa vontade que o ex-assassino tem de se devotar ao Bem, conseguir o perdão de seus pecados e encontrar uma maneira de viver com Leona, uma antiga paixão de adolescência e o filho deles, também chamado Toby, cuja existência o jovem desconhecia. Os profundos sentimentos pela
moça e o garoto e a certeza do amor divino dão a Toby a força interior que ele precisa para continuar na trilha da absolvição.
Anne Rice mais uma vez me surpreende. Quando peguei o livro nas mãos pela primeira vez, imaginei que seria raso e pouco explorado, já que contém apenas 174 páginas e os últimos livros que lí com essa quantidade de páginas me pareceram incompletos. Mas bom … não eram a Anne Rice.
Antes de tudo, devo dizer que Anne não é minha autora preferida e não estou aqui puxando saco de ninguém, mas o poder de construir uma história com tantos detalhes em pouco tempo é um poder de síntese de dar inveja! Mas vamos ao que interessa: o livro.
Como aconteceu em Tempo dos anjos, Toby têm a missão de voltar ao passado para consertar atos injustos e mais que tudo, confortar aqueles que pedem uma intervenção divina. O tempo escolhido é Roma do século XV, época de pouca tolerância religiosa para com os judeus. E é exatamente Vitalle, um médico judeu, que pede ajuda a Deus em suas orações para que seu paciente e amigo melhore do mal súbito que o aflige. Toby, além de assassino cruel no passado, também era um estudioso histórico e por isso seu comportamento e fala elegante cabem tão bem à epoca, podendo assim cumprir sua missão sem chamar tanta atenção. Ao chegar na casa onde Vitalle trata seu amigo, Toby descobre que nada é tão simples como uma doença ainda não descoberta, e sim uma grande conspiração que envolve toda uma família de prestígio, seus segredos e um acontecimento do passado.
Sem precisar introduzir o protagonista e contar sua história, De amor e maldade ganha ritmo e ao mesmo tempo uma narrativa com leveza. Toby, depois de sua primeira missão sob às ordens do anjo Malchiah, possui uma calma e certeza do mundo ao seu redor que acredito que somente os que têm a fé inquestionável dele possuem. E as vezes isso me incomodou. Não sou uma pessoa religiosa. Acredito no bem e no mal. Acredito em Deus. Mas Toby vai além. Ele expressa seu amor por Ele de uma maneira quase fanática. Chora e clama para que Ele não o abandone com tanto fervor que assusta. Achei exagerado e não consegui deixar de comparar com aqueles crentes que ficam pregando a palavra de Deus em pontos de ônibus, como se a única salvação para nós fosse viver como cordeiros obedientes. Senti como se Anne Rice quisesse me converter.
E onde tem Deus e fé, também tem Lúficer e suas tentações. Nesse volume, a autora coloca a fé de Toby à prova. O induz a cometer erros, pecados e alguns pensamentos impuros. Singelamente, com música, bebidas e comida, um dos demônios à mando do Diabo, é introduzido na história e o leitor se obriga a notar que as vezes basta uma vontade incontrolável de comer ou beber algo pode nos desviar do caminho e das missões divinas. Lógico que isso foi uma metáfora, mas o recado foi dado. E ao que parece, teremos mais provações no terceiro volume, que ainda não foi lançado nem os Estados Unidos.
Para finalizar, enfatizo que Anne Rice tem uma forma muito peculiar de escrever e contar histórias. É nítida a intenção de deixar real que Deus e seus anjos existem. Que às vezes algo ou alguém bom que entrou em sua vida foi mandado por Ele e que nossas ações refletem na história de vida de cada um. Diferentemente de todos os livros sobretaurais que estamos acustumados a ler, que nos apresentam a criaturas que sabemos que são imaginárias assim
que fechamos os livros. A fé pode ser contagiosa!
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A promoção é válida até dia 13 de janeiro e o resultado será divulgado no facebook e aqui no post.
Boa sorte!
