02
Feb

Resenha: “O aliado oculto”, de Daniel Silva

Postado por: Patoka @ Arquivado em: Notícias, Reviews

Livro: O Aliado Oculto
Série: Gabriel Allon
Autor: Daniel Silva
Editora: Amarilys
Páginas: 450
Resenha por: Bruna
Compre: Saraiva

Poucos meses após o sucesso de uma operação que desmantelou uma perigosa célula terrorista islâmica, Gabriel Allon – o obstinado herói do serviço secreto e um dos melhores restauradores de arte do mundo –, volta a campo para o que prometia ser uma simples missão de controle de danos: viajar até um país estrangeiro para limpar os arquivos de um colaborador local que fora assassinado. Assim que chega à Holanda, porém, Gabriel descobre indícios de uma conspiração terrorista com origem no submundo de Amsterdã: um plano prestes a se desenrolar do outro lado do Canal Inglês, em plena capital do Reino Unido. O alvo da ação torna-se conhecido com o violento sequestro de Elizabeth Halton, a filha do embaixador americano em Londres. No entanto, ao expor-se diante dos sequestradores, Gabriel também tem seu destino selado. Trabalhando mais uma vez em colaboração com o serviço de inteligência americano, ele se vê numa corrida contra o tempo para resgatar Elizabeth antes que não cumprimento de exigências que colocariam o mundo inteiro em perigo a condene a uma execução brutal. A busca o leva da Alemanha até os recônditos da Dinamarca, forja uma aliança inusitada com um homem que perdeu tudo por conta da devoção ao Islã e o força a questionar a legitimidade das táticas habituais em seu ofício. Um dilema moral que pode colocar sua própria vida na berlinda.

- (…) Infelizmente, os objetivos dos terroristas não mudaram e a geração que logo irá emergir dos escombros deixados no Iraque será muito mais violenta e volátil do que a que saiu do Afeganistão.
- E se ousarmos contra-atacar, somos acusados pelos próprios terroristas de sermos os verdadeiros terroristas.
- Essa é a arma secreta deles, Mikhail. É bom se acostumar. (…)

Muito melhor do que o seu precedente, porém com o mesmo tema central sobre o terrorismo, O aliado oculto pode ser definido com apenas uma palavra: atual. Apesar de ter sido lançado originalmente em 2007 e aqui no Brasil em 2010 pela editora Amarylis – que fez um ótimo trabalho de tradução e deixou as capas da coleção muito bonitas – o tema do livro não está desgastado, muito menos desatualizado. Temos nesse livro como personagem principal novamente Gabriel Allon, um excelente (ocasional) profissional do Serviço Secreto israelense e exímio restaurador de arte. Gabriel é chamado por seus “chefes” para uma missão aparentemente de rotina: ir para Amsterdã examinar os arquivos de um analista de terrorismo holandês, que foi assassinado e era um contato do Serviço Israelense. Porém ao chegar na cidade, Allon descobre uma conspiração terrorista sendo promovida no undergroung islâmico de Amsterdã.

O plano? Sequestrar Elizabeth Halton, a filha do embaixador dos Estados Unidos na Inglaterra. Gabriel e seu ótimo instinto chegam com apenas alguns segundos atraso e ele não consegue salvar Elizabeth, e se vê, novamente, levado até a inteligência americana para trabalhar no resgate da jovem sequestrada, em uma corrida frenética contra o tempo.

Como afirmei no começo da resenha, esse livro tem uma temática super atual e nos ajuda compreender melhor os conflitos que ocorrem nos dias de hoje em nosso mundo. Como o autor, Daniel Silva, trabalhou como correspondente da CNN, ele dá um tom real à sua história e chega a ser aterrorizante pensar que, para os habitantes de alguns países europeus, a probabilidade de um ataque terrorista ocorrer a qualquer momento é muito alta. O autor também mostra o lado dos terroristas e como eles acreditam estar fazendo o que acham que é certo, e sua enorme fé. Nesse livro fica claro que é praticamente impossível argumentar com os extremistas.

