21 de outubro de 2016
Postado por: Bru Fernández @ Arquivado em: Notícias

Poucos sabem, mas os livros Os pilares da terra e Mundo sem fim fazem parte de uma série e o autor responsável pelas obras, Ken Follett, anunciou o terceiro livro da série Kingsbridge, no qual ele está trabalhando.

A Column of Fire é o terceiro livro da série e tem data de lançamento prevista no exterior para setembro de 2017. No Brasil, os livros da série são publicados pela editora Rocco e ainda não temos informações sobre a publicação desse terceiro volume no Brasil.

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A Column of Fire se inicia em 1558, quando as antigas pedras da Catedral de Kingsbridge olham para uma cidade dilacerada por conflitos religiosos. Quando o poder na Inglaterra precariamente se desloca entre católicos e protestantes, princípios colidem de forma sangrenta com amizade, lealdade e amor.



20 de outubro de 2016
Postado por: Bru Fernández @ Arquivado em: Resenhas Fora de Série

Resenha Uma garota de muita sorteLivro: Uma garota de muita sorte
Autor: Jessica Knoll (@jessmknoll)
Editora: Rocco
Páginas: 336
Tradução: Ana Rodrigues
Resenha por: Bruna Fernández
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Ani FaNelli passou por uma terrível humilhação na adolescência, que a deixou desesperada para se reinventar. Agora uma profissional bem-sucedida, com um armário invejável e um noivo atraente e bem-nascido para chamar de seu, Ani está prestes a viver a vida perfeita que tanto almejou. Mas ela guarda um terrível segredo. E sua vida perfeita é uma perfeita mentira. Bestseller do The New York Times chancelado pela crítica, Uma garota de muita sorte rendeu à estreante Jessica Knoll comparações com sucessos do thriller contemporâneo como Garota Exemplar, de Gillian Flynn, e A garota do trem, de Paula Hawkins, e será adaptado para o cinema por Reese Witherspoon. O livro abre a coleção Luz Negra, que reúne o que há de melhor no suspense contemporâneo, revelando o lado sombrio da alma humana.

“Eu supostamente deveria ser melhor do que isso, uma mulher mais confiante do que isso. Mas não sou. Está certo? Simplesmente não sou.”

Uma garota de muita sorte não foi aquele livro que me arrebatou e que eu achei incrível, mas também não foi um dos piores livros que li esse ano. Fiquei com sentimentos conflituosos em relação a ele.

No livro de estreia de Jessica Knoll, acompanhamos a história de vida da protagonista Ani FaNelli. Primeiro conhecemos a sua vida atual de mulher adulta. Aos 29 anos ela tem um emprego como colunista em uma grande revista, The Women’s Magazine, e é noiva de Luke, nascido em berço de outro, lindo e bem-sucedido. A vida perfeita pra deixar qualquer outra mulher com inveja, não é? Só que as coisas não são bem assim.

Aos poucos vamos percebendo que a vida de Ani não é esse mar de rosas, principalmente pela narrativa ser feita pela própria Ani (ou TifAni). Através de suas palavras podemos perceber que Ani é uma mulher amargurada e com muita raiva reprimida dentro dela, tentando a mostrar uma imagem nada real do que ela realmente é para as pessoas. Sua atitude louca por dietas insanas para conseguir se tornar um manequim 36 e ser a noiva mais deslumbrante do mundo é tão fora da minha realidade que desgostei da personagem logo nas primeiras páginas. Fora a dissimulação e falsidade que transbordam de Ani principalmente em relação a outras mulheres. Fica cada vez mais difícil para a Ani adulta manter a sua máscara de vida perfeita.

Começamos a ter trechos de flashback para os dias de colegial de Ani (naquela época ainda TifAni) e então começamos a entender um pouco o que levou ela a se tornar essa mulher tão irritada com o mundo. A autora aborda alguns temas bem pesados nesses trechos do livro como estupro e bullying, atentando aos leitores à grande pergunta: “qual é o preço da popularidade?” Apesar de ter empatia zero pela protagonista adulta, consegui entender melhor a sua história por conta da sua trajetória.