Resenha e promoção: “Círculo secreto: A iniciação”, de LJ Smith
Livro: A iniciação
Série: Círculo secreto
Autor: LJ SMith
Editora: Galera Record
Páginas: 255
Resenhado por: Patoka
Comprar: Saraiva
A história começa quando Cassie se muda da Califórnia para New Salem, depois de passar as férias em Cape Cod, e começa a se sentir estranhamente atraída pelo grupo de jovens que domina sua nova escola. Cassie logo é iniciada no Círculo Secreto, uma irmandade de bruxas que controla a cidade há séculos, numa aventura ao mesmo tempo fascinante e mortal. Ao se apaixonar pelo sombrio Adam, será preciso escolher entre resistir à tentação ou lutar contra forças obscuras para conseguir o que deseja – mesmo que um simples passo em falso possa significar a sua destruição. *Primeiro volume da trilogia Círculo Secreto, de L.J. Smith, a criadora do fenômeno mundial e best seller do New York Times, Diários do vampiro que deu origem à série de TV da Warner Vampire Diaries. Livro que deu origem à série de TV Secret Circle!
Da aquipe do site, sou a única que dá pulinhos quando anunciam algum lançamento da LJ Smith. Devoro tudo que ela escreve, mas de um tempo pra cá tenho começado a entender porquê o resto das meninas do blog torcem o nariz para ela.
Todo mundo já conhece a série de TV The Secret Circle. Gostando ou não, assistindo ou não, a história da série é de conhecimento geral. Por isso, todos nós já sabemos mais do que a sinopse da contra-capa conta. Mas como a série é apenas baseada no livro, não podemos e nem devemos esperar que tudo seja exatamente como na série, para o desespero dos fãs mais chatinhos.
Bom, a história do livro, como na TV, gira em torno de Cassie Blake, uma adolescente que se vê obrigada a mudar de cidade e começar uma vida nova e não está muito feliz com isso. Mas diferentemente da série, a mãe de Cassie está viva – e doente – e sua avó não é tão conservada como na TV. Depois de passar as férias de verão com sua mãe em uma cidade que ela não gosta e onde sua única companhia é uma garota chata e mimada, Cassie conhece um garoto diferente e todos os moradores da cidade parecem ignorar ou se afastar quando ele passa. Até que Cassie descobre uma armação dos badboys para atacá-lo e ela o ajuda a se esconder, sentindo uma forte ligação com ele. Até que depois do ocorrido os dois se separam sem nem mesmo saber seu nome.
Ao chegar em casa, Cassie é surpreendida pelo aviso da mãe, que as duas irão morar com a avó, em uma ilha que nem está no mapa, de tão insignificante que é. A raiva e frustração invadem Cassie, como qualquer pessoa que se fosse puxada à força de seu lar se sentiria. Senti muita simpatia nessa hora pela personagem. Consigo imaginar exatamente o que é ter que deixar amigos, o conforto do seu próprio quarto e a segurança de uma cidade que você conhece para acompanhar a família, ainda mais Cassie, que foi retratada por LJ Smith como uma pessoa tímida, meio anti-social. E a reação dela nos primeiros dias na cidade nova fez com que pudesse me identificar ainda mais com ela. Nada é lindo e novo como na maioria dos livros. A casa é horrenda, velha, cheiro de mofo e nem de longe parece o quarto dos sonhos de uma cidadezinha do interior. Cassie também não curte a avó logo de cara. Não é daquelas senhorinhas fofas que fazem bolo e ficam na varanda de vestido floral esperando os netos chegarem da escola. E o jardim não possui flores lindas e sim um monte de erva estranha e mal-cheirosa. Aquela sensação de não pertencer a lugar nenhum a acompanha.
Quando chega a hora de ir para a escola nova porém, Cassie se obriga a não choramingar mais e tentar uma nova vida. Em uma cidade como essa ela pode ser quem quiser, deixar a velha Cassie tímida para trás e assumir uma nova persolidade confiante. Mas as alunas da nova escola não são nem um pouco acolhedoras e ela logo percebe que um grupo provoca receio e medo em boa parte da cidade, inclusive nos adultos e professores. Após algumas páginas, Cassie então descobre sobre o círculo e seus membros. E o carinha que ela nutriu sentimentos no incício do livro é um deles.