Uma das coisas que me faz gostar muito dos livros do Daniel é que sua personagem principal não é americana, nem britânica, não faz parte da CIA, FBI, MI5, MI6. O fato de Gabriel Allon ser israelense e membro do Serviço Secreto dá um ar completamente diferente a toda história. Não existe aquele patriotismo fanático americano, mas sim uma crítica à atitudes tomadas por esse país. Não existem agentes fodões a lá James Bond cheios de tecnologias, que pulam de aviões; temos agentes reais, com sangue frio, armas boas porém simples e milhões de histórias de operações realizadas para contar. Chega a ser genial o quanto Gabriel conhece sobre as atitudes do inimigo, conseguindo, a praticamente todo momento, antecipar os movimentos deles.

É uma leitura bastante densa, não tente ler esse livro em 3, 4 dias. Você pode até conseguir, mas será uma leitura superficial e você vai perder uma ótima oportunidade de entender melhor essa guerra do terrorismo, os conflitos no Egito, as verdadeiras intenções de um terrorista e suas motivações, os problemas pessoais de alguns países da Europa e como não se pode generalizar um povo todo. Lembrando, claro, que apesar de essa ser uma obra de ficção, em alguns momentos ela parece – assustadoramente – real demais.

31
Jan

Resenha e promoção: “Ecos da morte”, de Kimberly Derting

Postado por: Patoka @ Arquivado em: Notícias, Promoção, Reviews

Livro: Ecos da morte
Série: The body finder
Autor: Kimberly Derting
Editora: Intrínseca
Páginas: 268
Resenhado por: Karol
Compre: Saraiva

Violet Ambrose tem dois problemas: o dom mórbido e secreto que carrega desde a infância e Jay Heaton, seu melhor amigo, por quem está apaixonada. Aos dezesseis anos e confusa com os novos sentimentos em relação a Jay, ela está cada vez mais desconfortável com a sua estranha habilidade. Violet encontra cadáveres. Desde muito pequena, percebe os ecos que os mortos deixam neste mundo. Ruídos, cores, cheiros. Mas não todos: apenas os das vítimas de assassinato. Para ela, isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes, tudo o que encontrava eram pássaros mortos, deixados para trás pelo gato da família. Mas quando um serial killer começa a aterrorizar a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas mortas a perseguem dia e noite, Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo, ela estará no rastro do assassino. E ele, no dela.

Em Ecos da morte, Violet Ambrose é mais uma típica adolescente com todos aqueles problemas de insegurança, amor não correspondido, auto estima e baile da escola. A diferença é que Violet tem algo a mais para se preocupar: o dom que herdou de sua avó. Ela desde criança aprendeu a lidar com o fato de perceber ecos vindo de pessoas que foram assassinadas- esses ecos podendo ser cores, cheios, sons e até gostos- e de perceber o mesmo eco no assassino. Nada demais e nada que a faça se sentir muito mal, já que os ecos normalmente vinham de animais como pássaros e ratos que seu gato matava. O problema maior começa aos 8 anos quando ela encontra uma garota morta, e oito anos depois uma série de assassinatos começa a acontecer na sua pacata cidade. A polícia se envolve no caso, mas Violet percebe que só ela pode realmente descobrir o que está acontecendo antes que seja tarde demais, se espondo assim, na mira do assassino. Como se não bastasse lidar com isso, ela percebe que está apaixonada pelo seu melhor amigo de infância, e um dos poucos que realmente sabe de seu dom, Jay. A presença ao lado do amigo começa a ficar cada vez mais insuportável principalmente quando outras garotas da escola- incluindo a mais popular Izzie- começam a partilhar o mesmo sentimento pelo garoto. Mesmo assim, como Violet sabe que não é de se jogar fora, um novo garoto aparece no pedaço, a deixando ainda mais enrascada.

O livro trás sim muitos clichês adolescentes como garotas falando de festa, vestido, o primeiro beijo, amigas que falam demais… mas isso só serve de pano de fundo para o verdadeiro caso policial que se torna o livro. Achei que Kimberly foi muito inteligente em criar um dom à sua protanogista que não fosse tão impossível de se imaginar e que não envolvesse muita magia e assassinos não humanos. O livro te prende do começo ao fim, você sente o pavor que a maioria das personagens está sentindo e eu me peguei muitas vezes aflita e com medo do que viria a seguir. Minha gastrite agradece a Kimberly pela narrativa intrigante que me deixou tão vidrada ao ponto de não perceber que eu não era um personagem do livro e que eu estava sã e salva dentro do meu quarto, livre de qualquer maluco assassino de garotas. E caso você esteja se perguntando, não, eu não faço uso de medicamentos agressivos ou qualquer substância tóxica proibída pelo governo, o livro é realmente interessante! Acho que o fato dela ter intercalado a narrativa, em terceira pessoa, de Violet e do assassino deixou o livro ainda mais interessante, pois você consegue perceber o quanto a mente dele é perversa e maluca.