O meu grande problema com esse livro foi a superficialidade da protagonista em querer ser popular e aceita a qualquer custo, tanto na adolescência quanto na vida adulta. A história em si é muito boa e bem articulada para um livro de estreia, mas, pra mim, faltou rolar aquela empatia com a protagonista para ser uma história sensacional. Se você decidir ler o livro por conta das comparações com Garota exemplar, cuidado. Achei a comparação entre os livros forçada já que o livro de Jessica não tem a metade da expectativa e impacto que senti ao ler a narrativa de Flynn. Fora isso, é um bom livro. Agora é aguardar a adaptação para as telonas, que será feita pela Reese Whiterspoon.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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19 de outubro de 2016
Postado por: Bru Fernández @ Arquivado em: Notícias

Depois de pouco mais de um ano da criação do selo SESI-SP Quadrinhos, que tem como proposta formar uma linha de gêneros e estéticas narrativas de alta qualidade para os públicos infantil e juvenil, a SESI-SP Editora anuncia a publicação da série O Spirou de… – uma série paralela à clássica Spirou e Fantasio. Os primeiros títulos lançados serão O diário de um ingênuo, de Émile Bravo, e O mensageiro verde-cinza e A mulher leopardo, de Schwartz e Yann.

Sesi-SP Spirou

Pensando nos autores e quadrinistas que sempre sonharam em escrever aventuras da dupla Spirou e Fantasio, a editora francesa Dupuis decidiu criar um espaço para concretizar esse desejo, e assim surgiu a série O Spirou de…. Com início nos anos 2000, a publicação agora chega ao Brasil pelo selo SESI-SP Quadrinhos.

Spirou e Fantasio é uma HQ que faz tanto sucesso na Europa quanto Asterix e Obelix, Lucky Luke e Tintim, mas que nunca foi publicada sistematicamente no Brasil. Spirou apareceu pela primeira vez em uma revista belga de 21 de abril de 1938. É um jovem aventureiro que trabalha em um hotel e que, com o passar das edições, ganha a companhia inseparável do repórter fotográfico Fantasio, desvendando tramas mirabolantes. Os roteiros coesos e os traços do chamado Estilo Atômico – grande contraponto a Tintim, Hergé e à Linha Clara – trouxeram popularidade aos trabalhos, conquistando fãs ao redor do mundo.



17 de outubro de 2016
Postado por: Bru Fernández @ Arquivado em: Resenhas de Série

OrdemLivro: Ordem (#02)
Série: Silo
Autora: Hugh Howey (@hughhowey)
Páginas: 512
Editora: Intrínseca
Tradução: Edmundo Barreiros
Resenha por: Bruna Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Amazon + ofertas

E se a sobrevivência dos seres humanos dependesse do deslocamento de milhares de cidadãos para uma enorme cidade subterrânea, com gigantescas telas de TV transmitindo imagens desoladoras do mundo do lado de fora e ninguém fosse autorizado a sair?

Esse é a história de Silo, a série escrita por Hugh Howey que desbancou Guerra dos Tronos na lista de livros de ficção científica mais vendidos na Amazon. No primeiro livro da série, a heroína era Juliette, uma mecânica nascida nos subterrâneos. A narrativa de Ordem, que alterna passado e presente, começa em um período anterior ao descrito em Silo, explicando como o mundo de Juliette foi transformado. São apresentados ao leitor um portador do século XXIII; um senador da Geórgia num futuro próximo; um garoto abandonado, cuja história termina quando a de Juliette começa, e Troy, que acorda em 2110 sem saber quem é.
Em Ordem, os personagens escapam da morte ao serem congelados em cápsulas criogênicas, sendo acordados de tempos em tempos para tomar remédios, realizarem alguns trabalhos alienantes e depois dormir outra vez. O livro volta no tempo, ao ano de 2049, revelando as decisões tomadas por alguns poucos poderosos, responsáveis por bilhões de mortes que deixarão a humanidade em vias de extinção.
Hugh Howey apresenta aos leitores um mundo pós-apocalíptico, com os poucos seres humanos restantes sobrevivendo à atmosfera tóxica do planeta Terra em um silo subterrâneo.
A narrativa torna-se claustrofóbica e contrita à medida que a humanidade é forçada a viver no silo e a tomar medicamentos que a fazem esquecer a destruição infligida aos amigos e parentes. Ao contar uma história que se passa em um futuro bem próximo, Howey cria um apocalipse totalmente convincente e, à medida que revela as camadas de seu mundo distópico, pavimentando o caminho para a sequência da série, “Legado”.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

“— Espere. Ainda não entendi. — Ele estudou o antigo desenho. — Por que as luzes de cultivo?
— Porque, Donny… O prédio que quero que projete para mim… ele vai ser subterrâneo.”

Silo, o livro anterior a esse, foi um dos melhores livros que eu já li na vida, uma distopia muito diferente e que levou minhas expectativas lá pra cima com esse segundo livro, Ordem, mas uma coisa complicada chamada vida aconteceu e eu não tive a oportunidade de ler esse livro até esse ano, quando o terceiro e último livro da série, Legado, foi publicado no Brasil. O que me deixou extremamente feliz pois pude emendar uma leitura na outra, mas isso é assunto pra outra resenha, vamos falar de Ordem!