Bom, além da diferença óbvia de início com a série de TV, existem outros pontos que certamente vocês irão estranhar: no livro, o círculo possui 12 membros, o que na minha humilde opinião, fez com que personagens e personalidades se embolassem na cabeça. O volume é bem curto e por isso não dá tempo de trabalhá-los bem ao ponto de lê-lo sem voltar algumas partes para lembrar quem é fulana, amiga de quem, gosta do quê, se veste como … Outro ponto importante é a personalidade da personagem Faye. No livro, Faye é realmente má. Uma bruxa com bem espertinha, que não deixa ninguém impedir de conseguir o que quer, e isso inclui matar! Apesar disso, parece que todos do clube confiam nela, o que simplesmente não entra na minha cabeça. Já na série, Faye é mais uma menina mimada e bem chatinha e nem de longe parece ter coragem de fazer as poções ou manipular os poderes como no livro. Lembro bem de um dos primeiros episódios em que a personagem provocava uma tempestada mas se borrava toda quando os raios que criou parceciam fugir de seu controle. A Faye do livro com certeza iria gargalhar diante disso.
A simpatia que senti por Cassie no início se dissolveu rapidamente quando ela aceita tudo ao seu redor muito facilmente. A descoberta do que o clube representa, sua família, a história da cidade e o que cada membro pode e é capaz de fazer. Isso sem falar na assumidade de sentimentos por pessoas que ela mal conhece, na entrega a um novo amor, em dizer “eu te amo” tão facilmente. Tudo me pareceu irreal e falso. De real, apenas os poderes de cada um. Os membros tiram a energia da terra, de cristais e dos elementos, como fogo, mar, flores etc. A autora parece saber ou ter feito uma boa pesquisa sobre as qualidades e características de cada pedra e erva. Me lembrou bastante os praticantes da Wicca.
Mas o que me fez torcer o nariz como disse no primeiro parágrafo dessa resenha, foi o fato de LJ Smith terminar o livro com um certo descaso. Fazer uma série, seja ela de livros ou de TV é fácil: basta criar um mistério, fechá-lo no final da história e abrir um novo enigma para que a curiosidade influencie na compra do próximo volume/temporada. É a simples questão de fechar um ciclo e abrir outro. Porém LJ Smith parece ignorar isso e simplesmente termina o volume no meio de uma frase. Com um livro tão fino, me pergunto o porquê disso. Me incomoda saber que existem livros por aí que poderiam juntar dois ou três volumes em um só, já que aparentemente, o resto da história de A iniciação já está pronto. E vejo que isso é uma constância nos livros da autora e está realmente me chateando e fazendo com que me senta usada, já que é nítido que isso é um mero “golpe” para ganhar mais dinheiro.
No mais, termino a resenha dizendo que A iniciação é apenas um livro que chamamos por aí de “mais do mesmo”. Não vi nada de novo e inédito que me fizesse ansiar pela continuação – talvez pelo fato de não fechar o tal ciclo. Bruxas, um amor proibido, uma adolescente se adaptando à nova cidade e descobrindo ser especial … isso tudo não já foi abordado antes? Se for para ficar na mesmice, melhor acompanhar a série de TV.
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Resenha e promoção: “O poder dos seis”, de Pittacus Lore
Livro: O poder dos seis
Série: Os Legados de Lorien
Autor(a): Pittacus Lore
Páginas: 319
Editora: Intrínseca
Resenha por: Patoka
Compre: Saraiva
Na série Os legados de Lorien, o planeta Lorien foi destruído pelos mogadorianos, e seus habitantes, dizimados. Somente nove crianças e seus guardiões sobreviveram e exilaram-se na Terra. As crianças são a Garde de Lorien: o grupo de lorienos dotados de poderes sobre-humanos, os Legados, e responsável pela proteção de sua raça. Os mogadorianos, porém, seguiram até a Terra para caçá-los, e três já foram encontrados.