Muito mais que isso não posso contar senão os spoliers começam a aparecer, mas digo que bem no meio do livro, exatamente no capítulo 15, me peguei pensando ‘Nãooo! A Kimberly não vai fazer isso, não pode ser possível, ela não vai acabar comigo desse jeito. Isso seria um desastre!’ e então quando terminei o capítulo, eu tive que o começar de novo, pois não tinha prestado atenção nenhuma no que realmente acontecia naquela cena me preocupando com outra coisa.

Achei o livro muito bom, mas muito legal mesmo, a ponto até de virar fã da Kimberly no Skoob! É o tipo de livro que deria um bom filme e eu estou ansiosa pra ver o que acontece na seqüência e feliz por saber que o que deveria ser uma trilogia, se estendeu para quatro livros e um conto em um livro chamado ‘Enthralled’.

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24
Jan

Resenha: “Aprisionada”, de Lauren DeStefano

Postado por: Karol @ Arquivado em: Notícias, Reviews

Livro: Aprisionada
Série: Trilogia do jardim químico
Autor: Lauren DeStefano
Editora: Underworld
Páginas:287
Resenhado por: Karol
Compre: Saraiva

E se você soubesse exatamente quando iria morrer? Graças à ciência moderna, cada recém-nascido se tornou uma bomba-relógio genética – homens só vivem até vinte e cinco anos, e mulheres até vinte. Nesse cenário desolado, garotas são seqüestradas e forçadas a casamentos polígamos para evitar que a população acabe. Quando a jovem Rhine Ellery, de dezesseis anos, é apanhada pelos Coletores para se tornar uma noiva, ela entra em um mundo de riqueza e privilégios. Apesar do verdadeiro amor de seu marido Linden por ela, e de uma confiança tênue entre suas esposas-irmãs, Rhine só tem um objetivo em mente: fugir –encontrar seu irmão gêmeo e voltar para casa. Mas Rhine tem outras preocupações além da perda de sua liberdade. O excêntrico pai de Linden está concentrado em encontrar um antídoto para o vírus genético que está a cada dia mais próximo de matar seu filho, mesmo que isso signifique colecionar cadáveres para testar suas experiências. Com a ajuda de Gabriel, um serviçal pelo qual está se sentindo perigosamente atraída, Rhine tenta se libertar, no pouco tempo que lhe resta.

Aprisionada é um livro com um enredo bem interessante. A humanidade em busca da cura do câncer acabou criando outro problema: assim que a primeira geração de pessoas geneticamente modificadas, e livres do câncer, começam a se reproduzir, percebe-se que seus filhos não conseguem passar dos 25 anos de idade e a humanidade se vê obrigada à procurar a cura para esse novo problema.

Com essa mudança radical, a mundo passa a ter muitos órfãos e o medo de serem extintos começa a tomar conta de alguns. Homens ricos, normalmente filhos da primeira geração, passam a se casar com diversas garotas ao mesmo tempo e muitas delas contra vontade própria. Essas mulheres passam a ser posse de seus maridos, vigiadas constantemente pelos seus empregados- algumas crianças que foram vendidas por orfanatos.

Esse mundo caótico que a autora inventou com tantos detalhes chega até a me dar medo. Pensar que o mundo pode, por causa de uma experiência genética, retroceder anos de evolução fazendo com que os humanos voltem a tratar com desrespeito o próximo, chega a ser assustador. E ver no meio disso tudo uma garota de 16 anos, junto com suas esposas-irmãs de 13 e 18, lutando pelo que querem é bem interessante.

Lauren criou um mundo completamente diferente do que eu já vi e que, por mais absurdo que seja, pode vir a ser real- uma possibilidade remota e assustadora mas, que pode acontecer. Fora esse mundo, o livro não tem tanta graça. A personagem principal é a típica garota de dezesseis anos, que se apaixona pelo típico cara fofo e que tem um nada típico problema com seu nada típico marido. A narrativa me cansou, e achei sem muita emoção até um pouco mais da metade do livro, depois disso a coisa começou a correr melhor e tudo se tornou mais emocionante. Com isso eu chego a concluir que daí pra frente, principalmente no segundo livro, as coisas vão melhorar- não para Rhine que provavelmente terá um grande problema pela frente- mas para nós leitores, que vamos poder ler uma estória mais emocionante.