Se você, assim como eu, virou fã de carteirinha de Juliette, uma das melhores heroínas da literatura moderna, você pode se decepcionar um pouco com esse volume. Nele nós voltamos no tempo para a época em que os silos ainda não existiam, mas estavam prestes a ser construídos. Vale atentar que, apesar de voltarmos no tempo no livro, ainda estamos em anos no futuro se compararmos ao ano em que estamos, afinal a história começa em 2049.

Por se tratar de uma outra época, temos uma leva de personagens inteiramente nova, algo inédito para mim ao se tratar de um segundo livro de uma trilogia. Confesso que foi bem esquisito não ter nenhuma personagem para guiar a leitura de Ordem, apenas o fio da meada parcial do enredo. A personagem principal nesse livro é Donald Keene, ou Donny, um homem recém eleito deputado, e ele está diretamente ligado ao Senador Thurman, a pessoa que endorsou a sua campanha e que fez de tudo para que Donald ganhasse a eleição. Como era de se esperar, na verdade a personagem principal não faz ideia onde estava se metendo ao se eleger, afinal, ele é formado em arquitetura e acaba sendo recrutado para criar os silos que conhecemos no primeiro livro.

Aos poucos vamos descobrindo mais e mais sobre a história da construção dos silos, mas não é somente nisso que a narrativa de Ordem foca. O autor também oferece ao leitor alguns vislumbres de outras personagens que viveram nos silos 17 e 18 antes da época de Juliette, nos revelando ainda mais sobre os antigos moradores e história desses silos. Ah, o que eu mais achei curioso foi poder ler mais sobre os moradores do silo 1. Bizarro não descreve nem um terço do que acontece no silo principal.

A narrativa não é linear e pula para anos diferentes, silos diferentes, com histórias de pessoas diferentes. Pode parecer confuso, mas prometo que no desenrolar das narrativas o autor consegue ligar muito bem as histórias. Em alguns momentos algumas revelações me pareceram bem óbvias e pude perceber elas chegando, mas isso não tirou a graça da história, pelo contrário, só me deixava mais curiosa e dedicada na leitura para saber se o que eu imaginava era realmente verdadeiro.

Apesar de sentir muita falta das personagens que me apeguei como Lukas e Walker, foi muito interessante acompanhar a saga de Donald na criação e evolução dos silos e de outras personagens que se tornaram muito queridas, um destaque especial para Solo. Ordem é uma excelente adição à trilogia, com uma narrativa inovadora e milimetricamente bem construída. Se você ainda não leu essa série, não sabe o que está perdendo. Coloque a trilogia de Hugh Howey na sua lista de desejados já. Você não vai se arrepender.

“— Nada muda até que nós façamos mudar — dissera ele com um olhar sério.”


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

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17 de outubro de 2016
Postado por: Kinina @ Arquivado em: Lançamentos

DartanaLivro: Dartana
Autor: André Vianco
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Amazon + ofertas

“Dartana” apresenta um mundo retalhado entre vida e morte, fé e descrença, mitologias e mentiras. No romance, o primeiro de uma trilogia, “Dartana” é um planeta castigado por uma maldição da qual somente as feiticeiras escapam. Quando um novo deus da guerra surge, muitos habitantes daquele mundo sombrio marcham com ele rumo ao Combatheon, uma plataforma de guerra que representa sua única chance de se libertar da terrível maldição. Esbanjando criatividade e domínio narrativo, André Vianco constrói uma obra surpreendente em que deuses guerreiros, feiticeiras, soldados e construtores se unem para forjar um novo mundo.

Livro: Boo – minha vida após a morte
Autor: Neil Smith
Tradução: Elisa Nazarian
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Amazon + ofertas

Oliver Dalrymple é o típico “looser” americano: aos 13 anos, magro e pálido como um fantasma, está mais interessado em biologia e química do que em esportes e vida social. Um dia, enquanto se recupera de um dos frequentes episódios de bullying de que é vítima recitando a tabela periódica em frente a seu armário, ele desfalece para sempre. E é aí que sua verdadeira vida começa. O “céu” onde Oliver acorda depois do que acredita ter sido uma parada cardíaca em função de um problema congênito chama-se Cidade e é povoado por pessoas que morreram aos 13 anos, como ele e seu colega de escola Johnny Henzel, que chega dias depois de Boo à Cidade, trazendo notícias perturbadoras sobre a causa da morte deles. Notícias que mudam para sempre a percepção de Oliver Boo sobre sua personalidade e seu lugar no mundo. Elogiado pela crítica e adorado pelos leitores,’ Boo” é um romance cativante sobre amizade, confiança, bullying e a difícil tarefa de ser adolescente.