Em O poder dos seis, o segundo volume da série, John, a Número Seis e Sam continuam em fuga após a grande batalha contra os mogadorianos. Escondida em um convento na Espanha, Marina, a Número Sete, tenta acompanhar as notícias sobre John. Convencida de que ele é o Número Quatro, Marina está ansiosa para descobrir onde estão os outros lorienos, imaginando se um deles é a garota de cabelo preto e olhos cinzentos de seus sonhos, aquela que tem a força necessária para reunir os seis sobreviventes.
Quando terminei de ler Eu sou o Número Quatro, respirei aliviada por ter encontrado um livro de ficção fantástico, onde o foco é a resistência, guerras intergaláticas e o resgate de outro mundo e não o amorzinho entre adolescentes. Mas em O poder dos seis, a saga dos sobreviventes do planeta Lorien vai mais além.
Nesse volume somos apresentados à Marina, ou Número Sete. Sete vive em um orfnato espanhol, ligado diretamente a um convento, com sua Cêpan. Depois de tantos anos confinada entre os muros do orfanato, Adelina, sua Cêpan, parece que esqueceu quem realmente é e agora jura fidelidade à Deus, o que deixa Marina extremamente frustrada e sua única ocupação é tentar procurar na internet alguma pista que lhe convença de que os outros sobreviventes estão por aí. Nada tira da sua cabeça que ela precisa sair em busca dos outros. Depois de ler sobre os acontecimentos em Paradise, Marina está convencida de que John Smith é um dos Lorienos e não poupará seus Legados para conseguir encontrá-lo.
O bacana desse novo volume é que ele alterna entre a narrativa de Sete e Quatro. Sete é forte, decidida e graças a Deus, nem um pouco mimada. Sabe o que quer, engole os desaforos das outras meninas do orfanato e procura ser sempre discreta para não chamar atenção pra si, sendo até meio anti-social. Uma característica de sobrevivência que acredito que todos os Lorienos possuem, já que eles preciam andar debaixo do radar sempre. Além de sua personalidade, também conhecemos um pouco sobre seus Legados e a cada página me vejo comparando os Lorienos com algum X-Men =)
John narra suas partes e com elas aprendemos um pouco mais sobre Seis e acompanhamos as descobertas sobre diversas respostas que ansiávamos desde que lemos a última linha de Eu sou o Número Quatro. O que tem na arca? Quem são os Mogadorianos? O que querem? Porque somente nove crianças vieram para a Terra? Qual a história de Lorien? Como eles derrotarão seus inimigos e voltarão para casa? Tudo isso e mais um pouco, incluindo a história do pai de Sam, são explicados nesse volume. As perseguições e lutas também estão mais presentes nesse livro. Além de combater os mogadorianos, que parecem saber exatamente onde eles estão a cada cidade que fogem, eles precisam também despistar o FBI e tentar se esconder do resto da população, já que seus rostos estão estampados em vários posteres de “Procura-se” pelo país. Ah, e Marina (a Sete, lembra?) ainda luta com outro poder: a fé e acomodação de Adelina.
A única coisa chatinha (tinha que ter né, gente?) é todo o sentimento de John por Sarah, sua namoradinha do primeiro volume. As vezes me esqueço que Quatro tem apenas 16 anos e que isso acarreta uma carga enorme de dúvidas e emoções exageradas. Mas nada que atrapalhe o volume. Os três juntos (John, Seis e Sam) já demonstram uma intimidade e muitas passagens e diálogos são rápidos e hilários, típicos de quem já está convivendo algum tempo na companhia uns dos outros. Só me pergunto se todos os Lorienos sobreviventes são tão legais quanto Quatro, Seis e Sete. Será que não existirá algum mais malvadinho, ou arrogante?