Não poderia deixar de comentar duas coisas que me deparei no livro que me incomodaram. A primeira foi o fato de que nesse mundo maluco só a América do Norte existe, até aí tudo bem, nada demais, mas a explicação pra isso me irritou e eu me vi pensando ‘aiii, essa autora é aquelas americanas patriotas malucas que não tem noção do que se passa no resto do mundo!’. E a segunda é sobre a tradução e a revisão do livro. Algumas vezes eu percebo algum errinho em livros que estão na primeira edição e passo reto, mas nesse encontrei uns quatro ou cinco erros bobos como trocar o A pelo O mudando o gênero da palavra completamente, e algumas palavras ou expressões que parecem estranhas em português mas, que se você pensar em inglês, faz sentido.

Vale pena ler o livro por causa desse mundo fantasticamente assustador e na esperança da coisa ficar mais empolgante pra frente.

19
Jan

Resenha: “A vida, o Universo e tudo mais”, de Douglas Adams

Postado por: Patoka @ Arquivado em: Notícias, Reviews

Livro: A vida, o Universo e tudo mais.
Série: O Guia do mochileiro das galáxias
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Páginas:224
Resenhado por: Bal
Compre: Saraiva

Após as loucas aventuras vividas com seus estranhos amigos em O guia do mochileiro das galáxias e O restaurante no fim do universo, Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na Terra Pré-Histórica. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preso àquela monótona e assustadora rotina.

Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: salvar o Universo dos temíveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.

Este é o terceiro volume da “trilogia de quatro livros” de Douglas Adams, um dos mais cultuados escritores de ficção científica de todos os tempos. Seu humor corrosivo e sua habilidade em criar situações improváveis tornam seus livros indispensáveis para qualquer um que tenha capacidade de debochar de si mesmo.

Usando o planeta Krikkit como paródia da nossa sociedade e das guerras raciais, Adams cria uma história divertida, inteligente e repleta dos mais inusitados significados sobre a vida, o universo e tudo mais.

A vida, o universo e tudo mais não é um livro de auto-ajuda. Se você tem acompanhado as resenhas do Guia O guia do mochileiro das galáxias e O restaurante no fim do universo, você já começou a perceber que, pra Douglas Adams, tudo é aquilo que não é e vice-versa.

Veja bem. Nessa parte da história, nosso humano bebedor de chá favorito está na Terra pré-histórica buscando a resposta para a Vida, o Universo e tudo o mais. Ford também está lá, mas é que eles estão meio juntos e meio separados.

E é nessa de querer saber a resposta e salvar o mundo do pessoal que vive no planeta Krikkit que as aventuras começam, logo após nossos heróis serem resgatados por um sofá!

O problema aqui é que o terceiro livro é o mais complicado de se ler. Eu não acredito que o livro seja chato e discordo que falta nele a mesma graça dos dois primeiros. Contudo, o terceiro livro é mais denso, mais pesado e as
críticas são mais fortes, porém mais sutis.

Assuntos como xenofobia (Adams deixa claro desde o início que a população de Krikkit é xenofóbica e quer destruir todo o universo), racismo e intolerância são as principais críticas do livro. Temos nesse livro também uma ganha maior de viagens pelo espaço/tempo, o que, ao meu ver, pode acabar irritando ou confundido os não tão viciados em
séries desse tipo. Além disso, Adams trabalha a ideia de vingança e, para alguns, a ideia de reencarnação e karma (eu não sei se concordo com isso, porém, vale mencionar).

É um livro cheio. É um livro denso. É um livro complicado. Mas se você não gostou ou já está pensado em abandoná-lo, NÃO ENTRE EM PÂNICO. Prometo que os próximos são mais divertidos!

PS: Agora me pergunta se essa resenha deveria ter começado com a máxima: É o terceiro volume da trilogia de quatro livros que, na verdade, são cinco. Sinto que o mundo, em especial os fanáticos malucos pelo Guia (você sabe
quem você é), adora fazer essa brincadeirinha. Pois bem, vocês estão todos errados.

Sim, era pra ser uma trilogia. Sim, ele escreveu cinco livros porque ele quis e porque, quando se é Douglas Adams, você pode escrever quantos livros malucos você quiser. Mas, meu caro leitor, não são cinco, são seis.

Se você chegou agora ou passou alguns anos numa galáxia bem distante, você perdeu a grande notícia de que o Guia ganhou mais um livro. Pois é, Eoin Colfer é o cara que ficou com a responsabilidade de escrever o sexto volume da série. E tem outra coisa: já foi lançado em português e, um dia, será resenhado aqui!

17
Jan

Resenha e promoção: “Cidade de vidro”, de Cassandra Clare

Postado por: Nina Lima @ Arquivado em: Notícias, Promoção, Reviews

Livro: Cidade de Vidro
Série: Instrumentos Mortais
Autor(a): Cassandra Clare
Páginas: 476
Editora: Galera Record
Resenha por: Nina
Compre: Saraiva

Para salvar a vida de sua mãe, Clary precisa viajar à Cidade de Vidro, lar ancestral dos Shadowhunters (Caçadores de Sombras) – não importa que entrar a cidade sem permissão seja contra a lei e que desobedecer às leis possa significar a morte. Para piorar as coisas, ela descobre que Jace não a quer lá, e que Simon foi jogado na prisão pelos Shadowhunters, os quais estão profundamente desconfiados de um vampiro que suporta a luz do dia.
Enquanto descobre mais coisas a respeito do passado de sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Shadowhunter Sebastian. Com Valentine juntando a força total de seu poder para destruir todos os Shadowhunters, a única chance destes sobreviverem é lutando ao lado de seus inimigos eternos. Mas conseguirão os Downworlders (Moradores do Submundo) e os Shadowhunters colocar seu ódio de lado a fim de trabalharem juntos? Enquanto Jace percebe exatamente quanto está disposto a arriscar por Clary, conseguirá ela dominar seus recém-descobertos poderes para ajudar a salvar a Cidade de Vidro – custe o que custar?
O amor é um pecado mortal e Clary e Jace descobrem que os segredos do passados podem ser fatais ao enfrentarem Valentine no último volume da trilogia The Mortal Instruments (Os Instrumentos Mortais), integrante da lista de mais vendidos do New York Times.

Leia as resenhas de Cidade dos Ossos e Cidade das Cinzas.

Antes de ler Cidade das Cinzas, eu li várias resenhas a respeito, para conseguir decidir se essa era ou não a melhor história que eu li atualmente.

Nesse volume, todas as perguntas sofrem uma convergência para um final incrível em todos os sentidos: no fechamento da história dos personagens (ainda me pergunto como ela conseguiu encaixar tudo tão bem!), em como os fatos ocorridos nos livros anteriores influeciaram diretamente no fim, e como os personagens foram trabalhados.

Em todos os aspectos (narrativa, coerência, desenvolvimento dos personagens e enredo), Cassandra Clare melhorou muito do primeiro para o último livro. Ela conseguiu desenvolver o nível da história, a profundidade dos temas que ela aborda de forma que ela ficasse inteira, início, meio e fim coesos.

O universo criado por Cassandra Clare é complexo e cheio de detalhes, que vão entrando em cena à medida em que o enredo vai desenrolando. Ela consegue deixar a leitura uniforme, sem aqueles trechos que você quer simplesmente mudar de página e passar para a parte interessante. Os diálogos não são longos e cansativos, ou mesmo desnecessários. A descrição dos detalhes, das expressões fervilham a imaginação o tempo inteiro e é impossível não se prender pela história que acontece em cima disso tudo.

Jace continua sendo o meu personagem favorito, por sempre demonstrar força e inteligência – especialmente pelo seu sarcasmo incontrolável. Ele está mais revolto com as coisas que dizem respeito a ele mesmo, e chega a duvidar de sua índole e conduta, mas mantém-se firme nos seus propósitos a fim de salvar a Cidade de Vidro e as pessoas com quem se importa.

Até Clary, que antes era uma bobona e desajeitada, toma prumo e fica mais forte e esperta e consegue ajudar em horas decisivas, apesar de quem ela também atrapalha as coisas algumas vezes.