Para finalizar, o que faz esse volume ser bem melhor que o anterior, além das razões citadas acima, é o modo como ele termina. O desfecho de Eu sou o Número Quatro foi bom, deixando várias perguntas no ar, mas ficou aquela sensação de “ok, eles agora vão fugir, está tudo meio calmo”. O poder dos seis termina daquele jeito de série de tv, sabe? Um “WTF” enorme vem na nossa mente e você se pega virando a última página em branco desejando que tivesse pelo menos mais uma linha alí que desse alguma pista do que vai acontecer. Mas pelo jeito vamos ter que roer unhas por alguns meses ainda, já que o terceiro volume, The Rise of Nine, só será lançado em agosto de 2012 nos Estados Unidos.
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Quer ganhar um exemplar do livro O poder dos seis? Para concorrer é muito fácil: Basta ser seguidor do @LivrosEmSerie no twitter e dar RT na mensagem abaixo até às 23h59min do dia 10 de dezembro. O resultado será divulgado na nossa timeline do twitter no dia seguinte.
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- Ser seguidor do site no twitter (se o ganhador não for seguidor faremos um novo sorteio)
- Promoção válida somente para moradores do Brasil
- Perfis fakes ou feitos somente para promoções não serão aceitos.
- O sorteado receberá em casa 1 exemplar do livro “O poder dos seis”!
Resenha e promoção: “Brilhos”, de Sophia Bennett
Livro: Brilhos
Série: Linhas
Autora: Sophia Bennett
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Resenha por: Lais Baptista
Comprar: Saraiva
As garotas mais antenadas de Londres, surgem sérios rumores de que as tão cobiçadas roupas vêm sendo produzidas à custa do trabalho escravo de crianças na Índia. Não pode ser, claro… Ou será que pode?
Na dúvida, as amigas topam ir conferir. Lá, elas não só descobrem a explosão de cores e brilhos de uma cultura que ainda não conheciam, mas também deparam com uma grande questão: o que vale mais, seus sonhos ou seus ideais?
Eu acho fantástica a proposta da série Linhas. Quer dizer, nem sei se é essa a proposta, mas é o que acontece. Você acha que está lendo um livro sobre adolescentes londrinas fashionistas (ou não) e na verdade você está lendo um livro que vai abrir sua cabeça para questões que antes você nem tinha ciência de que existiam. E não é forçado.
Enquanto no primeiro livro descobrimos sobre o passado de Krow na Uganda e o porquê de ela ser refugiada, nesse livro as coisas sobre esse assunto estão bem melhores (pelo menos tão bem quanto podem).
Seu irmão está com ela na Inglaterra, seus pais e seu vilarejo estão bem e logo no primeiro capítulo Krow está lançando sua coleção de High Street com a Miss Teen.
Até que o site de Edie é hackeado e as meninas se encontram com uma grande questão nas cabeças. Quer dizer, todas menos Jenny, que tem seu próprio assunto para cuidar. Aliás, isso me faz desgostar de Jenny um pouco. Ok, isso a torna real, em todo grupo de amigas tem uma que é mais “egoísta” e nem sempre está ali, mas isso não quer dizer que eu tenha que gostar do comportamento dela! Eu adorei esse tom de realismo que a autora foi capaz de colocar nas meninas. Tem alguns momentos que você esquece que elas são personagens e acha que está vendo uma amiga contar a história sobre conhecidas. Mesmo que para garotas de 16 anos elas sejam bastante saidinhas. Talvez na Inglaterra as coisas sejam um pouco diferentes…
Em Brilhos vemos o quarteto principal amadurecer um pouco, se apaixonar e se divertirem um pouco. Isso enquanto lidam com um problema ainda maior do que o do livro anterior.
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O Livros em Série, em parceria com a editora Intrínseca, traz para vocês uma promoção que dará dois kits com os dois livros da série Linhas + marcador + bolsa exclusiva. Para concorrer é só curtir nossa página no facebook e clicar na aba “Promoções”. Veja abaixo como participar:
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2) Clicar na aba “promoções” no canto esquerdo da página e depois em “quero participar”. Se preferir, pode clicar diretamente nesse link.
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4) O sorteio será dia 10/12/11.
Boa Sorte!






