Cidade de Vidro pra mim é ao mesmo tempo uma coisa boa e uma decepção. Quando eu li o livro pelo primeira vez, esse era o último volume da série, e eu achei brilhante a forma como terminou e não mudaria uma vírgula sequer – os melhores são trilogias. Mas não sei se por pressão da editora por conta do sucesso da história, ou porque achou que ainda tinha água pra rolar por debaixo da ponte, Cassadra Clare alongou a série. Sinceramente não faço idéia do que ela vai escrever em City of Fallen Angels e tenho medo de descobrir e me decepcionar, porque até aqui, Clare é ídola e uma autora excelente e muito criativa.

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12
Jan

Resenha: “A maldição do tigre”, de Colleen Houck

Postado por: Karol @ Arquivado em: Notícias, Reviews

Livro: A maldição do tigre
Série: A maldição do tigre
Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Páginas: 351
Resenhado por: Karol
Compre: Saraiva

Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor? Kelsey Hayes perdeu seus pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. A maldição do tigre é o primeiro volume de uma saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estréia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times.

Kelsey é uma garota de 18 anos, órfã, um pouco fechada e irônica que precisa de dinheiro e de um emprego. É exatamente nessa procura que o livro começa. Kelsey acabou o colegial e sabe que para pagar a sua faculdade vai precisar trabalhar durante o verão mas, apesar do emprego dos seus sonhos não ser em um circo, ela aceita assim mesmo. Com medo de se deparar com elefantes e precisar ser a responsável por limpar as fezes dos mesmos, ela se despede da sua família adotiva e vai passar duas semanas nessa sua nova casa/trabalho. Chegando lá, além de encontrar ótimas pessoas, ela também encontra um tigre, e ele é uma das suas responsabilidades.
Fascinada com os olhos azuis cobalto que Ren – o tigre – tem e juntando a carência que sente, ela resolve passar seu tempo livre desenhando o tigre e lendo para ele seus livros. Mesmo tendo sido avisada para manter distância e tomar cuidado, Kelsey quebra essas regras ao passar a mão em Ren, e é a partir daí que a estória começa a mudar.
Um homem estranho chega ao circo, compra Ren por um preço incrível e ainda oferece à Kelsey um novo trabalho: levar o Ren até a Índia. A oferta parece tentadora e o salário melhor ainda, então Kelsey decide aceitar o emprego e acaba descobrindo no tal homem estranho um amigo: Sr. Kadam. Apesar da simpatia, ele esconde um segredo e é chegando a Índia que Kelsey descobre que o seu tigre, na verdade, é um príncipe indiano que foi amaldiçoado a 300 anos atrás e que ela é a única que pode ajudar a maldição a ser quebrada. Os dois então começam uma aventura que a cada página parece se tornar mais longa e intrigante.

O livro é fantástico! Apesar dos capítulos serem bem resolvidos e te prenderem a ponto de você não querer fechá-lo nunca mais, no inicio achei a narrativa meio arrastada, muito cheia de detalhes e pouco direcionamento ao desenrolar da estória, porém, pouco depois fiquei tão fascinada com os personagens e o mundo indiano que, devorei o livro. As histórias sobre a Índia, seus deuses, sua cultura é retratada de forma tão gostosa que você nem percebe que tudo aquilo não faz parte do que estamos acostumados e muito menos que você está aprendendo sobre uma nova cultura, totalmente diferente. Terminei o livro com um desejo insaciável por comida indiana que acabei torrando a paciência de todos até conseguir passar horas em um restaurante indiano engordando alguns quilos comendo quase tudo do cardápio.

Acho que essa é uma sinopse básica do enredo do livro, agora me dou ao luxo de reservar algumas linhas ao tigre/príncipe: o que é esse homem? Desejo um príncipe indiano! Ren é um garoto de 21 anos educado, charmoso, sedutor, incrível e inexistente fora da ficção. Ele é fascinante, um homem de verdade e não o amigo bonitinho que estamos acostumados a ver em livros YA. Suas intenções são claras quanto a Kelsey e seu desejo por ela também. Não é a toa que ela se apaixona perdidamente por ele.

A maldição do tigre não é um livro só para garotas adolescentes, ele vai fascinar também meninos e adultos com toda a cultura, intriga, aventura e romance. Na contra capa do livro existe uma citação de Becca Fitzpatrick – autora da série Sussurro – que preciso dividir: ‘Um romance delicado e uma aventura capaz de deixar o coração a mil por hora. Eu vibrei e roí as unhas. A maldição do tigre é mágico!’. Estou de acordo Becca, completamente de acordo!

11
Jan

Resenha e promoção: “O trono de fogo”, de Rick Riordan

Postado por: Patoka @ Arquivado em: Notícias, Promoção, Reviews

Livro: O Trono de Fogo
Série: As Crônicas dos Kane
Autor: Rick Riordan
Paginas: 398
Editora: Intrínseca
Resenhado por: Nanda e Bruna
Compre: Saraiva

Os deuses do Egito Antigo foram libertados no mundo atual, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas incomuns à maioria dos mortais. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo – refugiados na Casa do Brooklin, que se tornou um local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, a serpente do caos, está se erguendo. Se eles não conseguirem impedi-lo, em poucos dias o mundo encontrará um final trágico.

Para que tenham alguma chance de derrotar as forças do caos, eles precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertá-lo, porém, não será tarefa fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Primeiro, Carter e Sadie terão que rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, não podemos deixar de mencionar que ninguém – ninguém – tem ideia de onde está o deus.

Narrado alternadamente por Carter e por Sadie, com uma gama enorme de novos personagens e aventuras em diversos cenários do planeta, este segundo volume de As crônicas dos Kane fará os leitores se segurarem na cadeira enquanto viram as páginas.

Os irmãos Kane estão de volta, com mais uma gravação transcrita por Rick Riordan. Para quem não conhece a história, o primeiro livro da série As Crônicas dos Kane é apresentado a nós como uma gravação de dois irmãos (Sadie e Carter) que contam suas aventuras agregadas à mitologia egípcia. Esse segundo livro também é uma transcrição de outra gravação feita por ambos que foi enviada diretamente para o autor, segundo conta o mesmo.

Sadie e Carter dessa vez se aliam a alguns outros magos – incluindo a pequena Cleo, do Rio de Janeiro – para tentar salvar o mundo de Apófis (cobra maligna da mitologia egípcia), trazendo Rá (o deus sol) de volta à vida. Além dessa batalha, eles ainda devem enfrentar a Casa da Vida, que é meio anti-Kane e está atrás deles. Como os próprios personagens dizem repetidamente: nada na vida deles é fácil. Pelo menos eles encontram deuses legais no caminho, como Bes (o deus dos anões) e – para a alegria de Sadie – Anúbis. Sadie continua com seu humor salgado e rebelde e Carter como o irmão mais velho nerd, mas eles estão menos cansativos que no livro anterior. Juro que simpatizamos bem mais com os irmãos nesse livro!

Em O Trono de Fogo, Rick Riordan mantém seu jeito irreverente de tratar de mitologia – nesse caso a egípcia – com o fim de atrair o interesse dos leitores. O impacto de As Crônicas de Kane em nós não foi tão grande quanto Percy Jackson e os Olimpianos. No entanto é importante falar que O Trono de Fogo é BEM mais emocionante/interessante que A Pirâmide Vermelha e com certeza aumentou a ansiedade para o terceiro e último livro da série. Para quem já leu outros livros infanto-juvenis, sabe como Rick Riordan tem essa capacidade de nos prender e fazer com que mergulhemos profundamente nessas novas realidades que ele cria, a ponto de acreditarmos que tudo é real e faz todo o sentido. E também tem aquela necessidade inexplicável de ler mais sobre mitologia assim que terminamos os livros do autor.

O livro também traz a marca registrada do autor: que são histórias emocionantes, mas permeadas pelo bom humor. Os momentos de escape cômico são bem numerosos e geralmente acontecem em momentos tensos como uma batalha ou uma discussão importante. Isso torna a leitura muito mais prazerosa. É interessante também como o autor “amarra” suas diferentes sagas: assim como no primeiro livro dessa série, Riordan menciona novamente a ilha de Manhattan e a presença de cavalos voadores por lá – uma delicada alusão à saga de Percy Jackson.

Como o Rick Riordan nos conquista em cada detalhe é, para nós, algo mais complexo que acreditar na possibilidade de as diferentes mitologias realmente fazerem parte do nosso mundo… o que sabemos é que ele merece MESMO o primeiro lugar na lista de mais vendidos em qualquer país que seus títulos sejam lançados!

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Boa sorte!